Quando nos exercitamos sempre requeremos algum grau de produção de força muscular. Mesmos durante exercícios de cunho aeróbios como ciclismo e corrida, existe a necessidade de graus relativamente baixos de força para realização da “pedalada” ou da corrida. Já em outros exercícios a exigência de força é maior como no Treinamento Resistido com Pesos (TRP) em academias de ginástica, ou ainda, em esportes como levantamento de peso.

                Independentemente do grau de exigência de força requerida em uma atividade motora, uma fibra (célula) muscular em um ato de encurtamento produz esta ação em sua capacidade máxima (100%) ou não produz nenhuma repercussão de tensão de encurtamento (zero %). Este fato fisiológico é conhecido como “Lei do Tudo ou Nada”. Como já vimos em outros textos.

                As fibras musculares são constituídas de forma semelhante mas não completamente iguais, assim temos fibras do tipo I (vermelhas), tipo IIb (rosadas) e tipo IIa (brancas). Cada uma destas fibras apresenta uma característica de contração própria. Por exemplo, as fibras vermelhas apresentam grande resistência a fadiga, assim tem capacidade de se contraírem várias vezes antes de instalar a fadiga. Por outro lado, estas fibras não apresentam uma velocidade de encurtamento elevada, ou seja, são lentas. Já as fibras brancas são exatamente o contrário das fibras vermelhas, apresentam grande velocidade de encurtamento (são rápidas) porém fadigam também rapidamente (não apresentam resistência elevada a fadiga).

                Em uma UM (Unidade Motora) todas as fibras que a compõem são do mesmo tipo. Assim, se uma UM apresenta fibras do tipo rosada, todas as demais fibras constituintes desta UM também serão rosadas, isto vale também para fibras vermelhas e brancas. Ou seja, não há “salada de frutas” nas fibras que compõem as UM (representação na imagem).

Texto desenvolvido pelo:

Prof. Dr. João Moura

CREF 07078-G/SC