A redistribuição do fluxo sanguíneo durante o exercício será proporcional a demanda metabólica no músculo ativo.

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O débito cardíaco em repouso normalmente situa-se em torno de 5 litros, em um ambiente termômetro. Dessa forma, dos 5 litros do débito cardíaco os músculos estriados esqueléticos receberão em torno de 1.000 ml, o fígado 1.350 ml, os rins 1.100 ml, cérebro 700 ml, coração 200 ml, pele 300 ml, e por fim os demais tecidos receberão 350 ml.

Na passagem do repouso para o exercício ocorre mudança no fluxo sanguíneo, devido a ação vasoconstritora do sistema nervoso simpático sobre as arteríolas locais, o fluxo sanguíneo será redirecionado para longe das áreas dos rins e esplandica (fígado, estomago, pâncreas e intestino) e deslocado para as áreas de maior demanda metabólica que obviamente será o músculo estriado esquelético envolvido no exercício. No início do exercício o músculo esquelético envolvido “sentem “a necessidade de um aumento de suprimento do gás oxigênio. Essa necessidade será parcialmente atendida por um influencia simpática (vasoconstrição) nos vasos aonde o fluxo sanguíneo poderá ser reduzido (rins e área esplandica). Nos músculos esqueléticos também ocorre aumento da estimulação as fibras constritoras do simpáticas sobre as paredes arteriolares, entretanto nos músculos ativos ocorre liberação de substâncias vasodilatadoras locais que suplantam a influência simpática.

As possíveis substâncias responsáveis pela vasodilatação local são liberadas devido ao aumento na acidez local, em virtude do aumento nos níveis de íons hidrogênio, do pH mais baixo, aumento nos níveis do gás dióxido de carbono e na temperatura local. Essas são algumas das mudanças locais que deflagram a vasodilatação das arteríolas e maior fluxo sanguíneo para os capilares dos músculos ativos durante o exercício.

Como ocorre a distribuição do fluxo sanguíneo durante o repouso?

No corpo humano o fluxo sanguíneo para uma região especifica é diretamente proporcional as demandas metabólicas desse tecido. Em repouso e em um ambiente termômetro, o débito cardíaco tipicamente identificado nas pessoas é de 5 litros. Diante disso, quando o indivíduo encontra-se em repouso dos 5 litros do débito cardíaco o fluxo sanguíneo para o músculo estriado esquelético será em média de 1.000 ml representando 20% do débito cardíaco total. Já o fígado receberá em média 1.350 ml que representa 27%, os rins receberão 1.100 ml que representará 22% do débito cardíaco total, o cérebro receberá 700 ml de sangue o que percentualmente representa 14%. Para o coração será destinado 200 ml de sangue o que representa 4% de todo o débito cardíaco, já a pele receberá em torno de 300ml de sangue ou 6% do débito cardíaco e por fim outros tecidos receberão 350 ml de sangue o que representará 7% de débito cardíaco total.

É importante salientar que os valores descritos acima representam um indivíduo sadio e em um ambiente termômetro.  Diante disso, podemos entender que se o indivíduo mesmo em repouso encontrar-se em um ambiente com grande umidade ou forte calor a distribuição do fluxo sanguíneo mesmo em repouso irá se alterar. Por exemplo a região da pele provavelmente receberá um maior fluxo sanguíneo para realizar a dissipação de calor.

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Como ocorre a redistribuição do fluxo sanguíneo durante o exercício?

Na passagem do repouso para o exercício ocorrerá um aumento agudo no débito cardíaco e na pressão arterial o que permitirá um aumento no fluxo sanguíneo para todo o corpo. Essas alterações ou repostas são geradas para que as áreas corporais aonde haja necessidade recebam o fluxo sanguíneo adequado. O controle simpático do sistema cardiovascular também tem grande influência sobre a redistribuição do fluxo sanguíneo para as áreas com maior necessidade, como por exemplo o músculo estriado esquelético.

Os padrões de fluxo sanguíneo alteram-se significativamente na transição do repouso para o exercício. A redistribuição do fluxo sanguíneo ocorrerá por meio da ação de vasoconstrição do sistema nervoso simpático nas arteríolas locais, com isso o fluxo sanguíneo será redistribuído para longe das áreas aonde o fluxo sanguíneo não necessita ser elevado ou essencial, em direção aquelas áreas que são ativas durante a pratica do exercício. Como apresentado acima no texto apenas de 15 a 20% do débito cardíaco total em repouso é direcionado para os músculos. Entretanto, durante um exercício de alta intensidade por exemplo, os músculos envolvidos na exercitação poderão receber em média de 80 a 85% do débito cardíaco total.  Obviamente a quantidade do redirecionamento do fluxo sanguíneo para o músculos ativos dependerão da intensidade do exercício e também da condição física atual do praticante.

Esse desvio do fluxo sanguíneo para os músculos ativos ocorrerá principalmente por um redução do fluxo sanguíneo para os rins e, para as área denominada de esplandica que inclui, fígado, o estomago, o pâncreas e os intestinos.

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Quais os mecanismos que influenciam a redistribuição do fluxo sanguíneo durante o exercício?

Embora diversos mecanismos fisiológicos sejam os responsáveis pela redistribuição do fluxo sanguíneo pelo corpo durante o exercício, eles trabalharam em conjunto. Ao início do exercício, os músculos esqueléticos ativados rapidamente através de receptores sensoriais “sentem’ a necessidade de um maior suprimento do gás oxigênio para atender a demanda metabólica. Essa necessidade é parcialmente atendida por meio da estimulação simpática dos vasos naquelas aéreas aonde o suprimento sanguíneo poderá ser reduzindo, como já apresentado acima no texto área do rins e da região esplandica. Essa vasoconstrição nessas região permitirá uma redistribuição do débito cardíaco, ou seja, um maior aporte de fluxo sanguíneo para os músculos ativos.  Já nos músculos estriados esqueléticos envolvidos no trabalho ocorrerá também um aumento da estimulação simpática das fibras constritoras sobre as paredes arteriolares, entretanto ocorrerá liberação de substancias vasodilatadoras pelo músculo em exercício, suplando a vasoconstrição simpática e promovendo assim a vasodilatação geral do músculos envolvidos no trabalho.

Quais as substâncias vasodilatadoras que são liberadas pelos músculos esqueléticos envolvidos no exercício e, que influenciam a redistribuição do fluxo sanguíneo?

Muitas substancias vasodilatadoras locais são liberadas pelos músculos envolvidos no exercício. Com o aumento da taxa metabólica durante o exercício começa a ocorrer acúmulo de resíduos metabólicos. Ou seja, o aumento do metabolismo dos músculos esqueléticos promove aumento da acidez em virtude de acumulo de íons hidrogênio e pH mais baixo, aumento nos níveis do gás dióxido de carbono e na temperatura do tecido muscular. Essas são algumas das mudanças locais que produzirão a vasodilatação das arteríolas que carreiam o fluxo sanguíneo para os capilares.

Outro fator que também influencia a vasodilatação local e o aumento do fluxo sanguíneo para os músculos ativos é a presença de baixa pressão parcial de oxigênio no tecido ou por uma redução no oxigênio ligado a hemoglobina, o ato da contração muscular e possivelmente outras substâncias vasoativas por exemplo a adenosina liberadas como resultado da contração do músculo esquelético.

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Seguidores, não percam a vídeo aula de hoje e saibam como ocorre a redistribuição do fluxo sanguíneo durante o exercício.