Em alguns indivíduos o desvio postural de hiperlordose lombar, pode estar fortemente associado ao desenvolvimento de uma anteversão pélvica.

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Apresentar um equilíbrio dos músculos que atuam sobre a pelve é fundamental para manter um equilíbrio pélvico adequando e, consequentemente um alinhamento ideal da coluna vertebral. Porém, alguns indivíduos em virtude de um encurtamento forte ou hipertônica dos músculos que produzem a anteversão pélvica em relação aos músculos que tendem a produzir a retroversão pélvica, poderão desencadear uma alteração do equilíbrio pélvico. Ou seja, caso o indivíduo apresenta um encurtamento excessivo ou hipertonia dos flexores do quadril, eretores da espinha e quadrado lombar (músculos anteversores pélvicos) a pelve será deslocada para frente e para trás. Com isso ocorre o desenvolvimento do desvio postural de anteversão pélvica.

Atrelado ao desenvolvimento do desvio postural de anteversão pélvica, pode ocorrer a produção de outro desvio postural denominado de hiperlordose lombar. Como todos sabemos a coluna vertebral está “apoiada” através da última vértebra lombar (L5) sobre o osso sacro. O osso sacro por sua vez está “apoiado” sobre a pelve. Dessa forma, se ocorrer um alteração no alinhamento da pelve, ou seja, se ocorrer o desenvolvimento do desvio postural de anteversão pélvica aonde a mesma é deslocada para frente e para trás, o osso sacro também será deslocado. Com isso, a base de sustentação do osso sacro para L5 assumirá um posicionamento mais verticalizado e, o sacro como um todo estará mais horizontalizado, alterando assim o ponto ideal para acomodação de L5. Diante disso, L5 da mesma forma como sacro terá seu ponto de sustentação para L4 mais verticalizado e seu corpo vertebral encontrara-se mais horizontalizado. Essa restruturação potencialmente ocorrerá nas outras vértebras lombares. Desenvolvendo assim o desvio postural de hiperlordose lombar.

O que é e quais fatores podem desencadear o desenvolvimento dos desvios posturais de anteversão pélvica e hiperlordose lombar?

O desvio postural de anteversão pélvica ocorre quando produz-se uma rotação ou um deslocamento da Espinha Ilíaca Antero Superior (EIAS) para frente e para baixo, ou seja, o quadril “rodará” para frente e para baixo. Diante disso, o indivíduo perderá o alinhamento ideal da pelve.

O desenvolvimento do desvio postural de anteversão pélvica muitas vezes está intimamente atrelado ao desequilíbrio de músculos que atuam sobre a pelve, ou seja, músculos que apresentam seus ventres musculares cruzando a articulação do quadril. Dessa forma, uma das causas que podem levar o indivíduo a desenvolver o desvio postural de anteversão pélvica é um encurtamento excessivo ou hipertonia dos músculos que tendem a produzir o movimento de anteversão pélvica, sendo eles: reto femoral, iliopsoas e sartório (flexores do quadril) e os músculos que formam o grupo dos eretores da espinha e quadrado lombar. Atrelado a esse encurtamento excessivo e hipertonia, uma hipotonia dos músculos que tendem a produzir o movimento de retroversão pélvica podem contribuir para o desenvolvimento desse desvio postural.

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Na região lombar da coluna vertebral apresenta-se uma curvatura natural e fisiológica, que tem como característica uma concavidade posterior e uma convexidade anterior, quando a mesma é observada no plano sagital. Essa curvatura é denominada de lordose lombar.  Porém, algumas pessoas apresentam uma acentuação dessa curvatura na região lombar da coluna vertebral, ou seja, apresentam um grau de curvatura dessa região que não é mais fisiológica e normal. Diante disso, essas pessoas que apresentam essa característica descrita acima (acentuação da curvatura de lordose lombar) são caracterizadas como portadoras do desvio postural de hiperlordose lombar.

