Modular a carga significa ajustar a carga de tal forma que gere estímulo de treino referente a força pura, ou seja, que leve o organismo adaptar-se nas questões neuromusculares que produzem força máxima no indivíduo em treinamento.

         Dentre as variáveis de modulação da carga uma das mais importantes é a quilagem (peso) colocado nos exercícios. O treinamento de força pura caracteriza-se pela alta quilagem de treino a qual permite que o executante realize no máximo 06 Repetições Máximas (RM) antes da falha concêntrica. Portanto a quilagem de treino deve ser ajustada para que o executante realize em torno de 6 RM na primeira série e venha mantendo ou diminuindo esse número até aproximadamente 3 a 2 RMs. Tal quilagem é a que gera alto recrutamento de UM, sincronização das UM, somação das UM e inibição da musculatura antagônica.

         O intervalo de descanso entre as séries a realizar também é importante ser modulado de forma adequada. Uma ótima recuperação energética (fosfocreatina – PCr), de neurotransmissores (acetilcolina) e diminuição do estresse pressórico (PAS) e cardíaco (FC) deve ser permitido entre diferentes séries. Para tal, é necessário intervalos de descanso de no mínimo 3 minutos podendo ser ainda maiores (5 a 6 minutos). Assim, ao iniciar uma próxima série o executante estará satisfatoriamente recuperado para iniciar uma série com esforço máximo e com altíssima quilagem.

         O número de séries a realizar deve ser prescrita conforme a capacidade do executante permitir o aumento no número das séries. Se o indivíduo executa 2 séries e uma terceira for prescrita com a mesma quilagem e esse conseguir executar entre 3 a 2 RM, esta série esta adequada. Todavia, se ao acrescentarmos a terceira série e o indivíduo realizar somente 1RM ou não conseguir executar nenhuma, três séries são demais para a atual condição de força deste praticante.

 

Texto produzido pelo Prof. Dr. João Moura

CREF 07870-G/SC