O chute de tríceps na corda tem um grande envolvimento muscular para estabilizar o corpo no momento da execução.

O chute de tríceps corda é um exercício que exigirá do aluno/cliente bastante capacidade coordenativa e estabilização corporal. Ou seja, este não é um exercício de fácil execução pois exigirá vários aspectos técnicos que já foram descritos na análise teórica e alguns que serão descritos no texto de hoje. Iniciaremos descrevendo as tendências de movimento e os músculos que são recrutados em contração isométrica para evitar as mesmas.

Quais são as tendências de movimentos e músculos que são acionados durante o chute de tríceps corda?

Como já descrito no texto da última vídeo aula sobre o chute de tríceps corda, o corpo sofrerá influencia de duas resistências. A primeira é decorrente da ação gravitacional que age sobre todo o corpo do aluno/cliente buscando joga-lo para o solo. Isto é, a resistência encontra-se na direção vertical de cima par abaixo. A segunda resistência advém das placas de peso selecionadas e que também sofrem ação gravitacional. No entanto, essa resistência encontra-se na direção obliqua e de cima para baixo.

Entendido, esse ponto vamos analisar primeiro as tendências de movimento produzidas somente pela ação gravitacional. Temos que ter em mente que o aluno/cliente encontra-se já na posição de execução, ou seja, com uma flexão do quadril, semiflexão dos joelhos, coluna com as curvaturas preservadas e uma leve dorsiflexão. Assim, iniciando a análise pela cervical a gravidade tenderá a produzir uma flexão cervical, porém, isso não ocorrerá pois os músculos extensores cervicais serão acionados em contração isométrica. Outra tendência de movimento é uma flexão toracolombar da coluna vertebral, mas não ocorrerá pois ao extensores toracolombar (eretores da espinha e quadrado lombar) também serão acionados de forma isométrica. Já no quadril ocorrerá um aumento na tendência de acentua a flexão do quadril, que será evitado por uma contração isométrica mais intensa dos extensores do quadril. No joelho ocorrerá tendência a acentuar a flexão que será bloqueada pela contração isométrica dos extensores. Por fim, a gravidade tenderá a produzir um movimento de dorsiflexão mais acentuada, que será evitada pelos antagonista, ou seja, gastrocnêmicos laterais, medias e sóleo.

Já a resistência advinda das placas de peso, porém que também está sob ação gravitacional, no entanto, como existe o sistema de roldanas e cabos ele tem como direção obliqua e um sentido de baixo para cima. Assim, produzirá uma tendência de movimento de flexão glenoumeral que será evitada pela ação isométrica dos extensores desta articulação (latíssimo do dorso, deltoide posterior, redondo maior e tríceps cabeça longa). Além disso, ocorrerá a tendência também de uma elevação escapular. Para que isso não venha a ocorrer principalmente trapézio inferior, ou fibras ascendentes serão acionados em contração isométrica.

Ainda, tenderá a produzir uma extensão dos joelhos, no entanto, para realizar o exercício o aluno/cliente deverá adotar uma posição de semiflexão como já citado acima. Para isso, isquiotibiais serão acionados de forma isométrica e conjuntos com o gastrocnêmicos medial e lateral. Por fim, também ocorrera  tendência de movimento de produção de uma dorsiflexão. Assim, para que esse movimento fique apenas em tendência os flexores, ou tríceps surral serão acionados em contração isométrica.

Portanto, apesar do chute de tríceps na polia ser uma exercícios especifico para trabalhar tríceps e ancôneo, ocorrerá um forte envolvimento muscular para principalmente estabilizar as articulações contra as tendências de movimentos.

Para um programa com o objetivo de potencializar o emagrecimento o chute de tríceps na polia é um exercício interessante?

O Treino em Foco entende que sim. Pois como podemos identificar neste exercício ocorrer um grande envolvimento muscular, o que aumentará o dispêndio energético e com isso contribuirá para a produção de um déficit energético maior. Assim, como o processo de emagrecimento tem total ligação com déficit energético o profissional deverá buscar selecionar exercícios em que potencialize o gasto energético para contribuir com esse fenômeno e assim com o emagrecimento. Obviamente, para criar um déficit energético representativo é necessário um planejamento alimentar também.

Para quem não seria interessante em um primeiro momento a prescrição deste exercício?

Treino em Foco entende que para alguns alunos/clientes iniciantes possa não ser muito adequado. A principal justificativa é que esse não tem ainda uma capacidade técnica e coordenativa desenvolvida, e que seria necessário aplicar exercícios com um desafio motor mais simples no início e depois passar para algo mais complexo como é o caso do chute de tríceps na polia.

Portanto, iniciar com tríceps com barra reta, na corda entre outros exercícios passa a ser mais adequado.

Seguidores, acompanhem a vídeo aula.