Realizar a avaliação via biofotogrametria do equilíbrio pélvico é muito importante, pois o desvio postural de retroversão pélvica poderá produzir alterações no alinhamento da coluna vertebral.

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Muitos indivíduos apresentam o desvio postural de retroversão pélvica. Esse desvio postural ocorre em virtude de um desequilíbrio nos músculos que geram o equilíbrio pélvico. Mais precisamente a retroversão pélvica poderá ocorrer devido a um encurtamento e hipertonia dos músculos (que tendem produzir a retroversão pélvica) reto abdominal, oblíquos interno e externo, glúteo máximo e isquiotibiais, quando comparados aos músculos que tendem a produzir a anteversão pélvica. Esse desequilíbrio muscular pode ocorrer em virtude de um excesso de treinamento no TRP para os músculos reto abdominal, oblíquo interno e  externo, glúteo e isquiotibiais(hipertonia) tornando-os mais fortes que os músculos que tendem a produzir a anteversão pélvica. Com ocorrerá um deslocando da pelve sobre o eixo laterolateral para traz, com isso produzindo o desvio postural de retroversão pélvica.

Uma excelente estratégia para identificar o equilíbrio pélvico e principalmente o desvio postural de retroversão pélvica é através da avaliação postural por biofotogrametria. Utilizando a biofotogrametria o profissional de Educação Física ou o Personal trainer conseguirá identificar o grau de retroversão pélvica que seu cliente apresenta. Dessa forma, dará mais subsídios para que o personal trainer conseguia prescrever de forma adequada a carga de treinamento e os exercícios corretivos visando a redução desse desvio. Outra vantagem ao utilizar a biofotogrametria é conseguir acompanhar a evolução (redução da retroversão pélvica) e verificar se a carga de treinamento está adequada para o seu cliente que apresenta retroversão pélvica.

No programa de hoje da série Desvios Posturais iniciaremos a análise do equilíbrio pélvico, mais especificamente no programa de hoje analisaremos questões sobre o desvio postural de retroversão pélvica através da biofotogrametria.

Na sequência será explicado o que é o desvio postural de retroversão pélvica.

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O que é retroversão pélvica?

É uma rotação da pelve posterior, ou seja, a pelve roda sobre o eixo laterolateral para traz produzindo assim o desvio postural de retroversão pélvica. Nesse posicionamento (retroversão pélvica) o processo ósseo de Espinha Ilíaca Antero Superior (EIAS) rodará para cima e para traz, entretanto se a EIAS rodar para baixo e para frente será produzido o desvio postural de anteversão pélvica que será apresentado na próxima vídeo aula.

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Por que ocorre o desvio postural de  retroversão pélvica?

A retroversão pélvica ocorre em virtude da perda do equilíbrio entre os músculos que geram o equilíbrio pélvico. Os músculos reto abdominal, oblíquos interno e externo, glúteo máximo e isquiotibiais tendem a produzir a retroversão pélvica. Obviamente para manter a pelve em uma posição neutra outros músculos que tendem a produzir a anteversão pélvica estarão se contrapondo a força produzida pelos músculo citados acima que produzem retroversão pélvica. Ou seja, se a força dos músculos que produzem retroversão e anteversão pélvica estiverem equilibrados a pelve estará em um posicionamento normal.

Entretanto, imaginemos que os músculos reto abdominal, oblíquos interno e externo, glúteo máximo e isquiotibiais (músculos que tendem a produzir a retroversão pélvica) estejam por algum motivo encurtados ou com um nível de força (hiperfortalecidos) maior que os músculos que produzem o anteversão pélvica (que serão apresentados no próximo programa). Dessa forma ocorrerá um forte tendência ao desenvolvimento do desvio postural de retroversão pélvica. Porém, a discussão muscular ou dos motivos que levam a um encurtamento dos músculos que produzem a retroversão pélvica não faz parte do objetivo da série Desvios Posturais.

Agora na sequencia será descrito quais pontos anatômicos ou processos ósseos são necessários identificar e demarcar para realizar a avaliação postural via biofotogrametria do desvio postural de retroversão pélvica.

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Quais os pontos anatômicos (processos ósseos) são necessário identificar e demarcar para avaliação dos desvio postural de retroversão pélvica através da biofotogrametria?

Para realizar a avaliação via biotofotogrametria da retroversão pélvica e necessário que o avaliador através da técnica de anatomia palpatória identifique os pontos anatômicos ou processos ósseos da EIAS e da Espinha Ilíaca Póstero Superior (EIPS). Na sequencia o avaliador deverá demarcar os processos ósseos identificados utilizando esferas demarcatórias (esferas de isopor) e coloca-las exatamente sobre o processo ósseo. Um ponto importante a lembrar é que os dois pontos anatômicos (processos ósseos) deverão ser demarcados do mesmo lado do indivíduo, ou seja, se a demarcação for realizada na EIAS do lado direto a demarcação da EIPS também deverá ser no lado direito.

Após a demarcação qual o procedimento que deverá ser realizado para avaliação da retroversão pélvica com a biofotogrametria?

Após realizar a correta demarcação dos processos ósseos (pontos anatômicos) o avaliador deverá solicitar que o indivíduo posicione-se em vista lateral, ou seja, de lado para a câmera para a realização do registro fotográfico. Realizado o registro fotográfico, em seguida o avaliador descarregará a foto em um software específico para avaliação postural. Dentro desse software  o avaliador traçará um seguimento de reta entre horizontal ligando o os pontos da EIAS com a EIPS. Um ponto importante no momento de traçar os seguimentos de reta é que o alvo do marcador do software deverá ser posicionado no ponto exato aonde a esfera demarcatória toca a pele e, não no centro da esferas como é realizado para avaliação de joelho valgo e varo.

