Para a constante evolução da Educação Física é necessário que profissionais e acadêmicos realizem debates e não bate-boca sobre determinados assuntos relacionados a área.

Quais os problemas que ocorrem na maioria das academias?

Hoje em dia sabe-se que existem muitos profissionais de Educação Física que não tem as condições ideais para atuar em sua academia. Ou seja, na academia, esse profissional de Educação Física tem que atuar como secretário atendendo na recepção da academia, realizar a cobrança de mensalidades, realizar a limpeza da academia e até mesmo concertar aparelhos que estão danificados. Ainda, muitas vezes, esse profissional enfrenta problemas estruturais como, maquinário antigo e muitas vezes estragado, falta de instrumentos como barras, anilhas e halteres entre outros fatores.

Qual seria a conduta ideal do profissional de Educação Física diante dessas condições descritas acimas?

Diante desse cenário descrito acima, o Treino em Foco entende que mesmo com todos esses problemas apresentados o profissional de Educação Física deverá buscar sempre fazer o melhor trabalho diante das condições. Isto é, o profissional tem que ter ciência que os clientes não tem culpa se as condições de trabalho e a estrutura que a academia oferece não são a dos sonhos do profissional. Portanto, o profissional tem que saber que os clientes estão pagando pelo seu serviço e assim deverão receber o melhor tratamento possível.

Dessa forma, o ele (profissional) deverá sempre buscar oferecer o melhor trabalho para o cliente e não se esconder atrás das dificuldades para justificar a realização de um trabalho ruim.  É importante salientar ainda, que o profissional deverá procurar o gestor da academia e apresentar as dificuldades e com isso tentar resolvê-las.

Qual a conduta inadequada que alguns alunos/clientes apresentam nas salas de treinamento resistido com pesos ou musculação?

Alguns alunos que já estão praticando sessões de Treinamento Resistido com Pesos (TRP) e que já apresentam certa experiência na pratica dessa modalidade (TRP/musculação), convidam amigos para iniciar a pratica. Diante disso, esses alunos/clientes que já apresentam certa experiência começam a atuar como professor, prescrevendo e orientando o seus amigos na realização das sessões de treino.

Obviamente, esse cenário descrito acima é totalmente errôneo dentro das sala de TRP, pois o aluno/cliente por mais tempo que ele tenha de pratica, possivelmente não apresenta todos os conhecimentos necessários para conseguir avaliar e prescrever os exercícios que esse aluno/cliente novo poderá realizar.

Diante disso, qual o atitude na visão do Treino em Foco que o profissional de Educação Física deverá ter?

O Treino em Foco entende que no momento em que o profissional de Educação física visualizar essa situação, deverá intervir imediatamente. Ou seja, o profissional deverá buscar conversar com o “aluno/cliente professor” e com o aluno/cliente novo e explicar que ele (profissional) é a pessoa mais indicada para avaliar, prescreve e monitorar a sessão de treino.

Parece ser interessante que o profissional venha buscar a justificar que para a prescrição adequada dos exercícios na sala de TRP, é necessário ter os conhecimentos de biomecânica, cinesiologia e fisiologia do exercício. Possivelmente, o “aluno/cliente professor” pode até ter uma noção dessas áreas de conhecimento descritas acima. Porém, para prescrever de forma adequada e segura, para atingir o objetivo do aluno/cliente novo e evitar ocorrência de possíveis lesões na pratica o profissional de Educação física é o mais indicado para esse trabalho, pois teoricamente apresenta um bom conhecimento dessas áreas.

Muitas vezes ocorrem situações em que o aluno/cliente visualiza atletas de fisiculturismo, blogueiras ou até outros atletas que praticam o TRP/musculação realizando determinados exercícios e apresentam para o profissional questionamento se ele poderia introduzir na sua sessão de treino. Entretanto, alguns profissionais de Educação Física são extremamente arrogantes e logo falam a seguinte frase: “tudo que tem na internet é bobagem”. Por outro lado, existem os alunos/clientes que simplesmente começam a executar o exercício que vitalizaram na internet sem pedir a opinião do profissional.

Portanto, diante dessas situações na visão do Treino em Foco qual a conduta que o profissional de Educação física deverá ter?

Analisando as duas situações descritas acima. Seria interessante que o profissional viesse a visualizar o exercício e sentasse com o aluno/cliente, e realize uma análise principalmente do ponto de vista biomecânico e cinesiológico desse exercício novo.

Um ponto importante a salientar, é que o profissional deverá justificar o porquê o exercício pode ser interessante para ele (aluno/cliente) executar ou não. Pois na maioria das vezes, o aluno/cliente espera que o profissional quando prescreva ou não um determinado exercício justifique porque ele (aluno/cliente) pode ou não fazer. Além, disso, seria interessante que o profissional viesse a orientar o seu cliente dos sites que são confiáveis e não confiáveis na internet.

Portanto, ser arrogante ou simplesmente não dar bola para o exercício novo que o aluno/cliente colocou por conta própria no seu treino, no entendimento do Treino em Foco é uma atitude totalmente errônea do profissional de Educação física nas salas de TRP. Pois, é preciso lembrar que o profissional que está ali atuando é um professor, e assim deverá também buscar auxiliar na formação da pessoa.

Um outro ponto interessante, é que muitos profissionais passam horas dentro das academia.  Com isso, muitas vezes sobra a ele pouco tempo para atualizar-se. Assim, quando o aluno/cliente apresentam uma proposta de exercício poderá ser um meio também que auxiliará indiretamente o profissional a atualizar-se.

Seguidores, não percam o vídeo de hoje e visualize a opinião do Treino em Foco sobre determinadas situações que ocorrem nas academias de ginástica.