A presença de uma escoliose poderá proporcionar o desenvolvimento de outros desvios posturais no plano coronal.

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Em um alinhamento ideal, a coluna vertebral encontra-se totalmente verticalizada. Entretanto, em virtude de fatores estruturais ou funcionais (postura no trabalho ou movimentos repetitivos no esporte) a coluna vertebral poderá perder a sua verticalização ideal. Dessa forma, quando o indivíduo perde a verticalização da coluna vertebral denomina-se que o mesmo é portador do desvio postural de escoliose. Esse desvio postural (escoliose) poderá ocorrer somente na região cervical (escoliose cervical), torácica (escoliose torácica) ou ainda na região lombar da coluna vertebral (escoliose lombar). Todavia, alguns indivíduos apresentam escoliose em mais de uma região da coluna vertebral. Por exemplo, alguns indivíduos poderão apresentar uma escoliose cervico torácica, toracolombar ou ainda uma escoliose cervico toracolombar.

O surgimento do desvio postural de escoliose poderá desencadear o desenvolvimento de outros desvio posturais. Por exemplo, uma escoliose cervical poderá desenvolver um desalinhamento ou desnivelamento da cabeça. Em um indivíduo portador de escoliose torácica, poderá desenvolver um desnivelamento dos ombros. Já em uma escoliose lombar o indivíduo poderá desenvolver um desnivelamento da pelve. No caso, dos indivíduos que são portadores de escoliose cervico torácica eles poderão apresentar associados a essa escoliose, um desnivelamento ou desalinhamento da cabeça e um desnivelamento dos ombros. Porém, nos indivíduos que apresentam uma escoliose toracolombar atrelado a esses desvio (escoliose) poderá ocorrer o surgimento de um desnivelamento dos ombros e da pelve.

Diante disso, é necessário que no momento em que o avaliador identifique através da biofotogrametria que o indivíduo é portador do desvio postural de escoliose, realize uma análise biofotogramétrica de outros pontos posturais. Principalmente dos pontos biofotogramétricos do plano coronal. Pois como apresentado acima, a escoliose poderá desencadear o surgimento de outros desvios posturais.

O que é o desvio postural de escoliose?

Em um alinhamento normal e natural, a coluna vertebral encontra-se totalmente verticalizada. Entretanto, quando o indivíduo perde a verticalização ideal da coluna vertebral denomina-se que o mesmo é portador do desvio postural de escoliose. Diante disso, pode-se entender que um indivíduo portador de escoliose perderá o alinhamento correto e ideal da coluna vertebral.

A escoliose em alguns indivíduos poderá ocorrer em uma região específica da coluna vertebral, ou seja, na região cervical, torácica ou lombar. Todavia, em alguns indivíduos a escoliose poderá ser visualizada em mais de uma região da coluna vertebral. Ou seja, o indivíduo poderá apresentar uma escoliose cervico torácica ou ainda toracolombar.  O desvio postural de escoliose tem por característica apresentar um lado côncavo e um lado convexo. O lado côncavo tenderá a ocorrer em virtude da musculatura encurtada. Por outro lado, o lado convexo ocorrerá em virtude de uma tendência de hipotonia da musculatura.

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Como identificar e quantificar através da biofotogrametria se o indivíduo é portador ou não do desvio postural de escoliose?

Para realizar a avaliação biofotogramétrica para identificar e quantificar se o indivíduo é portador do desvio postural de escoliose, o avaliador deverá identificar através da técnica de anatomia palpatória alguns processos ósseos sendo. Deverá identificar: o processo espinhoso da sétima vértebra cervical (C7), ângulo inferior da escápula direita e esquerda e, por fim as Espinhas Ilíacas Póstero Superiores (EIPS) direta e esquerda.

Para identificar o ponto anatômico de C7 o avaliador deverá posicionar-se atrás do avaliado. Em seguida solicitará que o avaliado realize o movimento de flexão cervical. No momento em que o indivíduo realizar esse movimento (flexão cervical) normalmente dois processos ósseos ficarão salientes. Ao visualizar esses processos ósseos salientes o avaliador deverá posicionar seus polegares exatamente sobre os mesmos. Em seguida, solicitará ao avaliado que realize uma extensão cervical até o ponto de alinhamento da cabeça. Na sequência, o avaliador solicitará ao avaliador que realize movimentos de rotação lateral para a direta e esquerda de forma ampla e lenta. Nesse momento o avaliador deverá manter os polegares sobre os processos ósseos e, deverá “sentir” ou perceber através da sua percepção tátil qual o processo ósseo que está “rodando” conjuntamente ao movimento de rotação lateral. Diante disso, o processo ósseo que “rodar” junto com o movimento produzido deverá ser demarcado, pois representará o processo ósseo de C7.

