Nas últimas semanas o Treino em Foco criou a série desafio no Instagram. Neste o professor João Moura faz um vídeo executando um determinado exercício e em seguida posta realizando algumas alternativas relacionadas ao exercícios. Porém, somente uma alternativa está correta, e os seguidores deveram colocar sua opinião e justificar porque da escolha da alternativa.

Assim, para analisar o exercício no Instagram e também no vídeo para o youtube o Treino em Foco criou quatro passos. Ou seja, para conseguir analisar de forma mais completa dos exercícios deve-se identificar a estabilização corporal (primeiro passo), em que direção e sentido encontra-se a resistência (segundo passo), quais as articulações dinamicamente envolvidas (terceiro passo) e por fim quais as articulações estatisticamente envolvidas (quarto passo).

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Qual a estabilização produzida durante a execução do tríceps francês na polia?

No vídeo o Kayus está com “duas” formas de estabilização corporal. Isto é, ele está com um afastamento lateral dos pés que já produz um grau de estabilização e também com um afastamento antero posterior, que aumenta a capacidade de estabilização corporal.

Quem executa ou já executou em sua rotina de treino o exercício de tríceps francês na polia, sabe que esse necessita de uma forte estabilização. Então, o Treino em Foco entendi que essas “duas” formas de estabilização passa a ser importante.

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Para que direção e sentido encontra-se a resistência?

Neste exercício novamente temos duas resistências agindo. A primeira que se pode considerar é a resistência produzida pelas placas de peso. Está no sentido e direção do cabo.

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Já a segunda resistência diz respeito a força gravitacional. Ou seja, a gravidade está agindo sobre o kayus, tendendo a jogar seu corpo para o solo. So para lembrar essa força e de 9,81m/s².

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Quais as articulações dinamicamente envolvidas durante o tríceps francês na polia?

Neste exercício existe apenas uma articulação dinamicamente envolvidas. Como pode-se visualizar o no vídeo somente a articulação do cotovelo é movimentado em flexão e extensão, no plano sagital tendo como eixo o latero-lateral.

Um ponto importante a salientar, é que quem produz a flexão do cotovelo e a resistência. Ou seja, a fase excêntrica do movimento é produzida pelas placas de peso. Nesta fase apenas ocorre atuação muscular para frear esse movimento de flexão. Assim, quem produz esse freio excêntrico é o tríceps braquial (as três cabeças) e o ancôneo. Já durante a fase concêntrica, onde o indivíduo deverá vencer a resistência e assim estender os cotovelos, novamente o tríceps e ancôneo serão acionados. Porém, neste momento serão encurtados e não alongados sob tensão. Portanto, conseguiram vencer a resistência e produzir a extensão.

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Quais as articulações estaticamente envolvidas?

Essa a parte da análise dos exercícios que a maioria dos profissionais e acadêmicos apresentam certa dificuldade. Neste exercício, a resistência advinda das placas de peso e tracionada via cabo tenderá a produzir o movimento de flexão dos ombros. Porém, esse movimento não ocorrerá porque os extensores do ombro (latíssimo do dorso, deltoide posterior e tríceps cabeça longa) atuaram em contração isométrica para sustentar a posição do ombro.

Além disso, a resistência do cabo tenderá a deslocar todo o corpo dos indivíduos para trás. Com isso, ocorrerá uma tendência de movimento de flexão plantar. Porém, para manter a dorsiflexão contra a tendência de flexão plantar o dorsiflexões (tibial anterior, extensor longo dos dedos, extensor longo do hálux e fibular terceiro) em contração isométrica. Por fim, a resistência também produzirá a tendência e hiperextensão da coluna vertebral. Para que isso não venha acontecer o reto abdominal, juntamente com oblíquo interno e externo serão acionados de forma isométrica.

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Agora analisaremos as tendências de movimento produzida pela força gravitacional. Esta tende a produziu o movimento de flexão toracolombar da coluna vertebral. No entanto, este movimento não veem a ocorrer em virtude de uma contração isométrica, dos eretores da espinha e também quadrado lombar. Além disso, ocorre a tendência de uma flexão do quadril mais exacerbada, não ocorrendo por contração isométrica dos extensores do quadril (glúteo máximo e isquiotibiais). Ainda, os joelhos tendem a flexionar, porém não ocorrendo em decorrência de uma contração isométrica do quadríceps (extensores dos joelhos). Por fim, a carga gravitacional tenderá a produzir o movimento de dorsiflexão. Assim, para evitar a acentuação desse movimento os flexores plantares (gastrocnêmico lateral, medial e sóleo) serão acionados em contração isométrica.

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Acompanhe a vídeo aula!!!