Em seguida o avaliador obterá um ângulo, que será o resultado do alinhamento horizontal entre os pontos anatômicos (processos ósseos) demarcados. Esse ângulo obtido será o valor para identificação se o indivíduo é portador ou não do desvio postural de retroversão pélvica.

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Qual o ângulo que pode-se considerar que o indivíduo apresenta o desvio postural de retroversão pélvica?

Imaginemos que um avaliador esteja realizando a análise postural via biofotogrametria do equilíbrio pélvico de um indivíduo A. Após realizar todos os procedimentos de identificação através da técnica de anatomia palpatória e, demarcação dos pontos anatômicos ósseos necessários (citados acima do texto) e traçado o seguimento de reta, o avaliador obtenha o valor angular de 13,2°. Diante disso pode-se considerar que o indivíduo A está dentro da janela de graus que representa a pelve com um equilíbrio normal.

Agora analisando um indivíduo B, o mesmo avaliador após ter realizado todos o procedimentos metodológicos obtém o valor angular de 9,4°. Diante disso, seguindo as referências cientificas pode-se considerar que o indivíduo B apresenta um desvio postural de retroversão pélvica leve, ou seja, o valor obtido no indivíduo B está dentro da janela de graus que representa a presença desse desvio em questão. Entretanto, o mesmo avaliador do nosso exemplo avaliará um indivíduo C e, como resultado obtém um valor angular de 2,1° na análise via biofotogrametria do equilíbrio pélvico. Dessa forma, com esse valor angular (2,1°) pode-se considerar seguindo as referências científicas que o indivíduo C apresenta uma forte retroversão pélvica, ou seja, esse valor angular encontra-se dentro de uma janela que representa uma forte retroversão pélvica.

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Qual a influência do equilíbrio pélvico sobre o alinhamento da coluna vertebral? E a retroversão pélvica pode alterar o posicionamento ideal das curvaturas naturais e fisiológicas da coluna vertebral?

Quando um indivíduo apresenta um equilíbrio pélvico normal, ou seja, quando apresenta um pelve em posicionamento normal as curvaturas naturais e fisiológicas da coluna vertebral serão mantidas preservadas. Entretanto, caso o indivíduo apresente uma anteversão pélvica ocorrerá consequentemente uma acentuação das curvaturas naturais e fisiológicas da coluna vertebral, ou seja, a coluna não apresentará mais um adequado alinhamento. Dessa forma na anteversão pélvica ocorrerá tendência ao surgimento de hiperlordose lombar e hipercifose torácica.

Já se o indivíduo apresenta o desvio postural de retroversão pélvica (que é o desvio que estamos analisando no programa de hoje) ocorrerá tendência a uma diminuição da curvaturas de lordose lombar e cifose torácica, ou seja, ocorrerá tendência a um retificação da lordose lombar (hipolordose) e uma retificação da cifose torácica (hipocifose).

Dessa forma, podemos entender que alguns desvios que ocorrem em determinados seguimentos corporais, poderão desencadear alterações de seguimentos adjacentes, com isso desencadeando vários desvios posturais.

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Por que é tão importante analisar o equilíbrio pélvico em uma avaliação postural via biofotogrametria?

Avaliar o equilíbrio pélvico para verificar se o indivíduo apresenta retroversão pélvica ou anteverão pélvica é importante, pois os mesmos desvios posturais estão ligados diretamente a manutenção adequada das curvaturas naturais e fisiológicas da coluna vertebral, principalmente da região lombar.

Reforçando, se o indivíduo apresenta retroversão pélvica ocorrerá tendência a hipolordose lombar (retificação) e em anteversão pélvica ocorrerá tendência a hiperlordose lombar (acentuação do ângulo).

Qual vantagem que o personal trainer ou o profissional de Educação Física tem ao utilizar a avaliação biofotogrametria para avaliação do desvio postural de retroversão pélvica?

Imaginemos que o personal trainer tenha vários clientes e utilize com esses clientes a avaliação postural via biofotogrametria como uns dos critérios para prescrição adequada do treinamento. Ao realizar a avaliação postural via biofotogrametria o personal trainer identifica que alguns de seus clientes apresentam o desvio postural de retroversão pélvica. Dessa forma utilizando quantificação em graus que a biofotogrametria permite dos desvios posturais ele (personal trainer) consegue visualizar que os valores angulares do desvio postural de retroversão pélvica não são iguais entre os seus clientes que apresentam esse desvio.

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Dessa forma, com essa informação da intensidade do desvio postural de retroversão pélvica o personal trainer conseguirá prescrever de forma individual e, com maior precisão a carga de esforço (intensidade dos exercícios) dos exercícios corretivos buscando a redução da retroversão pélvica coerente para o grau que cada cliente apresenta desse desvio. Ou seja, o personal trainer conseguirá individualizar a carga de treinamento conforme o grau de retroversão pélvica que o seu cliente apresenta, buscando a redução desse desvio postural.

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Então seguidor, não perca a vídeo aula de hoje e saiba como avaliar via biofotogrametria o desvio postural de retroversão pélvica.