Um exame de qualificação após a graduação seria uma estratégia interessante na busca de qualificar a área da Educação Física.

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Qual o problema que ocorre com muitos profissionais que atuam como personal trainer?

Existem muitos profissionais que fazem um trabalho espetacular na atuação como personal trainer. Entretanto, também é possível identificar nas academias de ginastica personais trainers muitos fracos, tanto no conhecimento técnico como também em questões de atendimento.

Uma das hipóteses para essa baixa qualidade de atuação de alguns personais trainers, pode estar vinculada a falta de dedicação, quando ainda acadêmicos, nas disciplinas que são fundamentais para a atuação com o atendimento personalizado. Ou seja, alguns acadêmicos quanto cursam principalmente as disciplinas de treinamento resistido com pesos, cinesiologia, anatomia, fisiologia e cineantropometria que são fundamentais para uma atuação qualificada como personal trainer, não dedicam-se o suficiente. Diante disso, alguns acadêmicos somente fazem o mínimo para alcançar a média solicitada para ser aprovado na disciplina. Muitas vezes, as justificativas que eles (acadêmicos) apresentam é que não tem por objetivo no futuro trabalhar como personal trainer.

Todavia, logo depois de formado ou alguns anos depois, esses acadêmicos se lançam no mercado de trabalho como personal trainer. Caso esses profissionais não buscaram conhecimentos através de cursos ou até mesmo uma pós graduação, possivelmente oferecerão um trabalho de baixa qualidade para os clientes que solicitaram os seus serviços. Obviamente, não oferecendo um trabalho de qualidade, irão perder os clientes.

Entretanto, esse cenário também ocorre com os profissionais que atuam nas salas de Treinamento Resistido com Pesos (TRP) como professores. Como citado acima, muitos dos profissionais que não dedicaram-se nas disciplinas fundamentais para uma boa atuação nas academias também “caem” na atuação como professor da sala de TRP. Novamente, caso esse profissional não tenha buscado mais conhecimento através de cursos ou um pós-graduação, certamente fará um trabalho de baixa qualidade. Diante disso, o aluno/cliente da academia com o passar do tempo, começará a visualizar que esse profissional não possui um conhecimento básico para atuar na prescrição e monitoramento do programa de treinamento.

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Qual o “problema” que ocorrerá quando o aluno/cliente nota que o professor da sala de TRP ou mesmo o personal trainer não apresenta um conhecimento básico para a atuação na prescrição e monitoramento dos exercícios de TRP?

Ao identificar que o seu personal trainer ou professor da academia não domina conhecimentos básicos para atuação com prescrição e monitoramento de sessões TRP, o aluno/cliente possivelmente começará a procurar informações para realização dos seus treinos. Diante disso, a grande maioria dos alunos/clientes procurarão essas informações na internet. Assim, ao ir para a internet eles (alunos/clientes) encontraram muitas informações. Obviamente, como sabemos na internet existem informações ruins e boas.

Porém, possivelmente com um busca mais refinada, esses alunos/clientes começarão a encontrar vídeos ou até mesmos textos que trarão a eles informações úteis para a condução das suas sessões de treino. Dessa forma, como o profissional de Educação Física que está atuando na sala de TRP não está passando a ele informações coerentes, o aluno/cliente começará botar em pratica as informações que visualiza na internet. Com isso, o aluno/cliente criticará o profissional que atua na sua acadêmica. Porém, existem alguns alunos/clientes que irão criticar generalizando a área da Educação Física. Assim, na maioria das vezes o profissional de Educação Física é taxado como malandro, o que indiretamente denigri a área de educação Física.

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Diante do apresentado acima, qual o proposta que o Treino em Foco traz para tentar qualificar a atuação dos profissionais de Educação Física nas acadêmicas de ginástica?

Para buscar qualificar os serviços oferecidos nas academias de ginasticas pelos profissionais de Educação Física, o Treino em Foco levanta a ideia de realizar uma prova de suficiência ou exame de capacitação, para que o profissional venha a ter o direto de receber a carteirinha do CREF. Ou seja, a ideia seria similar ao que ocorre em outros cursos, como por exemplo no curso de direito, onde o acadêmico se forma e para receber o direto de atuar na profissão necessita realizar a prova da OAB.

Assim, a proposta do Treino em Foco seria a seguinte: no momento em que o acadêmico termina os quatro anos do curso de bacharelado em Educação Física, realizará uma prova de suficiente ou exame de capacitação com perguntas relacionadas as diferentes disciplinas do cursos de Educação Física. Assim, caso atingisse uma determinada média teria o direito de receber a carteirinha do CREF e assim começar a atuar na área. Por outro lado, o acadêmico que não atingisse a média, necessitaria na próxima aplicação da prova realizá-la novamente para tentar atingir a média necessária.

O Treino em Foco entende, que essa estratégia poderá vir a auxiliar na qualificação da atuação do profissional de Educação Física nas acadêmicas de ginástica, como professor ou como personal trainer. Além disso, também qualificará a atuação dos profissionais em diferentes área, como no treinamento esportiva de alto rendimento e iniciação esportiva.

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Seguidores, não percam a vídeo aula de hoje e analisem o debate gerado sobre a atuação do profissional de Educação Física nas academias de ginastica.