Biofotogrametria é uma excelente ferramenta para identificar se o indivíduo apresenta postura desleixada.

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Para aplicar a biofotogrametria com objetivo de avaliar se o indivíduo apresenta ou não postura desleixada o avaliador necessitará identificar através da técnica de anatomia palpatória e demarcar com esferas de isopor os pontos anatômicos da sétima vértebra cervical (C7), trocanter maior do fêmur e maléolo lateral. Em seguida, posicionará o avaliado lateralmente (plano sagital) em relação a máquina e realizará fotos. Após esses procedimentos descritos o avaliador deverá utilizando um software produzir seguimentos de reta. O primeiro seguimento deverá ser produzido unindo o ponto anatômico de C7 com o trocanter maior do fêmur. Na sequência deverá formar um segundo seguimento de reta unindo o trocanter maior do fêmur e maléolo lateral.

Com a formação desses seguimentos de reta descritos um ângulo será formado. Esse valor angular deverá ser interpretado para definir se o indivíduo é ou não portador da postura desleixada.

Quais os pontos anatômicos (processos ou referências ósseas) que devem ser identificados e demarcados para avaliar através da biofotogrametria se o indivíduo apresenta ou não o desvio postural de postura desleixada?

Inicialmente o avaliador deverá identificar através da técnica de anatomia palpatória os pontos anatômicos (processos ou referências ósseas) da sétima vértebra cervical (C7), trocanter maior do fêmur e maléolo lateral.

Para identificar o ponto anatômico de C7 o avaliador deverá posicionar-se atrás do indivíduo. Em seguida solicitará para o avaliado que realize um movimento de flexão cervical. Com isso quando o avaliado realizar esse movimento duas saliências ósseas ficaram expostas, ou seja, ficarão salientes. Dessa forma, no momento em que o avaliador visualizar essas duas saliências ósseas o mesmo deverá posicionar seus polegares sobre elas. Em seguida, o avaliador solicitará ao avaliado que retorne ao posicionamento natural da cabeça, ou seja realize um movimento de extensão cervical até o ponto de alinhamento com o tronco.

Realizado todos esses procedimentos descritos acima o avaliador solicitará ao avaliado que realize movimento de rotação cervical tanto para o lado direito como para o lado esquerdo. Esses movimentos de rotação cervical deverão ser executados de forma ampla e devagar. No momento em que o avaliado realizar os movimentos de rotação cervical o avaliador deverá estar atento ao processo ósseo que “roda” conjuntamente ao movimento de rotação. Dessa forma, o ponto anatômico que deslocar-se junto com os movimentos de rotação cervical será a sétima vertebra cervical (C7). No momento em que o avaliador identificar esse processo ósseo que desloca-se, ele (avaliador) deverá solicitar ao avaliado que pare o movimento. Em seguida deverá demarcá-lo com uma esfera demarcatória (esfera de isopor).

Para identificar o processo ósseo do trocanter maior do fêmur o avaliador deverá posicionar-se frontalmente ao avaliado. Em seguida solicitará ao avaliado que desloque todo o peso corporal para um dos membros inferiores, ou seja, deixe um membro inferior totalmente relaxado. Em seguida o avaliador deverá realizar a palpação na região do glúteo médio do membro inferior relaxado para tentar identificar o processo ósseo do trocanter maior do fêmur. Caso o avaliador não consiga identificar somente com essa palpação ele (avaliador) poderá solicitar ao avaliado que realize movimentos de rotação lateral e medial do quadril. Dessa forma, essa técnica auxiliará na identificação desse processo ósseo. Da mesma forma como descrito no processo ósseo anterior após identificar o avaliador deverá demarca-lo com uma esfera demarcatória (esfera de isopor).

O último ponto anatômico (processo ou referência óssea) a ser identificada e demarcada é o maléolo lateral. Esse ponto anatômico de todos os pontos apresentados é o mais fácil pois localiza-se na região do tornozelo e, é de fácil visualização. Esse processo ósseo é popularmente denominado de ossinho do tornozelo. Dessa forma, a esfera demarcatória deverá ser plotada exatamente sobre o ápice desse processo ósseo.

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Qual a posição deverá ser realizado o registro fotográfico para avaliar se o indivíduo apresenta postura desleixada?

Após realizar os procedimentos de identificação e demarcação dos pontos anatômicos (processo ou referências ósseas) o avaliado deverá ser posicionado de forma lateral ao eixo focal da câmera. O registro fotográfico deverá ser realizado em vista lateral, ou seja, no plano sagital.

Para realizar o registro fotográfico (foto) a câmera deverá estar posicionada a três metros de distância e a uma altura que esteja na metade do corpo do avaliado. Realizado essa padronização descrita o avaliador deverá solicitar ao avaliado que permaneça na posição mais natural e confortável possível. Em seguida três fotos deverão ser realizadas em sequência. Realizar três fotos servirá como estratégia para o avaliado no momento da análise das mesmas, possa selecionar a foto aonde os marcadores ficaram mais visíveis e a foto aonde ocorreu menor oscilação corporal.

Quais os seguimentos de reta deverão ser formados para identificar se o indivíduo apresenta ou não postura desleixada?

Após todos os procedimentos metodológicos descritos acima, o avaliador deverá carregar as fotos em um software especifico (software que será apresentado em vídeos aulas futuras) e escolher o melhor registro fotográfico. Realizado esse procedimento o avaliador deverá formar um seguimento de reta unindo o ponto anatômico de C7 e trocanter maior do fêmur. Em seguida deverá formar um segundo segmento de reta conectando o ponto anatômico do trocanter maior o fêmur e maléolo lateral.

Dessa forma, após traçar esses seguimentos de reta descrita acima será formado um ângulo na parte anterior da foto. Esse valor angular formado determinará se o indivíduo é portador ou não da postura desleixada.

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A partir de quantos graus pode-se definir se que o indivíduo é portador de postura desleixada?

Imaginemos que um personal trainer esteja avaliando as características posturais de seus clientes e busque com essas avaliações posturais através da biofotogrametria identificar se eles apresentam postura desleixada.

Dessa forma, após realizar todos os procedimentos de identificação e demarcação descritos acima o personal trainer obtém para o seu cliente A um valor angular de 185,5°. Diante desse valor pode-se definir que o seu cliente A não apresenta postura desleixada. Aplicando todos os procedimentos de identificação e demarcação o mesmo personal trainer obtém agora para um cliente B um valor angular de 189,4°. Com esse valor angular como no caso do cliente A esse cliente em questão (B) também não apresenta postura desleixada.

Porém, realizando agora a avaliação postural em seu cliente C o personal trainer obteve o valor angular de 191,5°, ou seja, um valor angular maior do que os obtidos nos clientes A e B. Diante desse valor angular o personal trainer interpreta que o seu cliente C apresenta postura desleixada. Por fim, aplicando a biofotogrametria em seu cliente D o personal trainer obtém um ângulo de 192,2°. Com isso o cliente D assim como o C são portadores do desvio postural de postural desleixada.

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Seguidores, não percam a vídeo aula de hoje e saibam como aplicar a biofotogrametria para identificar se o indivíduo apresenta ou não postura desleixada.