Ao realizar tríceps na polia afastado a cabeça longa do tríceps não entrará em insuficiência ativa.

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Por que não ocorrerá insuficiência ativa durante a execução do tríceps no cabo afastado do aparelho?

Como a cabeça longa do tríceps braquial tem sua origem no tubérculo infraglenoidal da escapula e inserção junto ao olecrano da ulna através do tendão do tríceps, pode-se entender que essa cabeça do tríceps braquial cruza posteriormente tanto a articulação glenoumeral como do cotovelo. Diante disso, é motor primário juntamente com as outras cabeças do tríceps para extensão do cotovelo, e ainda atua como sinergista, ou seja, em conjunto com o latíssimo do dorso (motor primário), deltoide posterior para produzir o movimento de extensão glenoumeral (ombro). Portanto, se defini a cabeça longa do tríceps braquial como sendo biarticular.

Dessa forma, dependendo do posicionamento de uma articulação a capacidade de produção de tensão da cabeça longa do tríceps braquial poderá ser alterado. Por exemplo, caso o indivíduo esteja com uma flexão grande do ombro e venha a executar uma flexão máxima dos cotovelos a cabeça longa do tríceps provavelmente entrará em insuficiência passiva. Ou seja, atingirá sua extensibilidade máxima, pois estará sendo alongada tanto no cotovelo como no ombro. Levando esse conhecimento de insuficiências em consideração, muitos profissionais de Educação Física tem em mente que quando um aluno/cliente vai executar o exercícios de tríceps no cabo com um afastamento maior da polia, no final da fase concêntrica do movimento (extensão total dos cotovelos) a cabeça longa do tríceps braquial entrará em insuficiência ativa.

Todavia, esse comportamento (insuficiência ativa) não ocorrerá. Ou seja, mesmo que o aluno/cliente esteja longe da polia, a articulação glenoumeral ou ombro estará em uma extensão normal, muito semelhante ao posicionamento que esse articulação estará quando o aluno/cliente se encontra em posição anatômica. Portanto, na articulação glenoumeral ou ombro a cabeça longa do tríceps braquial irá se encontrar com um encurtamento mínimo, o que provavelmente não levará a uma insuficiência ativa quando o aluno/cliente vir a estender completamente os cotovelos. Assim, esta posição da articulação glenoumeral ou do ombro proporcionará que a cabeça longa do tríceps braquial fica totalmente liberada para produzir tensão muscular para a extensão dos cotovelos.

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Em qual exercício a cabeça longa do tríceps braquial poderá entrar em insuficiência ativa?

Como mencionado acima no texto para que a cabeça longa do tríceps braquial entre em insuficiência ativa é necessário que os cotovelos estejam totalmente estendidos e a articulação glenoumeral ou ombro esteja em uma hiperextensão. Diante disso, no exercício de tríceps coice com halteres ou no cabo esse comportamento descrito na maioria da vezes ocorrerá.

Alguns alunos/clientes ao executarem esse exercício posicionam a articulação glenoumeral ou do ombro em hiperextensão. Diante disso, antes mesmo de começar a executar o exercício a cabeça longa do tríceps braquial já estará encurtada. Portanto, quando o aluno/cliente começar a executar a fase concêntrica do movimento a cabeça longa começará a ser encurtada também na articulação do cotovelo para produzir a extensão. Assim, nos últimos graus da extensão dos cotovelos poderá atingir o encurtamento máximo das fibras que foram recrutadas. Diante disso, para realizar   a extensão completa dos cotovelos poderá ser necessário um maior recrutamento de fibras musculares para finalizar o movimento. Possivelmente em virtude desse fator descrito acima é comum aluno/cliente realizarem movimentos adicionais com o ombro e sentir de forma mais intensa o trabalho da cabeça longa do tríceps no final da fase concêntrica do exercício de tríceps coice.

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