No início da série Performance em FOCO foram aplicados um total de 13 testes físicos para avaliar o desempenho do Jefferson e da Tati nas mais variadas valências físicas tais como resistência, agilidade, potência, força, dentre outras. Nesta página reunimos todos os escores da bateria de testes que foi aplicada, abaixo está a ordem de aplicação dos testes que será replicada nas próximas baterias com a mesma ordem nos 2 dias.

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1º Dia da bateria de testes

  1.  Antropometria e Morfologia
  2.  Teste de 10 Saltos Horizontais sucessivos
  3.  Teste do Semo
  4.  Flexão de braços batendo palmas
  5.  Teste de Resistência Abdominal
  6.  Teste de 1RM no Agachamento
  7.  Teste de 1RM no Supino
  8.  Protocolo de Estimativa de VO2 Máximo em Esteira

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2º Dia da bateria de testes

  1.  Flexão de braços na barra fixa
  2.  Flexão de braços no solo (Apoio)
  3.  50% de 1RM no Agachamento
  4.  50% de 1RM no Supino
  5.  Protocolo de monitoramento da Frequência Cardíaca.

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Abaixo estão listados os escores dos testes  acompanhados do valor pico da Frequência Cardíaca ao término da aplicação de cada teste. O nome de cada teste também estará linkado para a página do vídeo destes testes, onde você pode conferir o protocolo utilizado no teste e como foi sua aplicação. Basta clicar sob o título dos testes relacionados acima ou junto aos resultados abaixo.

Morfologia e Composição Corporal

Primeira comparação fotografia

 

Foi utilizado um protocolo de 10 dobras cutâneas utilizando o Software SAAMH para escolha das fórmulas para se chegar aos resultados obtidos para Massa Muscular, Massa óessa, Massa residual e Massa Gorda.

JEFFERSON

Composição Corporal Jefferson

TATI

Composição Corporal Tati

Analisando os dados morfológicos nas duas imagens acima, podemos constatar que tanto o Jefferson quanto a Tati iniciaram o projeto Performance em FOCO com praticamente os mesmos valores de Massa Corporal (Peso) sendo 57,5Kg e 57,9Kg para Jefferson e Tati respectivamente. Porém, a avaliação antropométrica é fundamental para podermos ter um parâmetro e analisarmos a morfologia dos dois indivíduos. Com esta avaliação conseguimos separar os valores de Massa Muscular (MM), Massa Gorda (MG) Massa Óssea (MO) e Massa Residual (MR).

Partindo para esta análise mais específica conseguimos identificar uma grande diferença inicialmente no percentual de gordura (%G) entre o Jefferson e a Tati. Enquanto o Jefferson apresenta um percentual de gordura de 5,1% (3 Kg) enquanto a Tati apresentou o percentual de 28,1% (16,3 Kg).

Quanto ao percentual de Massa Muscular o Jefferson apresentou um percentual de 59,7% (34,4 Kg) enquanto a Tati apresentou um percentual de 39,5% (22,9 Kg). Ao cruzarmos estes dados em relações, podemos analisar a Relação Massa magra/Massa gorda (MM/MG), dividindo o valor em Kg da Massa Muscular pelo valor em Kg da Massa Gorda temos uma relação de 11,62 para o Jefferson e de 1,40 para a Tati. Mas o que isto significa? Para cada quilo de gordura o Jefferson tem 11,62 Kg de Massa Muscular, enquanto a Tati tem 1,40 Kg de massa muscular para cada quilo de Gordura.

Ao analisarmos esta relação morfológica e pensarmos nas valências físicas exigidas durante as provas de corrida de rua, corrida de obstáculos e corridas de aventura, podemos considerar que a Tati inicia o projeto com uma desvantagem em relação ao Jefferson, pois ao considerarmos a Gordura como um peso morto, pois ela não contribui mecanicamente para nenhum dos exercícios, exceto em intensificá-los pelo maior sobrepeso carregado.

O Jefferson encontra-se com uma Massa Corporal total baixa se comparada a sua estatura, porém, uma pequena quantidade deste peso é de Gordura (3Kg), tendo uma grande quantidade de Massa Muscular representando quase 60% do peso corporal total. Para as corridas a princípio a Morfologia apresentada pelo Jefferson está dentro de um padrão ideal, com baixo teor de massa gorda e elevado teor de massa muscular, sendo necessário um trabalho mais focado no desenvolvimento das valências físicas mencionadas no início do texto, já a Tati precisará juntamente com a melhora da capacidade física, a busca pela melhora da morfologia, diminuindo o percentual de gordura, tendo a Nutrição como base para este auxílio.

