Durante a execução do abdominal supra no polia alta será acionado de forma dinâmica os músculos reto abdominal, oblíquo externa, interno e transverso do abdome. Já de forma estática/isométrica serão acionados os músculos latíssimo do dorso, redondo maior, deltoide posterior, tríceps braquial cabeça longa e bíceps braquial.

Como executar de maneira correta o abdominal supra na polia alta?

Inicialmente, o indivíduo deverá posicionar um colchonete no solo. Em seguida, deverá posicionar-se de joelho de frente para o aparelho. O afastamento dos joelhos deverá ser igual à largura dos quadris. Na sequência, o personal trainer deverá alcançar para o indivíduo (que encontra-se de joelhos) a barra e leva-la até as mãos dele (indivíduo). As mãos sobre a barra deverão estar em uma posição equivalente a largura dos ombros e o indivíduo deverá posiciona-la junto à altura da sua cabeça. Por fim, o personal trainer deverá orientar para que o indivíduo venha manter as curvaturas naturais e fisiológicas da coluna vertebral preservadas. Após a realização de todos esses procedimentos descritos acima o indivíduo estará pronto para iniciar a execução do abdominal supra na polia alta.

Para isso, o personal trainer deverá orientar o indivíduo a executar durante a fase concêntrica do movimento (onde o indivíduo irá vencer a resistência) o movimento de flexão toracolombar da coluna vertebral. Já durante fase excêntrica, deverá executar o movimento de extensão da coluna toracolombar, ou seja, nessa fase do movimento o indivíduo deixara-se vencer pela resistência. Nesse exercício a resistência estará sendo ofertada pelas placas de peso do aparelho. Entretanto, o sentido da resistência é alterado em virtude da presença de polias e do cabo. Assim, a resistência durante o abdominal supra na polia alta estará na direção e sentido do cabo. Esse exercício é executada n plano sagital e tem como eixo o laterolateral ou transversal.

Quais as articulações e músculos dinamicamente envolvidos durante a execução do exercício abdominal supra na polia alta?

Como descrito acima no texto durante a fase concêntrica do exercício o indivíduo executará o movimento de flexão toracolombar da coluna vertebral, assim vencendo a resistência imposta no exercício que buscará a todo momento produzir o movimento de extensão toracolombar. Diante disso, ocorrerá de forma dinâmica o envolvimento das articulações da coluna vertebral. Ou seja, um corpo vertebral superior movimentara-se sobre um corpora vertebral inferior, tendo no meio dessas duas peças ósseas um disco interverbral, que permitirá o movimento de flexão e extensão dessas articulações. Fala-se em articulações, pois cada dois corpos vertebrais e um disco intervertebral entre eles formará uma articulação da coluna vertebral. Dessa forma, para a realização do movimento de flexão toracolombar ocorrerá o acionamento do reto abdominal (motor primário para esse movimento) e um trabalho sinérgico dos músculos obliquo interno e externo e também uma participação forte do transverso do abdome se o indivíduo vier a executar um expiração forte no final da fase concêntrica.

Já durante a fase excêntrica, onde o indivíduo deixara-se vencer pela resistência e ocorrerá o movimento de extensão toracolombar da coluna vertebral, novamente os flexores da coluna vertebral serão acionados agora em contração excêntrica para frear esse movimento (extensão da coluna vertebral) produzido pela resistência. É importante salientar que esse freio excêntrico é importante de ser realizado para que o movimento de extensão não venha a ocorrer de forma balística.

A seguir no texto serão descritas quais as articulações e músculos estaticamente envolvidos durante o abdominal supra na polia alta.

Quais são as articulações e músculos envolvidos estaticamente na execução do abdominal supra na polia alta?

Para que você consiga identificar de forma clara quais as articulações e músculos envolvidos de forma estática durante a execução do abdominal supra na polia alta é necessário que se entenda que a resistência está sempre na direção e sentido do cabo. Diante dessa característica do cabo (direção e sentido) algumas articulações sofreram tendência de movimento que serão bloqueadas pela ação isométrica de determinados grupos musculares.

Uma primeira articulação que sofrerá tendência de movimento é a glenoumeral. Ou seja, a resistência tenderá a produzir o movimento de flexão glenoumeral e extensão dos cotovelos. Assim, para que o movimento de flexão glenoumeral não ocorra os músculos extensores glenoumerais (latíssimo do dorso, redondo maior, deltoide posterior e tríceps braquial cabeça longa) serão acionados de forma isométrica/estática para bloquear essa tendência de movimento. Um ponto importante a salientar, é que a extensão do cotovelo será bloqueada por um trabalho isométrica do bíceps braquial. Todavia, a flexão dos cotovelos durar-se em grande parte em virtude do posicionamento do úmero. Ou seja, a flexão dos cotovelos é mantida em grande parte em virtude do movimento de extensão glenoumeral.

Você deve estar se perguntando que ao analisar a resistência, ela poderá produzir o movimento de extensão dos joelhos e extensão do quadril, assim levantando o indivíduo do solo. Entretanto, esses movimentos descritos acima não ocorrerão em decorrência que o peso corporal do praticante certamente será maior do que a o peso da resistência aplicada para a realização do exercício. Assim, essas tendências de movimentos serão bloqueadas pelo peso corporal do indivíduo. Dessa forma, não será necessário o acionamento isométrico dos flexores do joelho e do quadril.

Seguidores, não percam a vídeo aula de hoje e verifiquem a análise do exercício abdominal supra na polia alta.