Na rosca direta com barra apesar de acionar somente os flexores do cotovelos de forma dinâmica para estabilizar o corpo ocorrerá o acionamento isométrico de vários músculos.

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O treino em Foco nos últimos meses vê apresentando uma metodologia nova que tem como objetivo facilitar o entendimento de quais músculos estão atuando de forma dinâmica (agonista) e estática (isométrica) em determinados exercícios. Para isso, foram criados quatro passos. Ou seja, deve-se buscar identificar em qual sentido e direção encontra-se a resistência (passo um), como ocorre a estabilização corporal (passo dois), quais as articulações e músculos dinamicamente envolvidos (passo três) e por fim quais as articulações e músculos estaticamente envolvidos (passo quatro).

Na rosca direta com barra em que direção em sentido se encontra a resistência?

Neste exercício ocorrerá a ação de duas forças resistivas. A primeira advém da gravidade, ou seja a gravidade agirá com uma força de 9,81 m/s² sobre todos os seguimentos corporais “jogando” para baixo em direção ao solo. Portanto, a resistência gravitacional tem a direção de cima para baixo no sentido vertical.

Além disso, a barra e as anilhas postadas na mesma e que serão sustentadas pelas mãos do executante também serão resistência contra algum determinado movimento. Assim, a segunda resistência produzida na rosca direta advém das barra e anilhas postadas nela, e que tem está também de cima para baixo e na vertical. Um ponto interessante é que essa resistência também estará sob ação gravitacional, ou seja, a barra e anilhas (segunda resistência) também sofrerá aceleração gravitacional (9,81m/s²) a “jogando” para baixo e assim os seguimentos que estão sustentando a mesma (barra e anilhas).

Como é dada a estabilização corporal durante a execução da rosca direta com barra?

Para realizar esse exercício seria interessante o executante estivesse com um afastamento lateral dos pés, mais ou menos da largura dos quadris e se necessário também um afastamento anteroposterior para aumentar a estabilização corporal, caso esteja trabalhando com uma quilagem mais elevada. Além disso, os braços deverão estar fixos ao longo do corpo, os joelhos em leve semiflexão e por fim as curvaturas naturais e fisiológicas da coluna vertebral serão mantidas preservadas.

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Quais as articulações e músculos dinamicamente envolvidos durante a execução da rosca direta com barra?

Neste exercício existe apenas uma articulação que está envolvida de forma dinâmica, sendo o cotovelo. Assim, a resistência (peso da barra e anilhas acelerada pela força gravitacional) produzirá o movimento de extensão dos cotovelos, ou seja, projetando a barra para baixo. No entanto, para que esse movimento não venha a ocorrer de forma balística os flexores dos cotovelo (bíceps, braquial e braquiorradial) irão contrair excentricamente para realizar o que chamamos no Treino em Foco de freio excêntrico.

Já durante a fase concêntrica o executante realizará o movimento de flexão dos cotovelos, assim vencendo a resistência que tem como objetivo, como citado acima realizar a extensão dos cotovelos. Portanto, para isso, novamente os flexores do cotovelo serão acionados, porém agora em contração concêntrica, ou seja, irão encurtar e com isso elevar a barra para cima acarretando no movimento de flexão dos cotovelos. Portanto, durante a rosca direta com barra somente ocorrerá a ação dinâmica da articulação do cotovelo.

Quais as articulações e músculos estaticamente envolvidos na rosca direta com barra?

Na rosca direta com barra existem mais articulações e músculos estaticamente envolvidos do que dinamicamente. Iniciaremos a análise levando em consideração as tendência de movimento que a resistência da barra e anilhas acelerada pela gravidade produziriam. Assim, analisando a articulação do punho, ocorre a tendência de movimento de extensão. Porém, está não ocorrerá porque os músculos flexores do punho (flexores radial do carpo, flexor ulnar do carpo, flexores superficial dos dedos, flexores profundo dos dedos, flexor longo dos dedos e abdutor longo do polegar) irão contrair de forma isométrica.

Ainda ocorrerá a tendência de movimento de extensão do ombro. Esta tendência será bloqueada pela ação isométrica dos flexores do ombro (deltoide anterior, peitoral fibras claviculares, bíceps cabeça longa e coracobraquial). Analisando ainda o ombro ocorrerá uma tendência de projeção dos ombros para baixo e com isso uma depressão escapular. Assim, o deltoide e trapézio superior ou fibras descendentes irão ter uma contração isométrica para evitar essa tendência. Outra tendência produzida pela barra é a flexão toracolombar da coluna vertebral que por sua vez serão bloqueada pela ação isométrica dos extensores toracolombares (grupo eretores da espinha, intertransversários, multifidos e também quadrado lombar). Por fim, essa resistência tenderá a produzir o movimento de flexão do quadril. Assim, para que esse movimento não venha a ocorrer a contração isométrica dos extensores do quadril (glúteo máximo e isquiotibiais) será realizada.

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Porém, as tendências de movimento não acabam por aqui. No próximo vídeo e texto serão descrito as tendências de movimento produzida somente pela ação gravitacional e consequentemente os músculos que contraem de forma isométrica para evitar que estas tendência venha a virar movimentos.