Qual a variação de agachamento que os profissionais de educação física vem prescrevendo para os alunos/clientes?

Hoje em dia nas academias de ginastica é muito comum visualizar os profissionais de educação física prescrevendo diferentes variações e exercícios par aos seu alunos/clientes. Muitas vezes essa estratégia tem como principal objetivo acima de tudo motivar o seus alunos/clientes a continuar com a prática do treinos.

Assim, uma variação é realizar o exercício de agachamento na polia. Neste o aluno/cliente se posicionará a frente da polia, e realizará a pegada na barra. Em seguida, segurando a mesma (barra) executará os movimento de flexão do quadril, joelho e dorsiflexão (fase excêntrica) e em seguida os movimento de extensão do quadril e joelho e flexão plantar (fase concêntrica). Dessa forma, os profissionais de educação física prescrevem esses exercícios para trabalhar quadríceps, e também isquiotibiais e glúteo máximo.

Tem alguma diferença executar o agachamento na polia perto ou longe do aparelho?

Levando em consideração a articulação do quadril, quando o aluno/cliente executa o exercício perto da polia, no início do movimento (com o quadril e joelho estendidos), o braço de alavanca será pequeno. Assim, o torque resistivo e muscular também. Já quando começa a realiza a fase excêntrica do movimento (flexão do quadril), em cadeia cinética fechada, o braço de alavanca e assim torque resistivo e muscular começarão a aumentar. Já quando aluno/cliente atingir os 90° de flexão do quadril, ou seja quando as coxas estiverem paralelas ao solo, dar-se o maior braço de alavanca e portanto torque resistivo e muscular.

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Por outro lado, quando o aluno/cliente executar o exercício mais longe em relação ao parelho algumas mudanças ocorrerão. Com essa variação no início da estudo já será produzir um braço de alavanca e assim torque resistivo e muscular maior do que quando se está próximo. No entanto, da mesma forma como na variação anterior, quando o aluno/cliente começar a realizar a fase excêntrica o braço de alavanca e assim torque resistivo e muscular começará a aumentar. Porém, antes mesmo de atingir os 90° de flexão do quadril, ou as coxas ficarem paralelas ao solo, o braço de alavanca começará a diminuir. Assim, o torque resistivo e muscular também.

No entano, nesta variação quando o aluno/cliente atingir os 90° de flexão do quadril, em virtude o cabo estar quase praticamente horizontalizado, ocorrerá a tendência de realização de uma flexão do quadril e com isso tracionando o corpo para frente. Dessa forma, se produzirá uma tendência mais forte de desestabilizar o corpo do aluno/cliente do que produzir resistência quando o movimento de extensão do quadril e joelho.

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E do ponto de vista prático o que essa informação pode ajudar?

Como descrito acima, em virtude da variação do agachamento mais longe do aparelho produzir uma forte tendência de desestabilizar o corpo no final da fase excêntrica, passa a ser mais interessante a execução do mesmo mais próximo a polia.

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