O que é um músculo agonista?

Na verdade todo e qualquer músculo poderá ser caracterizado como agonista. Ou seja, o que definirá é o movimento articular ao qual se estará produzindo. Portanto, para um determinado movimento, o músculo ou grupo muscular que é definido como o principal que está produzindo o movimento em uma articulação é considerado agonista, isto é o motor primário. Assim, na maioria das vezes é o grupo ou músculo que tem a maior exigência de trabalho.

Treino_em_foco_agonista_antagonista_estabilizador_eletromiografia

O que é um músculo antagonista?

Novamente todo e qualquer músculo poderá ser considerado antagonista, sendo o que definirá esse cenário é o movimento articular ao qual se estará produzindo. Portanto, em um determinado movimento o antagonista irá relaxar e alongar para que o agonista (motor primário) consiga produzir o movimento articular desejado.

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O que é um músculo estabilizador?

Em virtude da ação da resistência somada com a gravidade em alguns exercícios ocorre tendência de movimento em outras articulações. No entanto, esses movimentos não ocorrem ficando apenas em tendências. Esse cenário ocorre porque alguns músculos contraem de forma isométrica para “bloquear” esta tendência de movimento, ou seja, evitando que ela venha a ocorrer.

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Quais os músculos agonistas, antagonista e estabilizador em uma rosca direta com barra reta?

Neste exercício o entendimento fica muito fácil e utilizando a eletromiografia ficou mais claro ainda. Como se pode observar no vídeo na rosca direta busca-se realizar uma flexão dos cotovelos e o principal grupo muscular que produz esse movimento são os flexores do cotovelo (bíceps braquial, braquial e braquiorradial). Portanto, para vencer a resistência (barra e anilhas) e a força gravitacional que buscam produzir o movimento de extensão do cotovelo, os flexores do cotovelo irão se contrair para produzir a flexão. Assim, neste exercício eles (flexores do cotovelo) são os agonistas.

Por outro lado, para que o movimento de flexão posso ocorrer os extensores do cotovelo (tríceps braquial e ancôneo) terão que relaxar, pois se contraírem o movimento de flexão não ocorrerá. Portanto, neste cenário os extensores são antagonistas.

Por fim, durante a rosca direta com barra reta, ocorrem várias tendências de movimento em virtude da ação da resistência e força gravitacional. Uma delas ocorre no ombro, onde se tem a tendência de extensão do ombro. Entretanto, este movimento não ocorre ou não deveria ocorrer. Assim, quem evita este cenário é uma contração isométrica dos flexores do ombro, principalmente de deltoide anterior que é o principal flexor do ombro.

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Qual o comportamento em um tríceps na polia?

O comportamento é o oposto ao descrito na rosca direta. Ou seja, no tríceps na polia a resistência buscará produzir uma flexão do cotovelo. Assim, para vencer a resistência será realizado uma extensão do cotovelo, sendo assim o tríceps braquial e ancôneo os agonistas. Já os flexores do cotovelo deverão relaxar durante todo o movimento para permitir que o movimento de extensão venha a ocorrer.

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Por fim, uma das tendências de movimento para ocorrer é uma flexão do ombro. Portanto, para evitar que ocorra será necessário a contração isométrica dos extensores do ombro, latíssimo do dorso, deltoide posterior e tríceps cabeça longa. Além disso, ocorre a tendência de hiperextensão da coluna vertebral. Diante disso, ocorrerá o acionamento isométrico de reto abdominal.