Dobras Cutâneas

JEFFERSON

Dobras cutâneas tati
somatório de dobras cutâneas Jeff

TATI

Dobras cutâneas Jeff
somatório de dobras cutâneas tati

Podemos verificar nas imagens acima os valores individuais das 10 dobras cutâneas (DC) utilizadas no protocolo, bem como os perímetros corporais e diâmetros ósseos. Nas DC’s do Jefferson está destacado em amarelo a dobra abdominal vertical que foi a única que teve 2 dígitos, o que mostra um baixo acumulo de gordura em todas regiões corporais, se verificarmos o somatório de dobras cutâneas temos  o valor de 43,7 mm. Já nos perímetros está destacado o Braço contraído, por ser um valor baixo para um indivíduo do sexo masculino. Nas dobras cutâneas da Tati, que somaram um total de 168,4 mm foram destacadas as dobras Subescapular, Suprailíaca, Abdominal Vertical e Coxa Superior por terem apresentado os maiores valores de dobras.

Áreas Magras de Braço e de Coxa

JEFFERSON

área magra de braço e coxa jeff

TATI

área magra de braço e coxa tati

Nas imagens acima podemos analisar os perímetros de área magra e área gorda de três segmentos corporais, braço, coxa e perna. O Jefferson apresentou valores abaixo de 10% de área gorda nos três segmentos. Destacamos a área do braço da Tati com 46,2% de área Gorda, o que representa um baixíssimo teor de área magra (Músculo + osso) o que poderá lhe prejudicar no desempenho em obstáculos que necessitem de força de membros superiores.

Distribuição da Gordura Corporal

JEFFERSON

distribuição da gordura jeff

TATI

distribuição da gordura tati

Teste de 10 saltos sucessivos

10 saltos sucessivos

 

Este foi o primeiro teste físico aplicado na bateria no primeiro dia de avaliações. Antes da aplicação deste teste é importante que se realize um aquecimento corporal geral e principalmente para membros inferiores, por se tratar de um teste de potência, o risco lesivo sem um aquecimento adequado pode gerar um grande risco de lesão. No vídeo que demonstrou o desempenho neste teste foram demonstrados alguns aquecimentos educativos como forma de exemplo.

Este teste visa mensurar a potência de membros inferiores e seu protocolo é bastante simples, resume-se em atingir a maior distância possível, no menor tempo possível através de 10 saltos horizontais sucessivos. Por padrão, deve-se esticar uma trena de no mínimo 30 metros de comprimento ao lado da área dos saltos para aferição da distância alcançada pelo avaliado. A potência é mensurada em Metros Kilograma por segundo (m.Kg/seg) e leva em consideração a distância percorrida, o tempo utilizado e a massa corporal do avaliado.

Desta forma podemos inferir que quanto menor o tempo, maior a distância e maior a massa corporal do avaliado, melhor será sua performance, pois em um curto espaço de tempo está levando uma maior massa corporal em uma maior distância. Estas 3 variáveis se relacionam para chegarmos ao valor final de potência de membros inferiores que você confere o resultado abaixo.

teste 10 saltos resultados

Neste escore podemos ver que a Tati teve um resultado de maior potência se comparada ao Jefferson que apresentou 124,4 m.Kg/seg enquanto a Tati apresentou 126,1 m.Kg/seg. A Massa Corporal transportada foi semelhante para ambos, o Jefferson percorreu uma distância 4 metros superior a Tati, porém, demorou mais tempo para cumprir os 10 saltos. Desta forma podemos observar a influência de uma variável sob a outra, onde não necessariamente uma distância maior terá como resultado um melhor escore de potência, é importante que seja feita em um menor espaço de tempo, caracterizando a potência Muscular que é Força x Velocidade.

