Tríceps na Polia – O que “Pega Mais” com Corda ou Barra?

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A execução do exercício tríceps na polia com corda aumenta a ação do tríceps.

Entre os exercícios mais executados para treinar o tríceps braquial temos conhecido tríceps na polia ou extensão de cotovelos na polia alta. No entanto, é também comum observar profissionais que prescrevem o tríceps na polia para o cliente executar com barra reta e, outros com a corda. Todavia, independente do implemento o cliente executará uma extensão de cotovelo na fase concêntrica, para vencer a resistência, assim promovendo ação de forma dinâmica dos extensores do cotovelo (tríceps braquial e ancôneo). Já durante a fase excêntrica, irá se deixar vencer pela resistência produzindo uma flexão do cotovelo. Porém, para evitar que este movimento (flexão de cotovelo) ocorra de forma balística novamente os extensores iram agir, mas neste momento em contração excêntrica.

Além dos motores primários (agonistas) envolvidos na execução também ocorre a ação isométrica do latíssimo do dorso, deltoide posterior para evitar a tendência de flexão do ombro e, assim mantendo o ombro em extensão e consequentemente o braço ao lado do tronco. Ainda também se tem o acionamento isométrica do reto abdominal para evitar a tendência de hiperextensão toracolombar.

Mas, a grande pergunta é, ocorre diferença na ação muscular ao realizar o tríceps na polia com corda ou barra?

Para tentar auxiliar nesta dúvida realizamos um experimento buscando comparar a atividade eletromiográfica para o tríceps braquial, latíssimo do dorso e reto abdominal ao realizar três repetições com a barra e corda. Para este utilizou-se o mesmo modelo, quilagem, amplitude de movimento, cadência, ambiente e mesmo foco externo.

Observamos que par ao motor primário, ou seja o tríceps braquial (cabeça longa e medial) ocorreu maior atividade eletromiográfica ao realizar com a corda. Também para os estabilizadores, principalmente o latíssimo do dorso ocorreu maior atividade eletromiográfica com a corda.

Por fim, o reto abdominal manteve constante e praticamente igual durante as execuções.

O que pode explicar esses resultados?

Acreditamos embasado na ciência, que esse comportamento de maior atividade eletromiográfica se deu em virtude do maior grau de liberdade e instabilidade gerado ao utilizar o implemento corda. Portanto, para controlar mais o movimento um maio recrutamento ou envolvimento muscular é necessário, o que repercute em uma maior atividade eletromiográfica tanto para tríceps braquial como para latíssimo do dorso.

Outro ponto que pode ter influenciado esses dados, é que na execução com corda o percentual de 1RM possivelmente era maior do que com a barra. Portanto, como o percentual parece ser maior se poderia já esperar uma maior atividade eletromiografica.

Já o reto abdominal manteve a atividade eletromiográfica constante. Este comportamento já era esperado e virtude da manipulação da posição do executante proporcionar uma maior alteração.

Aplicação prática?

Uma aplicação interessante para estes dados é que imaginando que o personal trainer queira aumentar a intensidade de trabalho par ao tríceps braquial neste exercício em questão, mas não queira alterar amplitude de movimento, quilagem, intervalo, cadência entre outros, uma estratégia poderia ser trocar a barra pela execução com a corda. O contrário também pode ser pensado, ou seja para reduzir a intensidade do trabalho sse poderia trocar a corda pela barra.

Alunos, analisem a vídeo aula.

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