Desnivelamento e desalinhamento da cabeça poderá ocorrer em virtude do desenvolvimento de escoliose cervical e cervitorácia, ou de um encurtamento excessivo principalmente dos músculos elevador da escápula e esternocleidomastoideo.

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Quando um indivíduo apresenta o seguimento cabeça totalmente verticalizado caracteriza-se que o mesmo apresenta a cabeça totalmente alinhada. Em uma situação aonde o indivíduo apresenta a cabeça totalmente horizontalizada denomina-se que o mesmo tem um nivelamento adequado da cabeça. Entretanto, quando o indivíduo perde a verticalização, ou seja, o alinhamento ideal do seguimento cabeça caracteriza-se que o mesmo é portador do desvio postural de desalinhamento da cabeça. Seguindo a mesma lógica caso o indivíduo não apresente perca a horizontalização da cabeça caracteriza-se que o mesmo como portador do desvio postural de desnivelamento da cabeça.

Esses desvios posturais de desnivelamento e desalinhamento da cabeça poderão ocorrer em virtude de um encurtamento excessivo principalmente dos músculos elevador da escápula e esternocleidomastoideo e também em decorrência do desenvolvimento de uma escoliose tanto cervical como cervitorácica.  Importante salientar que o desnivelamento e desalinhamento a cabeça poderão ocorrer tanto para o lado direto como esquerdo, ou seja, o seguimento cabeça poderá estar desnivelado e desalinhado para o lado direto ou esquerdo. Outra situação que poderá ocorrer é o indivíduo apresentar a cabeça desnivelada par ao lado direito e desalinhada para o lado esquerdo. O contrário também poderá ocorrer.

Um ponto importante a salientar é que o indivíduo poderá apresenta ambos os desvios posturais, ou seja, desnivelamento e desalinhamento da cabeça, ou ainda os desvios posturais isolados. Para identificar e quantificar a intensidade e a magnitude desses desvios posturais em questão a biofotogrametria é uma excelente estratégia pois permitirá ao avaliador ou personal trainer quantificar através de graus a presença ou não desses desvios posturais.

Na aula de hoje apresentaremos para vocês seguidores o que é e, como identificar através da biofotogrametria se o indivíduo é ou não portador dos desvios posturais de desnivelamento e desalinhamento da cabeça.

Como caracteriza-se o desvio postural de desnivelamento e desalinhamento da cabeça?

Quando um indivíduo apresenta o seguimento cabeça totalmente verticalizado caracteriza-se que o mesmo tem uma cabeça alinhada. Já quando por exemplo o mesmo individuo apresenta o seguimento cabeça totalmente horizontalizado caracteriza-se que o mesmo apresenta o seguimento cabeça nivelado.

Diante disso, quando um indivíduo perde a verticalização ideal da cabeça denomina-se que o mesmo é portador do desvio postural de desalinhamento da cabeça. Entretanto, quando o indivíduo perde a horizontalidade do seguimento cabeça caracteriza-se que o mesmo é portador do desvio postural de desnivelamento da cabeça.  Um ponto importante a salientar é que, em alguns casos um indivíduo poderá apresentar o desvio postural de desnivelamento da cabeça e não apresentar desalinhamento a mesma. O contrário também poderá ocorrer, ou seja, o indivíduo poderá apresentar um desalinhamento da cabeça e não apresentar desnivelamento. Por fim, o indivíduo ainda ser portador dos dois desvios posturais, ou seja, apresentar um desnivelamento e desalinhamento da cabeça associados.

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O que pode levar ao desenvolvimento dos  desvios posturais de desnivelamento e desalinhamento da cabeça?

