Quais as diferentes formas que se tem para prescrever a intensidade do treinamento aeróbio?

O treinamento aeróbio é amplamente praticado tanto em academias como também em parques e praças. Diante disso, o que leva muitas pessoas a praticarem é visando a potencialização do processo de emagrecimento. Porém, com o crescimento de provas de corrida em rua e também de aventura, muitas pessoas passaram a realizar essa forma de treinamento. Portanto, para ambos os objetivos como potencializar o processo de emagrecimento e melhorar o desempenho cardiorrespiratório é necessário que o profissional que esteja prescrevendo o treinamento aeróbio realize alguma forma de controle.

Diante disso, na literatura cientifica é possível identificar diferentes formas para realizar o controle da intensidade do treinamento aeróbio. Entre elas temos, a velocidade máxima, onde o profissional realiza primeiro um teste de velocidade máxima e depois estima um percentual para que o seu aluno/cliente treine; limiares anaeróbios, onde realiza-se um teste ergoespirométrico e com isso se pode identificar os limiares anaeróbios; ou através de percentuais da frequência cardíaca máxima.

No entanto, o Treino em FOCO entende que uma forma interessante para o profissional realizar a prescrição da intensidade do treinamento aeróbio é através do percentual da frequência cardíaca máxima. Este posicionamento, esta muito em função da facilidade para o próprio aluno/cliente conseguir realizar o controle do treino. Porém, para conseguir prescrever desta forma é necessário primeiro identificar ou conhecer a frequência cardíaca máxima do aluno/cliente.

Qual a melhor forma para conhecer/identificar a frequência cardíaca máxima?

A forma direta para conseguir identificar o valor da frequência cardíaca máxima é através do teste ergoespirométrico, que na maioria das vezes é realiza por um cardiologista. Em resumo neste teste, o cardiologista aplica um protocolo progressivo de carga até o momento em que o paciente (aluno/cliente) não consiga sustentar a carga de esforço e peça para parar o teste. Desta forma o cardiologista conseguirá identificar o valor real da frequência cardíaca máxima, entre outras variáveis, como por exemplo os limiares anaeróbios.

Entretanto, este é um teste caro para alguns aluno/clientes. Diante disso, uma forma é estimar através de um teste progressivo de esforço máximo em esteira, somente monitorando o comportamento da frequência cardíaca. Em linhas gerais, neste teste o profissional irá acoplar ao aluno/cliente um monitor cardíaco, e a cada minuto irá aumentar a carga de esforço aumento a velocidade ou inclinando a esteira, ou ambos juntos. Assim, o aumento da carga de esforço irá ser realizado até o momento em que o aluno/cliente peça para parar o teste. Com isso, o maior valor obtido da frequência cardíaca será a frequência cardíaca máxima. Porém, com este teste não se tem o controle via eletrocardiograma que é mais sensível para mensurar o valor da frequência cardíaca. Também, é um teste que necessitará de uma esteira que alcance uma velocidade de pelo menos 20 km/h. E além disso, pode não ser muito interessante para aplicar para diferentes populações principalmente alunos/clientes destreinados ou com alguma patologia.

Então, qual seria uma forma interessante para identificar a frequência cardíaca máxima na impossibilidade de aplicar um teste de esforço máximo?

Entendemos que neste caso é necessário o recurso das equações preditivas da frequência cardíaca máxima, assim obtendo a frequência cardíaca teórica máxima. Para isso existem várias, porém a mais utilizada e até mesmo pela Sociedade Brasileira de Cardiologia é a dita Equação de Karvonen 220-idade. Porém, ao buscar o artigo dito que originou essa equação não existe nenhuma menção sobre a mesma. O que existe são apenas algumas projeções hipotéticas realizas pelo mesmo (karvonen), porém nenhuma explicação lógica para a criação desta equação. Além disso, para muitos alunos/clientes essa “equação” parece subestimar ou superestimar os valores da frequência cardíaca máxima.

Diante disso, a tomada de decisão mais coerente que o profissional poderá realizar é buscar equações preditivas criadas com públicos específicos ao qual irá prescrever o treinamento aeróbio. Assim, existem várias equações que foram desenvolvidas para populações especificas como, homens destreinados e treinados; mulheres destreinadas e treinadas; corredores fundistas entre outras populações (Clique aqui e acesse o texto com a análise das diferentes e equações).

Portanto, de uma forma geral o Treino em FOCO entende que deve-se utilizar equações que foram criadas para diferentes populações e que apresentam melhor sensibilidade para predizer a frequência cardíaca teórica máxima do que a dita de karvonen.

Alunos, analisem a vídeo aula!!!