Teste do SEMO

teste do semo

Veja o Protocolo do Teste do SEMO em uma série de vídeos que o Treino em FOCO produziu sobre testes físicos. Com as mudanças na direção, aceleração e desaceleração do movimento, este teste visa mensurar a qualidade física de agilidade. Durante o teste a frequência cardíaca (FC) foi mensurada, e ao final do teste foi verificado o Pico da FC e registrado para compararmos em avaliações futuras. Conforme o protocolo que utilizamos para aferir a resistência de agilidade ao invés de darmos apenas 1 volta no teste do SEMO, foram realizadas 4 voltas consecutivas a fim de entrar mais no processo de glicose anaeróbia.

Resultado teste do SEMO

1 resultado semo

Na tabela acima podemos verificar que o Jefferson rodou o protocolo do teste em 55 segundos, atingindo uma frequência cardíaca pico (FCp) de 191 batimentos por minuto (bpm) enquanto a Tati rodou o teste em 1 minuto e 4 segundos, atingindo uma FCp de 191 bpm. A frequência cardíaca em todos os testes foi mensurada através de um monitor cardíaco, no caso do teste o Polar FT80.

Flexão de Braços Batendo Palmas

2 teste_flexa-braco_batendo_palma

O Teste dos 10 saltos sucessivos foi para mensurar a potência de membros inferiores, este teste de flexão de braços batendo palmas é para mensurar a potência de membros superiores. No protocolo de aplicação do teste não houve uma padronização específica do posicionamento das mãos em relação aos ombros, pois por ser um teste extremamente dinâmico pela fase aérea em que se deve bater palmas, controlar o posicionamento das mãos ficaria contraproducente para este teste. O Jefferson realizou ele com apoio dos pés no solo, enquanto a Tati realizou o teste adaptado com os joelhos em contato com os solos (posição de 6 apoios).

Resultado teste de flexão de braços batendo palmas

resultado_teste_flexao_braco_batendo_palma

Não houve o controle de tempo para o teste, o objetivo era realizar o máximo de flexões possíveis até a falha muscular concêntrica. Na tabela acima podemos conferir os escores. O Jefferson realizou 19 Repetições Máximas (RM) alcançando um pico de frequência cardíaca de 174 Bpm, enquanto a Tati realizou 21 RM atingindo um pico de 188 Bpm.

Ao analisarmos estes escores, podemos ver que a Tati realizou um número maior de flexões, demonstrando um melhor nível de potência de membros superiores, assim como já havia demonstrado maior potência em membros inferiores, sua frequência cardíaca também atingiu um pico maior, demonstrando que realizou um esforço realmente máximo.

Teste de Potência / Resistência Abdominal

teste_resistencia_potencia_abdominal

No protocolo do teste de Potência/Resistência Abdominal o padrão de execução deve respeitar alguns detalhes, o Joelho deve ser fletido a aproximadamente 90º, os braços devem cruzar frente ao tórax, mantendo os cotovelos próximos ao tronco. Com este padrão de posicionamento é cronometrado 1 minuto, onde o avaliado deverá realizar o máximo de flexões abdominais que conseguir neste período.

Resultado teste de Resistência/Potência Abdominal

resultado_teste_resistencia_potencia_abdominal

 

Este teste foi o que demonstrou a maior diferença de performance entre os dois participantes. Enquanto o escore do Jefferson foi de 37 Repetições Máximas, sendo 24 repetições nos 30 segundos iniciais e apenas 13 repetições nos 30 segundos finais. O que demonstrou que ao entrar mais fortemente no trabalho de resistência de potência houve uma queda extremamente significativa no desempenho de praticamente 50%.

A Tati realizou apenas 13 repetições durante os 60 segundos de teste, antes mesmo de iniciar o protocolo ela já havia alertado que estava sentindo muita dor muscular na região que foi ativada em testes anteriores, aliado ao período em que os dois ficaram sem treinamento para participação na série Performance em FOCO resultou em um desempenho muito abaixo do esperado, realizando 8 repetições nos 30 segundos iniciais, e 5 repetições nos últimos 30 segundos do teste.

Teste de 1RM no Agachamento

teste_1_rm_agachamento

No teste de 1RM no Agachamento nós optamos por utilizar a Barra guiada como forma de segurança na aplicação do teste, tendo em vista que os avaliados chegam em seu esforço máximo ao realizar o teste com cargas elevadas para o seu padrão atual de força, no ambiente em que o teste foi e será aplicado nas próximas vezes não tem gaiola de agachamento livre. Outro fator que nos levou a aplicar o teste no Smith (barra Guiada) foi a possibilidade de PADRONIZAÇÃO do movimento, onde utilizamos um banco para limitar e padronizar a amplitude de descida, sendo possível assim aplicar o mesmo teste no mesmo padrão em avaliações futuras, obtendo um resultado mais fiel nos escores de 1RM, afinal o ângulo do movimento interfere muito na realização do exercício.