O desvio postural de desnivelamento da cabeça pode estar intimamente associado a um encurtamento excessivo dos músculos que ao contrair produzem o movimento de inclinação lateral da cabeça sendo eles, principalmente o elevador da escapula e esternocleidomastoideo. Ou seja, caso o indivíduo apresenta um encurtamento ou hipertonia dos músculos elevador da escápula e esternocleidomastoideo do lado direito e os mesmos músculos descritos do lado contralateral da cabeça (lado esquerdo) estejam hipotônicos, ocorrerá a tendência de produção do desvio postural de desnivelamento da cabeça para o lado direito. O contrário também poderá ocorrer, ou seja, caso o indivíduo apresente um encurtamento excessivo dos músculos elevador da escápula e esternocleidomastoideo do lado esquerdo e uma hipotonia dos mesmos músculos do lado direito, será desenvolvido o desvio postural de desnivelamento da cabeça para o lado esquerdo.

Outro fator que poderá levar ao desenvolvimento do desvio postural de desnivelamento da cabeça é o desenvolvimento de escoliose tanto cervical ou cervicotorácica.

Já o desvio postural de desalinhamento da cabeça poderá ocorrer pelos mesmos motivos citados acima, ou seja por um encurtamento excessivo ou hipertônica dos músculos que quando contraem produzem os movimentos de inclinação lateral da cabeça sendo eles principalmente os elevadores da escápula e esternocleidomastoideo. Outro fator que poderá levar o indivíduo a um desalinhamento da cabeça é a o surgimento do desvio postural de escoliose cervical ou cervicotorácia.

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Quais os procedimento metodológicos que devem ser realizados para avaliar através da biofotogrametria se o indivíduo é ou não portador dos desvios posturais de desnivelamento e desalinhamento da cabeça?

Para utilizar a biofotogrametria para identificar se o indivíduo apresenta ou não os desvios postural de desnivelamento e desalinhamento da cabeça o avaliador deverá identificar os pontos anatômicos (referências ou processos ósseos), demarcá-los, realizar o registro fotográficos do indivíduo e analisar as fotos em um software.

Quais os pontos anatômicos (referência ou processos ósseos) que devem ser identificados e demarcados para identificar a presença ou não de desnivelamento e desalinhamento da cabeça?

Para identificar através da biofotogrametria se o indivíduo é portador ou não de desnivelamento da cabeça o avaliador deverá através da anatomia palpatória identificar o ponto anatômicos do tragus do lado direito e esquerdo. Em seguida, deverá demarcá-lo com esferas demarcatórias (esferas de isopor). Já para identificar através da biofotogrametria se o indivíduo é ou não portador do desvio postural de desalinhamento da cabeça o avaliador deverá identificar os pontos anatômicos da glabela e manúbrio do esterno. Obviamente em seguida após identificar esse pontos anatômicos descritos (glabela e manúbrio do esterno) através da anatomia palpatória o avaliador deverá demarcá-los com esferas de isopor.

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Após a identificação e demarcação como o avaliador deverá realizar o registro fotográfico (foto) para avaliar através da biofotogrametria se o indivíduo é portador ou não dos desvios posturais de desnivelamento e desalinhamento da cabeça?

Logo após a identificação e demarcação o avaliador deverá solicitar que o avaliado posiciona-se em uma vista frontal. A câmera deverá estar posicionado a cerca de três metros do avaliado e a uma altura que esteja no centro do corpo do mesmo. Em seguida, o avaliador deverá verbalizar ao avaliado que fique na posição mais confortável e natural possível. Na sequencia o avaliador deverá realizar três fotos na sequência.

Realizar três fotos é um procedimento metodológicos que permitirá ao avaliador na posterior análise no software escolher a melhor foto, ou seja, a foto que ocorreu a menor oscilação corporal e aonde os marcadores sobre os pontos anatômicos (referência ou processos ósseos) ficaram mais visíveis.

Como traçar os seguimentos de reta no software para analisar se o indivíduo é ou não portador do desvio postural de desnivelamento e desalinhamento da cabeça?

Após realizar todos os procedimentos descritos acima (identificação, demarcação, registro fotográficos) o avaliador deverá analisar as fotos em um software específicos (software que será apresentado em vídeos aulas posteriores). Com as fotos carregadas no software o avaliador deverá selecionar a melhor foto, ou seja, a foto aonde os marcadores ficaram melhores visíveis e onde ocorreu menor oscilação corporal.

