Para iniciar a vídeo aula de hoje apresentaremos a composição vetorial do trabalho na musculatura de Quadríceps, ou seja, iremos apresentar a composição vetorial, para que vocês seguidores entendam depois o processo de decomposição vetorial na Cinesiologia.

Como realizar composição vetorial no músculo Quadríceps?

Formando a musculatura do Quadríceps temos: Reto femoral, Vasto Medial, Vasto Lateral, e Vasto intermédio. Se seguirmos o passo a passo apresentado no programa 1, podemos colocar um vetor no Vasto Lateral, e para o Vasto Medial.  ou seja, foi posicionado um vetor A que representa o músculo vasto Lateral, e um vetor B que representa o músculo Vasto Medial.

quadriceps_músculo_cinesiologia

Após ter aplicado os vetores sobre o vasto medial e lateral, a pergunta que podemos fazer é para que lado se deslocará a patela, que é o objeto móvel, quando os músculos vasto medial e lateral isoladamente se contraem, nas condições vetoriais apresentadas. Para responder a essa dúvida devemos aplicar a lei o regra do paralelogramo, realizando os clones do vetor do Vasto Medial, e um clone do vetor do Vasto Lateral, e posicionar segunda a regra ou lei do paralelogramo, ou seja, ligando o clone do vetor do vasto medial, a ponta do vetor do Vasto lateral, e na sequencia o clone do vetor do Vasto lateral ligado a ponta do vetor do Vasto medial. Como pode ser visualizado na figura.

quadriceps_cinesiologia_paralelogramo

Após realizar a lei do paralelogramo , podemos traçar o vetor resultante, ou seja, para onde efetivamente a patela irá se deslocar quando o vasto medial e vasto lateral contrair, que  é: na direção obliqua, no sentido de baixo para cima, es da esquerda para a direita, com a magnitude que poderá ser visualizado na figura a baixo, ou seja, quando em uma situação hipotética o vasto Lateral e Vasto medial contraírem isoladamente, iram tracionar a patela para cima acompanhando os sentido das fibras do músculo Reto Femoral.

quadríceps_paralelogram_vetor_vetores

Quando somamos os vetores do Vasto Lateral e Vasto Medial, e realizamos uma composição vetorial, identificamos que a soma desses dois vetores, resultará em um movimento resultante exatamente similar à do músculo Reto femoral, embora isoladamente o Vasto medial tracione a patela para região medial, e o Vasto lateral tracione a patela para a região lateral do seguimento coxa.

quadriceps_vetor_resultante_vasto_medial

Essa é uma aplicação da composição vetorial.

Como realizar a decomposição vetorial em Cinesiologia?

 

Para interpretar e entender a decomposição vetorial iremos apresentar uma rápida história. Imaginamos que um indivíduo esteja posicionado em um lado da margem de um rio, e seu objetivo é realizar a travessia desse rio, para alcançar um ponto no outro lado da margem.

cinesiologia_decomposição_vetorial

E nós estamos sobrevoando esse rio, e visualizamos o deslocamento do nado desse indivíduo, ou seja, visualizamos que o indivíduo parte de  um ponto d a margem do rio, e chega um ponto à frente do que era os eu objetivo. O indivíduo não conseguir chegar ao ponto que era o seu objetivo, ou seja, o seu deslocamento foi oblíquo, teve um vetor resultante oblíquo. Ao perguntarmos a esse indivíduo porque ele se deslocou obliquamente e não na vertical para alcançar o seu objetivo ele nos coloca que: sim na verdade eu nadei em direção ao meu alvo. Porém o deslocamento efetivo desse individuo foi em diagonal, um vetor resultante oblíquo.

decomposição_vetorial_cinesiologia

Por que isso aconteceu?

Embora o indivíduo tenha feito força e buscado nadar em linha reta, ou seja em um vetor vertical para atingir o objetivo, o deslocamento real foi oblíquo. Devemos entender que ocorre uma terceira força vetorial agindo, ou seja, temos o vetor ou força do nado produzido pelo individuo, e a força ou vetor da correnteza sendo aplicada contra esse indivíduo. Então a força ou vetor da correnteza, somada ao vetor ou força do nado é que produziram esse deslocamento oblíquo do indivíduo, resultando em um vetor oblíquo.

A partir desse deslocamento precisamos decompor as forças atuantes, ou seja, o vetor ou força motora representada pelo vetor A, e temos a força representada pelo vetor B que é a força da correnteza.  Entendo o comportamento desses componentes vetoriais do deslocamento real, poderemos entender então porquê do deslocamento Oblíquo do indivíduo. Você visualizara essa explicação no vídeo.

Para fixar o entendimento da decomposição vetorial, aplicaremos isso agora em um músculo do corpo humano, o Peitoral Menor.

Como realizar a decomposição vetorial no Peitoral Menor?

Seguindo o passo a passo, identificando o músculo as suas extremidades, aplicando o vetor da parte móvel par a aparte fixa, imaginamos então que parte móvel seja a cintura escapular, e sua origem nas costelas aonde é o ponto fixo. Então quando o Peitoral Menor contrai, ele desloca as escapulas de cima para baixo, da direita para a esquerda.

Agora a partir do vetor resultante que causa esse movimento escapular citado, podemos identificar os componentes vetoriais realizando a decomposição vetorial. Então identificaremos que existe parte dessa força resultante que traciona o acrômio e cintura escapular para abaixo, e outra parte projeta as escapulas da direita para a esquerda. Ao tracionar o acrômio para frente atrás as escapular, iram abrir, ou seja, se Abduzirem.

As escápulas atrás se abduzindo acompanhando o movimento do acrômio a frente buscando a linha central do tronco, produzido com um componente vetorial, então devemos interpretar que por um vetor as escapulas iram se deprimir, e pelo outro vetor que compõem o vetor resultante as escápulas iram se abrir atrás, realizando uma abdução escapular.

Então podemos entender que o Peitoral Menor ao se contrair possui componentes vetoriais para Abduzir e deprimir as escapulas. Um ponto importante ainda, é que magnitude do vetor abdutor é menor do que o vetor depressor escapular, ou seja, o Peitoral Menor pé um forte depressor escapular.

decomposição_vetorial_cinesiologia_peitoral _menor

Então seguidor, não perca vídeo aula de hoje de hoje, sobre como realizar a decomposição vetorial, através da interpretação da direção, sentido e magnitude de ação de um vetor somado a outro vetor.