Os pesos utilizados foram adicionados gradualmente e tendo um feedack dos avaliados para saber da intensidade da execução. Pedia-se que fossem realizadas 2 repetições, para saber que não foi 1 repetição máxima e também para não fadigar o avaliado executando diversas repetições com o mesmo peso, afinal o teste é para estimar a Força Máxima de membros inferiores. Quando o avaliado realizava 1 repetição, e tentava realizar a 2º porém, sem sucesso, determinávamos o escore de 1RM do avaliado.

Resultado teste de 1RM no Agachamento

resultado_teste_1rm_agachamento

Como resultado final, o Jefferson alcançou a marca total de 66Kg,apenas anilhas, 33Kg cada lado, alcançando o pico de frequência cardíaca de 161 bpm. Enquanto a Tati alcançou a marca total de 50Kg, apenas anilhas 25Kg cada lado. Nos resultados de 1RM no agachamento foram contabilizados apenas os pesos das Anilhas, para o teste de 50% de 1RM foi contabilizado também o peso da barra guiada que era de aproximadamente 13Kg.

Teste 1RM no Supino

teste_1_rm_supino

No protocolo do teste de 1RM no Supino foi padronizada uma pegada com afastamento das mãos em que os cotovelos ficassem a aproximadamente 90º durante o movimento descendente do exercício. A barra deveria levemente encostar no peito e ser suspendida no movimento concêntrico sendo permitida a extensão completa do cotovelo ao final da fase concêntrica. A indicação foi a mesma realizada no agachamento, onde era solicitado ao avaliado a realização de 2 repetições e com seu feedback de esforço o peso era ajustado buscando o peso para realização de 1 repetição máxima.

Resultado Teste 1 RM no Supino

resultado_teste_1rm_supino

O Jefferson alcançou a marca de 64 Kg, sendo 54Kg de anilhas + 10Kg da Barra, atingindo um pico na frequência cardíaca de 152 bpm . Ficando com um escore muito semelhante ao Agachamento, demonstrando um nível próximo de força tanto de membros inferiores quanto de peitoral. Com o mesmo protocolo de teste a Tati alcançou a marca de 26 Kg sendo 16Kg de anilhas + 10Kg da barra, atingindo um pico na frequência cardíaca de 129 bpm. Ao compararmos com o Escore do Agachamento podemos verificar um baixo nível de força em membros superiores/tronco tendo um valor praticamente 50% abaixo na comparação entre Supino e Agachamento.

Protocolo de Estimativa de Vo2 Máximo

protocolo_teste_estimativa_vo2_maximo_esteira

O Protocolo de estimativa do VO2 máximo na esteira é um teste indireto para obtenção dos valores de Vo2Máx, foi adaptado pelo Professor João Moura no laboratório de fisiologia do esporte que ele coordena na Univali em Itajaí/SC. Você quer saber mais sobre o VO2 Máximo? Então confira aqui o texto do Professor João Moura sobre O Consumo Máximo de Oxigênio – VO2 Máximo se você deseja saber como Interpretar os valores de VO2 Máximo o Treino em FOCO também já gravou um vídeo ensinando a Interpretar e Analisar os valores do Vo2 Máximo

 

São 19 estágios no protocolo completo onde nos dois primeiros estágios apenas a velocidade é aumentada iniciando em 5,5Km/h no primeiro estágio indo para 6,5Km/h no segundo estágio, a partir do 3º estágio a inclinação da esteira também começa a ser aumentada em percentuais. Onde no 3º estágio temos 7km/h de velocidade e inclinação da esteira em 1%. Na tabela dos resultados que segue abaixo você poderá conferir as variáveis de velocidade e inclinação para cada estágio, bem como a Percepção Subjetiva de Esforço – PSE e o Valor da Frequência Cardíaca ao final de cada estágio.