Alguns fatores podem levar ao desenvolvimento do desvio postural de hiperlordose lombar: o primeiro é o aumento da protuberância abdominal. A tendência do abdome protuso em gerar hiperlordose lombar   está atrelado ao fato biomecânico que, em virtude da protrusão abdominal irá ocorrer um deslocamento do centro da massa corporal para frente e, consequentemente um deslocamento anterior ou para frente do centro de gravidade. Com isso, essa alteração biomecânica descrita anteriormente induzirá uma projeção vertical do peso corporal do médio pé para o antepé, produzindo assim uma grande sobrecarga nessa região do pé. Dessa forma, para compensar essas alterações geradas pela presença da protrusão abdominal e na busca de manter a projeção do centro de gravidade sobre a base de sustentação adequada (médio pé), ocorrerá uma anteversão pélvica, ou seja, o volume corporal da região glútea projetara-se para trás buscando compensar a projeção anterior do abdome. Produzindo assim o desvio postural de hiperlordose lombar.

O desenvolvimento do desvio postural de anteversão pélvica também poderá produzir o desvio postural de hiperlordose lombar, sem relação com protrusão abdominal. Esse fator será detalhado a seguir no texto.

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Qual a relação entre o desvio postula de anteversão pélvica e hiperlordose lombar?

Como todos nós sabemos toda a coluna vertebral está “apoiada” sobre o osso sacro que por sua vez estão “apoiado” sobre a pelve. Se raciocinarmos dentro de uma lógica se ocorrer uma alteração do equilíbrio pélvico, ou seja, se ocorre uma desequilíbrio pélvico ocorrerá também uma modificação do posicionamento adequado da coluna vertebral. Consequentemente poderá ocorrer uma alteração nos graus, ou seja, uma acentuação ou retificação das curvaturas naturais e fisiológicas da coluna vertebral. Diante do exposto, caso a pelve esteja rodada para frente e para baixo como vimos anteriormente no texto o indivíduo será portador do desvio postural de anteversão pélvica. Com a presença desse desvio (anteversão pélvica) o osso sacro será deslocado da sua posição natural, ou seja, o mesmo estará com sua base de sustentação mais verticalizado e, seu corpo como um todo mais horizontalizado. Como o sacro serve de base de sustentação para L5, nessa posição (mais verticalizado) gerará uma base de sustentação para L5 inadequada. Dessa forma, o corpos vertebrais de L5, L4, L3, L2 e L1 também tomarão um posicionamento mais verticalizados. Diante disso, o indivíduo poderá desenvolver o desvio postural de hiperlordose lombar, ou seja, a acentuação da curvatura da lordose lombar.

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Como identificar e quantificar através da biofotogrametria os desvios posturais de anteversão pélvica e hiperlordose lombar?

Para identificar e quantificar o desvio postural de anteversão pélvica o avaliador deverá primeiramente através da técnica de anatomia palpatória identificar os processos espinhosos da EIAS e Espinha Ilíaca Póstero Superior. Após identificar esses processos espinhosos o avaliador deverá demarca-los com esferas de isopor, ou seja, as esferas deverão ser plotadas exatamente sobre os processos espinhosos.  Realizado esse procedimento apresentado, o indivíduo deverá ser posicionado no plano sagital e três fotos deverão ser realizadas. Na sequência, a melhor foto das três realizadas deverá ser selecionada pelo avaliador, para sua análise no software especifico para avaliação postural.

Carregada a foto no software o avaliador deverá traçar um seguimento de reta unindo os processos espinhosos demarcados, ou seja, deverá traçar-se um seguimento de reta unindo EIAS e EIPS. Ao traçar esse seguimento de reta será gerado um valor angular pelo software, valor esse que deverá ser interpretado pelo avaliador para identificar se o indivíduo apresenta ou não o desvio postural de anteversão pélvica.

Já para identificar se o indivíduo apresenta ou não o desvio postural de hiperlordose lombar, primeiramente o avaliador deverá realizar três fotos na plano sagital do indivíduo. Em seguida, selecionar a melhor foto (foto aonde o indivíduo ficou melhor visível) e carrega-la no software. Em seguida, o avaliador deverá selecionar a ferramenta de ângulos livres identificar e demarcar o ponto exato de inflexão (inversão) da curvatura de cifose torácica, na sequência, o ponto exato da inflexão (inversão) da curvatura de lordose lombar. Por fim, deverá posicionar o alvo tangenciando a linha glútea do indivíduo.  Em seguida, um valor angular será produzido, com isso esse valor deverá ser interpretado para identificar se o indivíduo apresenta ou não o desvio postural de hiperlordose lombar.

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Seguidores, não percam a vídeo aula de hoje e saibam qual a relação entre o desvios posturais de anteversão pélvica e hiperlordose lombar.