No treinamento de força pura ocorrem várias modificações fisiológicas principalmente de cunho neuromuscular, das quais as mais importantes são:

– aumento no recrutamento de UM (unidades motoras). O ser humano possui bilhões de UM umas denominadas “pequenas” e outras chamadas de “grandes”. As pequenas são aquelas UM formadas por poucas fibras musculares (normalmente menos de 50 fibras) e as grandes são compostas por mais de 300 fibras podendo chegar até 500 fibras por UM. Ao longo do treinamento de força pura o indivíduo aumenta a sua capacidade em recrutar UM para o exercício físico, com isso aumenta o número de fibras musculares no trabalho e correspondentemente eleva sua força muscular sem AVM.

– Sincronização de ativação das UM. Além da capacidade de aumentar o número de UM envolvidas na execução do exercício também condiciona-se a sincronizá-las melhor, como que se o cérebro contasse “1, 2, 3 … foi!” sincronizando o esforço de ativação das UM aumenta-se a capacidade de produzir força.

– inibição da musculatura antagonista. No indivíduo destreinado alguns potenciais de ação (estímulos nervosos) são produzidos para a musculatura antagônica do movimento, o que faz com que a força produzida seja “travada” e o movimento torne-se “tremido”. A adaptação crônica ao treinamento de força faz com que o cérebro iniba essa ativação antagônica e concentre todos os estímulos nervosos em neurônios motores de UM dos músculos agonistas. Desta forma, também eleva-se a força muscular sem o correspondente volume do músculo.

 

 

Texto produzido pelo Prof. Dr. João Moura

CREF 07870-G/SC