Valores Teste de Estimativa de VO2 Máximo

valores_teste_vo2_maximo

tabela_met_jefferson_tati

 

Na tabela é possível verificar que o Jefferson completou 13 estágios, ele alcançou o 14º estágio porém conseguiu ficar apenas 10 segundos dentro do 14º estágio. A frequência Cardíaca Máxima foi de 202 bpm alcançadas no último estágio realizado, caracterizando o esforço máximo. A Tati conseguiu completar 10 estágios, chegando aos 199 bpm, sendo este valor registrado como Frequência Cardíaca Máxima e que será utilizado para controle das cargas de treino dentro de zonas de intensidade.

O Valor final do VO2 Máx encontrado foi encontrado através do Equivalente Metabólico – MET de esforço registrados pelo software da esteira.  Sendo 1 MET = 3,5 ml/kg/min de  Oxigênio utilizado podemos estimar o VO2Máx pela multiplicação dos MET’s tanto do Jefferson quanto da Tati pelo valor de 3,5. Desta forma chegando aos 60,2 ml/kg/min do Jefferson e aos 48,3 ml/kg/min da Tati.

Teste de Flexão de Braços na Barra Fixa

teste_flexao_bracos_barra_fixa

 

O Protocolo deste teste para o Jefferson foi com a pegada pronada e com a extensão completa do cotovelo ao final da fase excêntrica, e ultrapassar o queixo da barra ao final da fase concêntrica. A partir daí foi realizado o maior número de repetições possíveis, sem limite de tempo, tendo como sobrecarga o peso corporal (57,5 Kg). Para a Tati o padrão foi sustentar o peso corporal (57,9 Kg) em isometria com a pegada supinada e buscando manter o cotovelo aproximadamente em 90º de flexão durante o maior tempo possível.

Resultado teste de flexão de braços na barra fixa

resultado_teste_flexao_bracos_barra_fixa

Tendo como resultados, o Jefferson obteve 9 Repetições Máximas (RM) mantendo o padrão do teste, enquanto a Tati permaneceu por 11 segundos em Isometria no padrão do teste. Este teste será importante principalmente para avaliarmos a evolução de força nos membros superiores e tronco, atingindo principalmente a musculatura de antebraço, bíceps braquial e latíssimo do dorso, que serão motores primários do movimento para subir um obstáculo por exemplo, e se manter em suspensão.

Teste de Flexão de Braços no Solo (Apoio)

teste_flexao_bracos_solo_apoio

 

O protocolo utilizado para o Jefferson foi com apoio dos pés no solo, mãos com afastamento lateral a aproximadamente 90º de flexão do cotovelo ao final da fase excêntrica encostando o peito no solo e estendendo completamente o cotovelo ao final da fase concêntrica. Para a Tati o protocolo foi adaptado com o apoio dos joelhos no solo e mantendo o mesmo padrão de execução do Jefferson.

Resultados Teste de Flexão de Braços no Solo – Apoio

resultado_teste_flexao_bracos_solo

O Jefferson alcançou 26 Repetições máximas, atingindo 148 bpm de frequência cardíaca pico, enquanto a Tati realizou 15 repetições máximas atingindo 157 bpm pico.

Teste de RML de membros Inferiores – 50% de 1RM

teste_rml_membros_inferiores_agachamento

Para o teste de Resistência Muscular Localizada – RML de Membros Inferiores utilizamos uma carga de 50% de 1RM de cada avaliado contabilizando além do peso das anilhas, o peso da barra que é de 13 Kg. Foi utilizado o mesmo padrão de execução do teste de 1RM, utilizando o banco para limitar a fase excêntrica e manter exatamente a mesma amplitude durante todo o arco de movimento.

Resultados Teste de RML de Membros Inferiores

resultado_teste_rml_membros_inferiores_agachamento

Nos resultados deste teste podemos ver um baixo desempenho do Jefferson, que se demonstrou padrão dentro dos testes de Força e RML no agachamento, tendo um nível inferior ao da Tati e com valor de 1RM próximo ao valor registrado no Supino, o que demonstra um baixo desenvolvimento de força e resistência na musculatura de membros inferiores. Conseguiu realizar 33 repetições máximas chegando a um pico de 178 bpm, enquanto a Tati realizou 40 repetições máximas chegando a um pico de 168 bpm, ou seja, teve um melhor nível de repetições e não elevou tanto a frequência cardíaca se comparada ao Jefferson.