Realizado esse procedimento, para avaliar se o indivíduo apresenta desnivelamento da cabeça o avaliador deverá traçar um seguimento de reta entre os pontos anatômicos do tragus esquerdo e direto. Ou seja, deverá traçar um seguimento de reta que une o ponto do tragus direito e esquerdo. Esse seguimento de reta angulara-se com um outo seguimento de reta imaginário que apresenta-se em uma horizontal perfeita. Na sequência será produzido um valor angular que determinará se o indivíduo é ou não portador do desvio postural de desnivelamento da cabeça.

Já para avaliar se o indivíduo é ou não portador do desvio postural de desalinhamento da cabeça o avaliador ou personal trainer deverá traçar um seguimento de reta unindo os pontos anatômicos da glabela e manúbrio do esterno. Ou seja, um seguimento de reta será formado entre a glabela e o manúbrio do esterno, seguimento esse que angulara-se com um outro seguimento de reta imaginário que encontra-se em uma vertical perfeita. Dessa forma, com a associação entre o seguimento de reta formado entre os pontos anatômicos (glabela e manúbrio do esterno) e o seguimento de reta imaginário totalmente verticalizado será formado um valor angular.

Esse valor angular formado identificará se o indivíduo é portador ou não do desvio postural de desalinhamento da cabeça.

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A partir de quantos graus o avaliador ou personal trainer pode definir que o indivíduo é portador ou não dos desvios postural de desnivelamento e desalinhamento da cabeça?

Imaginemos que um avaliador ou personal trainer esteja realizando a avaliação postural de seus clientes, mais especificamente está avaliando a característica postural do seguimento cabeça de seus clientes, ou seja, avaliando se os mesmos apresentam os desvios posturais de desnivelamento e desalinhamento da cabeça.

Dessa forma, após realizar todos os procedimento metodológicos descritos acima no texto o personal trainer obtém para o cliente A na análise do nivelamento da cabeça um valor angular  de 0,0°. Já no momento a avaliação do alinhamento da cabeça do mesmo cliente A o personal trainer também obtém um valor angular de 0,0°. Diante desses valores obtidos o personal traienr pode definir que seu cliente A apresenta um perfeito nivelamento e alinhamento da cabeça. Dessa forma, não é necessário realizar a aplicação de exercícios específicos para esse seguimento.

Em seguida o mesmo personal trainer realiza o mesmo procedimento para um cliente B.  Para esse cliente na avaliação do nivelamento da cabeça o personal trainer obtém um valor angular de  1,5°. Já na avaliação do alinhamento da cabeça o personal trainer obtém o valor angular de 0,0°. Diante desses resultados pode-se definir que o cliente B é somente portador do desvio postural de desnivelamento da cabeça.

Porém, o mesmo personal trainer avalia através da biofotogrametria realizando todos os procedimento metodológicos citados a avaliação de um cliente C. Na avaliação do nivelamento da cabeça do cliente C o personal trainer obtém o valor angular de 0,0°. Entretanto, na avaliação da alinhamento da cabeça obtém um valor angular de 1,7°. Diante disso o personal trainer poderá definir que seu cliente C apresenta um nivelamento ideal da cabeça, porém é portador do desvio postural de desalinhamento da cabeça.

Por fim, o personal trainer ainda avalia o seu cliente D. Na avaliação do nivelamento da cabeça o personal obtém o valor angular de 2,1°. Já na avaliação da alinhamento da cabeça obtém o valor angular de 1,7°. Diante desse cenário o personal trainer defini que seu cliente D é portado dos dois  desvios posturais, ou seja, apresenta   desnivelamento e desalinhamento da cabeça.

Diante desse exemplo descrito no texto podemos notar que alguns indivíduos podem apresentar somente o desvio postural de desnivelamento da cabeça, outros somente o desvio de desalinhamento da cabeça e alguns indivíduos poderão apresentar os desvios associados. Ou seja, ser portador dos desvios posturais de desnivelamento e desalinhamento da cabeça.

Seguidores, não percam a vídeo aula de hoje e saibam como identificar através da biofotogrametria se o indivíduo é portador ou não dos desvios posturais de desnivelamento e desalinhamento da cabeça.