Qual as características anatômicas do músculo Braquiorradial?

O Braquiorradial diferentemente dos outros dois músculos flexores do cotovelo, Bíceps Braquial e Braquial que tem o seu ventre muscular na face anterior do seguimento Braço, o Braquiorradial tem uma parte do seu ventre muscular na face lateral distal do Braço, porém a maior parte do seu ventre muscular se encontra na face ânterolateral do seguimento Antebraço.

Independentemente dessa questão anatômica topográfica de posicionamento, o Braquiorradial também é um músculo flexor do cotovelo.

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Além de flexor do cotovelo o Braquiorradial pode ser supinador e pronador do antebraço, porém a analise vetorial que faremos hoje será sobre ação vetorial do Braquiorradial na articulação do Cotovelo, ou seja, na flexão do cotovelo, já que ele compõem o grupo dos flexores do cotovelo.

Como realizar a análise vetorial do Braquiorradial?

É importante tomar cuidado no visão para analisar o músculo, ou seja, escolha um ângulo adequado para análise, como no caso do músculo Braquiorradial, uma visão frontal não é a adequada para realizar a análise vetorial e cinesiológica de ação do Braquiorradial.

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O melhor ângulo para analisar o Braquiorradial é em perfil, ou seja, lateralmente, nessa posição poderemos ter uma visão mais clara da ação vetorial do Braquiorradial. Você perceberá que a inserção do Braquiorradial é bem distal em relação ao Rádio, ou seja, então o vetor resultante de tração do músculo Braquiorradial, deverá ser posicionado junto a inserção na parte distal do Rádio, que é um osso do seguimento antebraço.

Agora você deverá seguir a mesma estratégia e lógica que estamos apresentando em programas anteriores, ou seja, deverá executar o passo a passo que é: identificar o músculo, identificar as extremidades, ou seja, onde se encontra origem e inserção do Braquiorradial, deverá verificar o sentido das fibras musculares, e aqui um ponto importante, se analisarmos o sentido e direção das fibras do Braquiorradial na região proximal, ou seja, perto da sua origem, as fibras tem um comportamento e sentido, já na parte medial do músculo as fibras adotam um outro sentido e direção, e próximo a região distal, antecedendo ao seu tendão, o sentido das fibras passa a ser um pouco mais verticalizado em relação as outras regiões do Braquiorradial.

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Sabendo dessa característica das fibras do Braquiorradial, qual será o sentido do vetor resultante de tração?

Deverei seguir, o sentido das fibras da região proximal perto da origem, o sentido das fibras na região medial, ou o sentido das fibras na região distal próximo a inserção do Braquiorradial.

Na verdade essa informação já foi dada nos últimos dois vídeos na análise do Bíceps Braquial, e Braquial, e o vetor resultante de tração deverá seguir o sentido de inserção do tendão sobre o tecido ósseo, ou seja, é o vetor resultante deverá seguir o sentido e a direção do tendão de inserção do Braquiorradial que está fixado ao osso Rádio do antebraço. E não esquecer de colocar a linha pontilhada sobre o eixo longitudinal do seguimento ósseo.

 

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Como aplicar os componentes vetoriais, do vetor resultante do músculo Braquiorradial?

Um componente vetorial deverá se encontrar paralelo ao eixo longitudinal do seguimento ósseo, e um componente vetorial perpendicular ao eixo longitudinal do seguimento ósseo.

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Qual a função do componente vetorial que está paralelo ao eixo longitudinal do seguimento ósseo?

O vetor ou componente vetorial que está paralelo ao seguimento ósseo, similarmente o que ocorreu com o Bíceps Braquial, e Braquial, ele impulsionará o Rádio e consequentemente todo o antebraço de encontro ao Úmero, formando mais uma vez uma força coaptadora, ou seja, uma força estabilizadora da articulação do cotovelo, no ângulo que está sendo analisado no vídeo de hoje, lembrando que em outros ângulo isso poderá mudar.

Podemos então entender que o Bíceps Braquial, Braquial, e Braquiorradial, que formam os flexores do cotovelo, apresentam força dinâmica de  coaptação e estabilização a articulação do cotovelo, nos ângulos de análise que forma aproximadamente 180°.

No próximo programa da série Cinesiologia vetorial será apresentado, que o componente vetorial que até então nos três grupos musculares flexores do cotovelo foi coaptador e estabilizador dinâmico, ele poderá deixar de ser estabilizador dependendo do ângulo de flexão do cotovelo.

Qual a função do componente vetorial perpendicular, do vetor resultante de tração do Braquiorradial?

Em termos de magnitude você perceberá que o vetor perpendicular é bem menor que o vetor paralelo ou de coaptação, porém esse vetor perpendicular é o qual produz efetivamente a flexão do cotovelo, ou seja, a força fisiológica de produção e tensão muscular dos sarcômeros que compõem as miofibrilas, que formam as fibras musculares do Braquiorradial, ao se contraírem a maior parte da força é utilizada para estabilizar a articulação do cotovelo, e uma parcela menor da força de contração do Braquiorradial é utilizada para mecanicamente e efetivamente produzir a flexão do cotovelo.

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Por que o Braquiorradial não é o principal flexor do cotovelo?

Um dos motivos é que, o componente vetorial de tração efetiva para flexão do cotovelo é de magnitude pequena, ou seja, se comparamos ao componente vetorial que está perpendicular ao eixo longitudinal do Bíceps Braquial e Braquial, que foi apresentado em outros vídeo, notaremos que esse componente vetorial perpendicular ao seguimento no Bíceps Braquial e Braquial é muito maior que do Braquiorradial.

Então Braquiorradial não é principal flexor do cotovelo, porque o seu componente vetorial que efetivamente produz a flexão do cotovelo apresenta uma magnitude pequena, em comparação ao outros flexores do cotovelo.

Se você está com dúvida assista os dois últimos vídeos sobre o Bíceps Braquial, e Braquial.

Então seguidor não perca vídeo aula de hoje, e conheça a análise vetorial do músculo Braquiorradial.