Como ocorre a redistribuição do fluxo sanguíneo?

Distribuição do fluxo sanguíneo para os diversos tecidos varia intensamente na dependência das necessidades imediatas de uma tecido em comparação com os outros tecidos. Como a regra geral, os tecidos mais ativos metabolicamente recebem maiores suprimentos de sangue.

Em repouso e condições normais, o fígado e os rins recebem, combinados, praticamente metade do sangue em circulação e os músculos esqueléticos em repouso apenas 15 a 20% do sangue. Por outro lado, durante exercício o sangue é redirecionado para as áreas onde é mais necessário. Assim, durante o exercício aeróbio de alta intensidade, os músculos podem receber até 80% ou mais do sangue disponível, e o fluxo para os rins e o fígado diminuiu. Essa redistribuição, justamente com os aumentos no débito cardíaco, permite que um volume sanguíneo até 25 vezes maior flua par aos tecidos ativos.

De modo semelhante, depois que uma pessoa consome uma refeição, o sistema digestivo recebe maior percentual de débito cardíaco disponível do que quando o mesmo está vazio. Dentro do mesmo raciocínio, durante o aumento do estresse térmico ambiental, o fluxo sanguíneo para a pele aumenta bastante enquanto o corpo tentar manter a temperatura normal.

Assim, podemos entender que o sistema cardiovascular responde de maneira semelhante a redistribuição do fluxo sanguíneo, independentemente do motivo. Essas mudanças na distribuição o débito cardíaco são controladas pelo sistema nervoso simpático, basicamente por meio do aumento ou redução do diâmetro das arteríolas. Pois esses vasos possuem uma parede muscular forte que pode alterar significativamente o diâmetro vascular, apresentar inervação abundante pro nervos simpáticos e tem a capacidade de responder a mecanismos de controle local.

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Qual a influência do controle intrínseco na redistribuição do fluxo sanguíneo?

Este refere-se a capacidade dos tecidos locais de promover a vasodilatação ou vasoconstrição das arteríolas que os irrigam e de alterar o fluxo sanguíneo regional dependendo de suas necessidades imediatas. Com a prática de exercício e o aumento da demanda metabólica dos músculos esqueléticos em exercícios as arteríolas sofrem vasodilatação localmente mediada, abrindo-se para permitir a entrada de mais sangue par ao tecido ativo.

Essencialmente, são três os tipos de controle intrínseco do fluxo sanguíneo. O estímulo mais poderoso para a liberação de agentes químicos vasodilatadores locais é de natureza metabólica, em particular o aumento da demanda metabólica. Assim, diante do maior uso de oxigênio, ocorre diminuição do mesmo. Diante disto as arteríolas locais vaso dilatam-se, permitindo maior volume de sangue realizar a perfusão da área, fornecendo mais oxigênio. Outras mudanças químicas que podem estimular o aumento do fluxo sanguíneo são o decréscimo de outros nutrientes e aumento de subprodutos (dióxido de carbono, potássio, íons hidrogênio e lactato).

Em segundo lugar várias substâncias vasodilatadores podem ser produzidas pelo endotélio (revestimento interno das arteríolas) dando início a vasodilatação da musculatura lisa. Essas substâncias são o oxido nítrico, as prostaglandinas e o fator hiperpolarizante derivado do endotélio. Esses vasodilatadores citados são importantes para regulação do fluxo sanguíneo em repouso e durante o exercício em seres humanos. Por fim, as mudanças de pressão no interior dos próprios vasos também podem causar vasodilatação e vasoconstrição. O músculo liso vascular contrai em reposta a aumento aumento na pressão no nível da parede vascular e relaxa em resposta da queda na pressão. Além disso, pesquisadores tem hipotetizado que a acetilcolina e adenosina sejam vasodilatadores potenciais para o aumento do fluxo sanguíneo nos músculos ativos.

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Como o controle neural extrínseco influencia a redistribuição do fluxo sanguíneo?

O conceito de controle local intrínseco explica a redistribuição do fluxo sanguíneo no interior de um órgão ou tecido. No entanto, o sistema cardiovascular precisa desviar o fluxo sanguíneo par aos locais onde haja maior necessidade dele, começando em um ponto acima do ambiente local. A redistribuição do fluxo sanguíneo no sistema ou no órgão é controlada por mecanismos nervoso. A isso os fisiologistas chama de controle neural extrínseco, pois o controle provem de fora da área em questão, em vez de um ponto localizado no interior a área ou tecido.

O fluxo sanguíneo para todos os tecidos do corpo é regulado em grande parte pelo sistema nervoso simpático. As camadas circulantes de músculos liso no interior das paredes das artérias e arteríolas são inervadas por nervos simpáticos. Em quase todos os vasos, uma aumento na atividade dos nervos simpáticos faz que as células musculares se contratariam, promovendo a contrição dos vasos e com isso, diminuindo o fluxo sanguíneo.

Em condições normais, os nervos simpáticos transmitem impulsos continuamente par aos vasos sanguíneos (em especial, arteríolas) mantendo os vaso em moderada contrição, para que seja mantida uma pressão adequada. Esse estado de vasoconstrição tônica é conhecido como tônus vasomotor. Quando a estimulação simpática aumenta, o aumento da contrição dos vaso sanguíneo localizados em área especifica diminuiu o fluxo sangue para essa área e com isso permite uma maior distribuição de sangue para outras áreas. Porém, se a estimulação simpática diminuir abaixo do novel necessário para manutenção do tônus, ocorrerá a diminuição da contrição dos vasos na área e, assim, os vasos irão vasodiltatar-se passivamente, aumentando o fluxo sanguíneo para aquela área.

Portanto, a estimulação simpática causará vasoconstrição na maioria doa vaso. O fluxo sanguíneo pode ser passivamente aumentado por meio de uma redução no nível tônico normal do fluxo sanguíneo.

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