Quais os valores de referências biofotogramétricas clínicas proposta pelo Treino em Foco para identificar se o indivíduo é portador dos desvios posturais de protrusão ou retração da cabeça, hipercifose ou hipocifose e hipolordose  ou hiperlordose?

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No Laboratório de Desempenho Humano da FURB( LADHEM) são desenvolvidas duas linhas de pesquisas. Uma em avaliação postural via biofotogrametria e a segunda linha relacionada ao treinamento de força. Dessa forma, no decorrer dos dois anos de funcionamento do laboratório (2015 e 2016) já foram realizadas 94 avaliações posturais via biofotogrametria. Diante disso, o professor João Moura juntamente com os pesquisadores desenvolveram alguns valores de referências biofotogramétricas clínicas. Entretanto, estudos estão em desenvolvidos para buscar a validação cientifica dessas referências proposta. Dessa forma, trataremos os valores apresentados nesse texto e no vídeo como referências biofotogramétricas clínicas.

Diante disso, caso o avaliador realize a avaliação postural biofotogramétrica do seguimento cabeça no plano sagital e obter um valor entre 30,0° a 40,0°, potencialmente o indivíduo apresenta um alinhamento adequado do seguimento cabeça. Caso, o avaliador obtenha um valor angular menor que 30,0°, potencialmente esse indivíduo é portador de retração da cabeça. Já, se o avaliador obter um valor angular maior que 40,0°, potencialmente o indivíduo é portador de protrusão do seguimento cabeça. Na avaliação da caraterística do ângulo de cifose torácica através da biofotogrametria, se o avaliador obter um valor angular entre 140,° a 152,0°, potencialmente esse indivíduo apresenta um ângulo de cifose torácica normal. Entretanto, caso o avaliador obtenha um valor angular menor que 140,0°, potencialmente esse indivíduo é portador do desvio postural de hipercifose torácica. E por fim, se o avaliador obter um valor angular acima de 160,0° potencialmente esse indivíduo é portador de hipocifose torácica.

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Quais os procedimentos metodológicos para avaliar através da biofotogrametria se o indivíduo é portador ou não do desvio postural de protrusão ou retração da cabeça?

Inicialmente o avaliador deverá identificar dois pontos anatômicos através da técnica de anatomia palpatória. O primeiro ponto anatômico a ser identificado é o processo espinhoso da sétima vértebra cervical (C7). Para identificar esse ponto o avaliador deverá posicionar-se atrás do avaliado. Em seguida, deverá solicitar ao mesmo (avaliado) que realize o movimento de flexão cervical. Ao realizar esse movimento descrito acima o avaliador conseguirá visualizar duas proeminências ósseas na região cervical. Diante disso, o avaliador deverá posicionar os seu dois polegares sobre essas proeminências ósseas. Na sequência, deverá solicitar ao avaliado que realize movimentos de rotação lateral para o lado direito e esquerdo, de forma ampla e lenta. Nesse momento o avaliador deverá identificar qual a proeminência óssea que “roda” juntamente aos movimentos de rotação lateral da coluna cervical. Dessa forma, a prominência óssea que “rodar” junto com os movimentos deverá se demarcada, pois a mesma representará C7.

Depois desse procedimento descrito acima, o avaliador deverá solicitar que o avaliado posiciona-se sobre uma plataforma e de lado para a câmera. Em seguida, três fotos deverão ser realizadas nessa posição. Realizado essas três fotos, o avaliador deverá carregá-las em um software e, visualizar qual o registro fotográfico aonde os demarcadores ficarão mais visíveis.

Em seguida, o avaliador deverá traçar um seguimento de reta “unindo” a esfera demarcatória plotada sobre o tragus ao ponto exato aonde a esfera demarcatória plotada sobre a C& toca a pele do avaliado. Em seguida, um valor angular será formado. Esse valor angular deverá ser interpretado para identificar se o indivíduo apresenta uma protrusão out retração da cabeça.

Quais as referências biofotogramétricas clínicas propostas pelo Treino em Foco para identificar se o indivíduo é ou não portador dos desvios posturais de protrusão ou retração da cabeça?

Como descrito acima no texto, ao final de todos os procedimentos metodológicos descritos o avaliador obterá um valor angular. Esse valor angular deverá ser comparado aos valores de referências para identificar se o indivíduo é portador ou não de protrusão out retração da cabeça. Na sequência, será apresentado as referências biofotogramétricas clínicas propostas pelo Treino em Foco para identificar se o indivíduo é portador ou não de protrusão ou retração da cabeça:

– Caso o avaliador obtenha um valor angular entre 30,0° a 40,0°, potencialmente pode-se considerar que esse indivíduo apresenta a cabeça no plano sagital alinhada;

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– Já se obter um valor angular maior que 40,0°, potencialmente pode-se concluir que o indivíduo apresenta protrusão da cabeça;

protrusao_da_cabeca_treino_em_foco_referencias_biofotogrametricas

– E por fim, se o avaliador obter um valor angular menor que 30,0°, potencialmente o indivíduo é portador do desvio postural de retração da cabeça.

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Como realizar a avaliação postural através da biofotogrametria para identificar se o indivíduo é ou não portador do desvio postural de hipocifose ou hipercifose torácica?