Teste de RML de Membros Superiores/Tronco – Supino

teste_rml_membros_superiores_supino

Para o teste de Resistência Muscular Localizada de membros Superiores/Tronco foi realizado o mesmo padrão do teste de 1RM no supino utilizando 50% da carga de 1RM contabilizando a barra e anilhas.

Resultados Teste de RML no Supino

resultado_teste_rml_membros_superiores_supino

Nos resultados do teste podemos ver que com 50% de 1RM o Jefferson teve praticamente o mesmo escore tanto no supino (32) quanto no agachamento (33) no número de Repetições Máximas, o que demonstra que tanto em níveis de força, quanto em níveis de resistência ele estava no início dos treinamentos com resultados semelhantes tanto de membros inferiores quanto de tronco.

Já os valores dos testes da Tati demonstram uma força e resistência muito maior em membros inferiores, sendo que no teste de RML no supino teve um escore praticamente 50% menor se comparado ao agachamento, 22 RM contra 40 RM respectivamente, valores semelhantes demonstrados no teste de 1RM para o mesmo exercício onde teve um escore de 50Kg no agachamento (contabilizando apenas anilhas) e 26Kg no supino (contabilizando barra e anilhas). Novamente reforçando a necessidade de um treinamento forte para região do tronco e membros superiores a fim de maior rendimento nas corridas de obstáculos principalmente.

Teste de Monitoramento da Frequência Cardíaca

protocolo_monitoramento_frequencia_cardiaca

O protocolo deste teste para monitoramento da frequência cardíaca foi montado pelo Professor João Moura com base nos resultados do Teste de Estimativa do VO2 Máximo realizado no dia anterior pelo Jefferson. O mesmo protocolo foi utilizado tanto para o Jefferson quanto para a Tati, ou seja, a Tati realizou o protocolo montado sob o desempenho do Jefferson, com uma intensidade elevadíssima para quem esta iniciando, o que será benéfico para avaliarmos o seu desenvolvimento ao longo dos treinamentos, sendo que por várias vezes ela precisou se apoiar na barra da esteira e em algumas vezes descansou com os pés ao lado, ficando alguns segundos parada e não conseguiu retornar no penúltimo estágio.

Você pode conferir abaixo os valores de velocidade, inclinação, frequência cardíaca e PSE do Jefferson e da Tati durante a aplicação do protocolo e analisar a resposta cardíaca conforme a intensidade do estágio regulada pela inclinação e velocidade da esteira.

Resultados Teste Monitoramento da Frequência Cardíaca

teste_monitoramento_da_frequencia_cardiaca

Na tabela acima temos os valores registrados durante a aplicação do teste. O Jefferson conseguiu concluir o protocolo chegando a níveis elevadíssimos de esforço nos dois últimos estágios registrando uma PSE quase de esforço máximo. A sua Frequência Cardíaca atingiu o valor de 192 bpm, sendo 95% de sua frequência cardíaca máxima (202). Já a Tati registrou um valor de 201 bpm no estágio 18, valor acima da sua Frequência Cardíaca Máxima registrada no teste de Vo2 Máximo no dia anterior que foi de 199 bpm.

As células com cor amarela na coluna de FC da tati representam os estágios em que ela correu com as mãos apoiadas nas barras da esteira, enquanto as duas células de cor salmão registram os estágios em que ela apoiou os pés na lateral da esteira e descansou um tempo, sendo que no estágio 10 ela descansou por 20 segundos e no estágio 14 ela descansou por 50 segundos. Já no estágio 18 com a célula registrada na cor vermelha representa o último estágio que ela conseguiu ficar durante o teste, permanecendo neste estágio durante os 8 segundos iniciais, após isto ela descansou e não conseguiu mais retornar ao teste.

tati descansando

tabela recuperação FC

E a última tabela mostra o protocolo de Recuperação da FC após o teste de monitoramento, onde os avaliados permaneceram durante 3 minutos caminhando na esteira a 5Km/h sem inclinação. O Jefferson finalizou o teste com 192 bpm no último estágio, e após o 1º minuto de recuperação registrou 151 bpm, sendo este valor correspondente a 78,65% da frequência ao término do teste (192 bpm). Ao término do 2º minuto de recuperação registrou 137 bpm (71,35%) e ao final do protocolo de recuperação registrou 134 bpm (69,79%). Lembrando que estes valores percentílicos correspondem à frequ~encia cardíaca registrada no último estágio (192 bpm).