Análise de Exercício

Remada alta – Como aumentar a ativação do deltoide?

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Remada alta é amplamente executado quando se tem como objetivo treinar o deltoide, principalmente as fibras mediais.

Como se executa a remada alta na salas de musculação?

Tanto para a execução da remada alta com barra livre, na polia ou com halteres, inicialmente o executante deverá realizar um afastamento lateral dos pés, mais ou menos da largura do ombro ou quadris. Entretanto, caso o personal trainer observe que o afastamento aplicado não seja o suficiente para estabilizar o corpo, afastar as pernas de forma antero posterior atrelado ao latero lateral irá auxiliar.

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Uma vez realizado este posicionamento o executante irá posicionar as mãos sobre a barra, mais ou menos igual à largura dos ombros. Em seguida, mantendo as curvaturas naturais e fisiológicas da coluna vertebral realizará o movimento de abdução do ombro para vencer a resistência, o que caracterizará a fase concêntrica do movimento. Ainda atrelado a este movimento ocorrerá uma flexão dos cotovelos e elevação com rotação superior das escápulas. Já durante a fase excêntrica ocorrerá uma adução, rotação inferior e depressão das escapulas e uma extensão dos cotovelos.

Remada_alta_treino_em_foco_largura_da_pegada

Quais os músculos envolvidos na Remada alta?

Para entender quais músculos são envolvidos na remada alta independente da barra utilizada, é necessário relembrar os movimento articulares produzidos. Como durante a fase concêntrica ocorre uma abdução do ombro, o deltoide como um todo é acionado. Entretanto, em virtude da direção e sentido das fibras a região medial é mais solicitada. Também durante esta fase ocorre a flexão do cotovelo, portanto um envolvimento dos flexores desta articulação (bíceps braquial, braquial e braquiorradial) acontece. Por fim, ainda ocorre uma rotação superior e elevação da escápulas, que serão produzidas pelo elevador da escapula, trapézio superior como um todo e serrátil anterior.

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No entanto, durante a fase excêntrica os movimentos articulares de adução, rotação inferior e depressão escapular e também extensão dos cotovelos serão produzidos pela resistência. Com isso, novamente esses mesmos músculos citados acima serão acionados para frear o movimento. Portanto, ocorrendo uma contração excêntrica.

Qual a relação entre a remada alta e a largura da pegada na barra?

Pontuado aspectos de técnica de execução e músculos envolvidos iremos discutir a relação com a largura da pegada e ação muscular. Em um estudo bem interessante, Mcalister et al., (2013) comparou a ativação muscular do deltoide, trapézio superior e bíceps ao realizar a remada alta com uma pegada igual, menor e maior que a largura dos ombros.

De uma forma geral, observou-se que ao executar com a pegada da largura dos ombros e mais aberta, ocorreu maior ativação do deltoide medial, trapézio superior e menor do bíceps. Este comportamento ocorreu em virtude de uma maior amplitude de movimento para o ombro e escapulas ao realizar essa variação em comparação a pegada menor ou fechada. Já a ativação de bíceps foi menor com a pegada da largura do ombro e mais aberta.

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Portanto, para potencializar o trabalho do deltoide, que é o objetivo principal para ao trainer a remada alta, orientar a mesma com uma execução com pegada mais aberta parece ser interessante.

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