Para realizar a avaliação postural biofotogramétrica para identificar se o indivíduo é portador ou não dos desvios posturais de hipocifose ou hipercifose, o avaliador não necessitará identificar através da técnica de anatomia palpatória referências ósseas. Com isso, o mesmo (avaliador) não necessitará utilizar as esferas demarcatórias, que são necessárias para outros pontos de avaliação biofotogramétrica. Diante disso, o avaliador necessitará apenas solicitar que o avaliado posiciona-se sobre uma plataforma e de lado para a câmera fotográfica, ou seja, no plano sagital.

Em seguida, o avaliador deverá realizar três fotos sequenciais. Após realizar as fotos, o avaliador deverá carregá-las em um software específico para avaliação postural. Com as fotos carregadas nesse software o avaliador deverá selecionar o registro fotográfico (foto) aonde os contornos corporais do avaliado ficaram mais visíveis e também visualizar qual a foto em que ocorreu a menor oscilação corporal do avaliado. Na sequência, o avaliador deverá iniciar a análise do registro fotográfico.

Para realizar a análise e identificar se o avaliado é portador ou não de uma hipocifose ou hipercifose, o avaliador deverá traçar dois seguimentos de reta. O primeiro seguimento de reta deverá ser traçado “ligando” o ponto exato da inflexão(inversão) da curvatura de lordose cervical até o ponto exato da inflexão (inversão) da curvatura de cifose torácica. Já o segundo seguimento de reta deverá ser traçado “ligando” a inversão (inflexão) da curvatura de cifose torácica até o ponto exato a inversão(inflexão) da curvatura de lordose lombar. Ao traçar esse seguimentos de retas descrito acima, o avaliador obterá um valor angular. Essa ângulo obtido deverá ser interpretado para identificar se o indivíduo é portador ou não do desvio postural de hipolordose ou hipercifose torácica.

Na sequência será apresentado os valores de referências biofotogramétricas clínicas propostas pelo professor João Moura para que o avaliador consiga identificar se o indivíduo é portador de hipercifose ou hipolordose torácica.

Quais as referências biofotogramétricas clínicas propostas pelo Treino em Foco para identificar se o indivíduo é portador ou não de hipolordose ou hipercifose torácica?

Realizado os procedimentos metodológicos descritos acima o avaliador obterá um valor angular. Essa valor angular deverá ser interpretado e comparado a valores de referências biofotogramétricas, para visualizar se o avaliado apresenta esses desvios posturais citados, ou seja, se é portador de hipocifose ou hipercifose torácica.

– Caso o avaliador obtenha um valor angular entre 143,0° a 153,0°, potencialmente esse indivíduo apresenta um ângulo de cifose torácica normal.

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– Se o avaliador ao traçar os seguimentos de reta obter um valor maior que 160,0°, pode-se concluir que potencialmente esse indivíduo é portador do desvio postural de hipocifose torácica, ou seja retificação da curvatura de cifose torácica;

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– Já se o avaliador obter um valor angular menor que 140,0°, conclui-se que potencialmente esse indivíduo é portador do desvio postural de hipercifose torácica.

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Quais os procedimentos metodológicos para avaliar através da biofotogrametria se o indivíduo é portador ou não do desvio postural de hipolordose ou hiperlordose lombar?

Como apresentado anteriormente no texto na avaliação biofotogramétrica para visualizar se o indivíduo é portador ou não de hipocifose ou hipercifose, na avaliação da hipolordose ou hiperlordose o avaliador também não necessitará identificar e demarcar processos ósseos. Dessa forma, o avaliar deverá solicitar que o avaliado posiciona-se sobre uma plataforma e de lado para a câmera, ou seja, na vista lateral. Em seguida, o avaliador necessitará realizar três fotos. Essas fotos deverão ser carregadas em um software específico para avaliação postural. Dentro do software o avaliador deverá selecionar o registro fotográfico em que os contornos corporais e a oscilação corporal do avaliador foi menor.

Após esses procedimentos descritos acima, o avaliador deverá traçar dois seguimentos de reta. O primeiro seguimento de reta, deverá “ligar” o ponto exato da inversão (inflexão) da curvatura de cifose torácica até o ponto exato da inversão (inflexão) da curvatura de lordose lombar. O segundo seguimento de reta, deverá ser traçado “ligando” o ponto exato de inversão(inflexão) da curvatura de lordose lombar e uma reta que tangencia o contorno glúteo do avaliado. Na sequência, um valor angular será formado. Valor esse que deverá ser interpretado para, visualizar se potencialmente o indivíduo é portador ou não do desvio de hipolordose ou hiperlordose.

A seguir, serão apresentados os valores de referências biofotogramétricas clínicas proposta pelo professor João Moura, para identificar se potencialmente o indivíduo é portador ou não de hipolordose ou hiperlordose lombar.

Quais os valores de referências biofotogramétricas clínicas para identificar se o indivíduo é portador ou não de hipolordose ou hiperlordose lombar?

– Caso o avaliador ao traçar os seguimentos de reta descritos acima obtenha um valor angular entre 140,0°a 153,0°, potencialmente pode-se concluir que esse indivíduo possui um ângulo de lordose lombar normal.

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– Entretanto, se o avaliador obter um valor angular menor que 140,0°, potencialmente pode-se concluir que esse indivíduo é portador do desvio postural de hiperlordose lombar;

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– Por fim, caso o avaliador obtenha um valor angular maior que 153,0°, potencialmente poderá ser concluído que esse indivíduo é portador do desvio postural de hipolordose lombar.

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 Seguidores, não percam a vídeo aula de hoje e visualizem as referências biofotogramétricas clínicas para protrusão e retração da cabeça; hipocifose e hipercifose e hipolordose e hiperlordose.