Por que a normalização é importante?

É praticamente todos os estudos que utilizaram a eletromiografia de superfície para observar qual o padrão de atividade eletromiográfica em um determinado movimento ou exercício aplica-se a Contração Isométrica Voluntária Máxima (CIVM). Este procedimento é identificado como normalização. Ou seja, para realizar este procedimento se padroniza um determinado ângulo articular, aplica-se resistência manual ou outra forma de “travar” a tendência de movimento e se solicita para que o voluntário venha a executar forma máxima. Assim, como o movimento está sendo travado a contração passa a ser isométrica. Com isso, é possível identificar a atividade eletromiográfica máxima de um músculo em determinado ângulo articular.

A CIVM é importante para que se possa observar qual o percentual de atividade eletromiográfica de um determinado músculo em um movimento, exercícios e até mesmo comparar qual o % de atividade entre músculo para um exercício. Ou seja, é um forma de relativizar para se conseguir comparar músculos e também o mesmo músculo em diferentes exercícios.

No entanto, é possível observar na literatura diferentes técnicas, ou seja posições articulares para se realizar a CIVM. Provavelmente em virtude da relação comprimento tensão, particularmente para músculo biarticulares, ao posicionar em diferentes posições articulares a atividade eletromiográfica máxima terá um valor diferente.

Mas, por que pode ocorrer alteração no valor da CIVM?

Como foi possível observar no experimento apresentado no vídeo a atividade eletromiográfica da cabeça longa do tríceps do Kayus e Letícia foi significativamente maior ao realizar o teste de CIVM com o braço ao longo do corpo e cotovelo a 90°. Entretanto, quando se realizou a CIVM com o ombro em uma flexão de 90°e mantendo o cotovelo a 90°, ocorreu uma redução no valor máximo da atividade eletromiográfica.

Este comportamento possivelmente ocorreu em virtude de uma redução a ligação das cabeças de miosina com o sítio ativo de actina, pois a cabeça alonga foi alongada. Diante disso, ocorreu uma menor formação de pontes cruzadas, o que pode ter repercutido em menor atividade eletromiográfica máxima.

Então, o que se deve observar nos estudos de eletromiográfica?

É necessário estar bem atento e buscar entender em qual posição articular foi realizado a CIVM para um determinado grupo muscular. Ou seja, observar se o mesmo não encontrava-se em um insuficiência ativa ou passiva.

Este é um cuidado importante e principalmente quando realiza-se comparação entre diferentes estudos, pois as posições ao qual foi realizado a CIVM podem ter sido diferentes.

Alunos, analisem a vídeo aula!!!