Após identificar e demarcar a C7, o avaliador deverá partir para identificar o ângulo inferior das escápulas. Para identificar esse ponto anatômico o avaliador deverá primeiro identificar borda medial das escápulas do indivíduo. Em seguida, através da técnica de anatomia palpatória deverá iniciar a palpação partindo da borda medial das escapulas em direção a parte inferior da mesma. A palpação deverá manter até o ponto onde ele (avaliador) identifique uma curvatura na parte inferior da escápula. Essa curvatura na parte inferior da escápula representará o ângulo inferior da escápula. É exatamente nesse ponto das escápulas (direita e esquerda) que o avaliador deverá plotar a esfera demarcatória.

Após demarcar os dois ângulo inferiores da escápula o avaliador deverá traçar uma linha imaginária entre as duas esferas que estão plotadas sobre o ângulo inferior da escápula e, no ponto exato da intersecção entre as duas linhas imaginárias sobre a coluna vertebral deverá plotar outra esfera demarcatória.

Por fim, o avaliador deverá identificar e demarcar através da técnica de anatomia palpatória os processos ósseos das EIPS direita e esquerda. Também após identificar e plotar uma esfera demarcatória exatamente sobre os processos ósseos (EIPS), o avaliador deverá com os dedos indicadores traçar uma linha imaginária das EIPS. Em seguida plotar outra esfera no ponto exato sobre a coluna vertebral aonde ocorre a intersecção das linhas.

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Qual a relação da presença do desvio postural de escoliose e dos desvios posturais no plano coronal?

Como foi apresentado acima no texto o desvio postural de escoliose acarretará no indivíduo a perda do alinhamento ideal da coluna vertebral, ou seja, da verticalização. Diante disso, a presença de uma escoliose poderá desencadear o surgimento de outros desvios posturais. Por exemplo, um indivíduo que apresente uma escoliose cervical, poderá desencadear o desenvolvimento de um desnivelamento ou desalinhamento da cabeça. Ou seja, o desvio postural de escoliose cervical potencialmente foi o responsável pelo surgimento do desnivelamento e desalinhamento da cabeça.

Por outro lado, se um indivíduo apresente uma escoliose cervico torácica, a presença desse desvio potencialmente poderá desencadear um desequilíbrio na cintura escapular. Ou seja, potencialmente uma escoliose cervico torácica poderá desencadear o surgimento de um segundo desvio postural que é o desnivelamento dos ombros. Como esse indivíduo do nosso exemplo apresenta uma escoliose cervico torácica possivelmente apresentará além de um desnivelamento dos ombros, um desnivelamento ou desalinhamento da cabeça.

Imaginemos agora um indivíduo que é portador de uma escoliose somente na região lombar. Potencialmente em virtude da presença dessa escoliose lombar no momento em que o avaliador foi realizar a avaliação de outros pontos biofotogramétricos poderá identificar outros desvios associados. Ou seja, possivelmente o avaliador identificará além dessa escoliose lombar um desnivelamento da pelve por exemplo. Por fim, alguns indivíduos poderão apresentar uma escoliose cervico toracolombar, ou seja, uma escoliose que acomete toda a coluna vertebral. Nesses casos possivelmente essa escoliose desenvolverá alguns desvio posturais associados como: desnivelamento ou desalinhamento da cabeça, dos ombros e da pelve.

Diante do apresentado acima no texto pode-se notar que o desvio postural de escoliose poderá acarretar o desenvolvimento de outros desvio posturais no plano coronal como: desnivelamentos e desalinhamentos. Porém, é importante salientar que esse comportamento não é uma regra, pois poderão existir alguns indivíduos que apresentarão escoliose e podem não apresentar esses desvios posturais citados acima.

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Qual a orientação do Treino em Foco caso você seja personal trainer e tenha um cliente que seja portador o desvio postural de escoliose?

Como apresentado acima no texto, o surgimento do desvio postural de escoliose poderá desencadear o surgimento de outros desvio posturais. Diante disso, é necessário que se caso você trabalhe como personal trainer e tenha um cliente portador desse desvio realize um avaliação biofotogramétrica mais global. Ou seja, é necessário que você (personal trainer) não avalie e quantifique através da biofotogrametria somente a intensidade da escoliose e, sim avalie os outros seguimentos corporais para identificar e quantificar qual a influência que a escoliose está trazendo para esses outros segmentos.  Com isso, você (personal trainer) conseguirá ter uma melhor visão da saúde postural de seu cliente e, com isso prescrever de uma forma mais criteriosa.

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Seguidores, não percam a vídeo aula de hoje e saibam como o desenvolvimento do desvio postural de escoliose poderá desencadear o surgimento de outros desvio posturais no plano coronal.