Quais os valores de referências biofotogramétricas para classificar a característica postural do seguimento cabeça na vertical e horizontal?

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Como identificamos nos programas anteriores da série Desvios Posturais, a análise postural via biofotogrametria visa produzir seguimentos de retas entre diferentes pontos anatômicos para identificar as características posturais dos indivíduos.  Ao produzir os seguimentos de reta, valores angulares serão formados. Em seguida, esses valores angulares deverão ser interpretados para identificar a característica postural do indivíduo em um determinado ponto postural.

Entretanto, para caracterizarmos a postura do indivíduo por exemplo do seguimento cabeça é necessário comparamos os valores obtidos com as referências biofotogramétricas para esse seguimento. Dessa forma, ao compararmos os valores obtidos com os valores de referências para alinhamento e desalinhamento da cabeça poderemos identificar qual a característica postural desse seguimento e, posteriormente traçar o planejamento para a manutenção ou melhora da postura do seguimento cabeça.

Por que as referências biofotogramétricas que serão apresentadas no programa de hoje são de uso clinico?

Algumas referências biofotogramétricas que o Treino em Foco apresentará no programas de hoje e nos próximos são classificadas como de uso clinico.  Essa característica ocorre pois algumas referências biofotogramétricas não apresentam validação cientifica, ou seja, ainda não desenvolve-se estudos controlados cientificamente para que valide-se os valores de referência para determinar a magnitude e intensidade de determinados pontos biofotogramétricos.  Porém, para tentar solucionar esse “problema” ou seja, essa lacuna da literatura, o professor João Moura junto aos laboratoristas do LADHEM-FURB estão desenvolvendo trabalhos científicos para validação dos valores de referências biofotogramétricas que ainda não possuem validação científica.  Entretanto, algumas referências biofotogramétricas já apresentam validação cientifica.

Todavia, as referências biofotogramétricas que serão apresentadas pelo Treino em Foco mesmo aquelas que ainda não apresentam validação científica são totalmente possíveis de serem utilizadas para identificar as características postural dos indivíduos em academias ou em clinicas de fisioterapia que realizem avaliações posturais.

No programa de hoje serão apresentadas as referências biofotogramétricas para nivelamento e alinhamento do seguimento cabeça.

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Quais os valores de referências biofotogramétricas para identificar se o indivíduo apresenta um bom alinhamento vertical do seguimento cabeça?

Para analisar se o indivíduo apresenta o seguimento cabeça alinhado ou desalinhado primeiramente é necessário identificar dois pontos anatômicos. Ou seja, através da técnica de anatomia palpatória o avaliador identificará primeiramente o ponto anatômico da glabela e, em seguida a borda superior do manúbrio. Em seguida, o avaliado deverá ser posicionado de frente para a câmera e o registro fotográfico será realizado. Após esses procedimentos, o avaliador carregará a foto em um software específico para análise postural.

Em seguida, o avaliador deverá traçar um seguimento de reta na vertical unindo os pontos anatômicos entre a glabela e a borda superior do manúbrio. Um ponto importante a salientar é que esse seguimento de reta traçado angulara-se com uma linha vertical perfeita.  Ao traçar esse seguimento de reta um valor angular será formado, valor esse que deverá ser interpretado para identificar qual a característica postural do seguimento cabeça na vertical.

Os valores de referências biofotogramétricas para a análise do alinhamento vertical da cabeça são os seguintes:

– Caso o indivíduo apresente um valor angular de 0.0°, pode-se definir que o mesmo apresenta o seguimento cabeça totalmente alinhado na vertical. Ou seja, esse indivíduo possuí um alinhamento perfeito.

– Se o indivíduo apresentar um valor angular entre 0,1° até 1,0°, define-se que esse o mesmo apresenta uma tendência de desvio. Essa classificação de tendência de desvio é aplicada para esses valores angulares, pois a mesma poderá ocorrer em virtude de variação da própria metodologia. Por exemplo, um mal posicionamento da esfera demarcatória poderá gerar esses valores entre 0,1° a 1,0°. Dessa forma, o indivíduo verdadeiramente não apresenta um desalinhamento da cabeça, e sim, o que gerou esse desalinhamento foi um mal posicionamento das esferas demarcatórias.

– Caso o indivíduo apresente um valor angular entre 1,1° a 2,0°, pode-se definir que o mesmo apresenta um desalinhamento leve do seguimento cabeça.

– Caso o indivíduo apresente valores angulares entre 2,1° a 4,0°, pode-se concluir que o mesmo apresenta um desalinhamento moderado do seguimento cabeça.

– Se o avaliador obter um valor angular entre 4,1° a 6,0° define-se que o indivíduo é portador de um desalinhamento elevado do seguimento cabeça.

– Por fim, caso o avaliador obtenha um valor angular maior que 6,1°, pode-se definir que o mesmo é portador de um desalinhamento severo do seguimento cabeça.

Na sequência, será apresentado as referências biofotogramétricas para a análise do nivelamento do seguimento cabeça.

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Quais as referências biofotogramétricas propostas pelo Treino em Foco para classificar a postura do seguimento cabeça na horizontal, ou seja, para identificar se o indivíduo apresenta a cabeça nivelado ou desnivelada?

Para avaliar através da biofotogrametria se o indivíduo apresenta ou não o seguimento cabeça nivelado é necessário inicialmente a identificação e demarcação de dois pontos anatômicos. Ou seja, é necessário que o avaliador através da técnica de anatomia palpatória identificar o tragus do lado direito e esquerdo, Em seguida, demarque os mesmos (tragus direto e esquerdo) plotando esferas demarcatórias (esferas de isopor) sobre os mesmos.

Após esse procedimento inicial descrito acima o avaliador deverá realizar registros fotográficos do avaliado em vista frontal. Ao realizar as fotos o avaliador deverá carregar as fotos em um software especifico para avaliação postural. Dentro desse software um seguimento de reta deverá ser traçado unindo o tragus direito e o esquerdo. Esse seguimento de reta traçado angulara-se com um linha horizontal totalmente horizontalizada. Em seguida, um valor angular será formado. Esse valor angular deverá ser interpretado pelo avaliador para determinar se o indivíduo apresenta o seguimento cabeça nivelado ou desnivelado.

A proposta das referências biofotogramétricas para classificar a característica postural do seguimento cabeça na horizontal serão apresentadas a seguir:

– Caso o avaliador obtenha um valor angular se 0,0° , pode-se definir que o indivíduo apresenta o seguimento cabeça totalmente nivelado.

– Se na avaliação biofotogramétrica o avaliador obter um valor angular entre 0,1° a 1,0°, pode-se definir que o indivíduo apresenta uma tendência de desnivelamento do seguimento cabeça.

– Caso o avaliador identifique um valor angular entre 1,1° a 2,0°, pode-se concluir que o indivíduo apresenta um desnivelamento leve do seguimento cabeça;

– Já se o valor obtido for entre 2,1° a 4,0°, o avaliador poderá concluir que o indivíduo é portador de um desnivelamento moderado do seguimento cabeça;

– Se o avaliador obter um valor angular entre 4,1° a 6,0°, pode-se definir que seu avaliado apresenta um desnivelamento moderado do seguimento cabeça;

– E por fim, se o avaliado apresentar um valor angular > 6,1°, o avaliador poderá concluir que o indivíduo possui um desalinhamento severo do seguimento cabeça.

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Seguidores, não percam a vídeo aula de hoje e identifiquem quais as referências biofotogramétricas propostas pelo Treino em foco para identificar as características posturais do seguimento cabeça na vertical e horizontal.