Com Ultrassom se pode ter uma visão geral do seguimento avaliado.

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Qual a forma de realizar a análise da espessura muscular utilizando o ultrassom?

De uma forma geral, após o avaliador realizar a tomada da imagem, irá analisar a mesma em um software disponibilizado pela Bodymetrix. Assim, para analisar a espessura muscular será realizado a medida do final da primeira fáscia até o início da segunda fáscia que pode ser identificada na imagem. Diante disso, a distância em milímetros entre esses dois pontos citados representará a espessura muscular do seguimento corporal medido.

Desta forma muitas vezes, para registrar o tamanho da espessura muscular o avaliador leva em consideração o valor que está no centro do seguimento corporal a ser analisado. No entanto, ao realizar essa medida, o avaliador notará que os valores do início ao fim ou da parte proximal até a distal de um seguimento corporal não será ou mesmo. Ou seja, os valores em milímetros da espessura muscular irão ser diferentes ao longo do seguimento. Este já é um comportamento esperado, pois como sabe-se o crescimento de um determinado grupo muscular muitas vezes não é homogêneo ao longo do mesmo. Os fatores que parecem determinar esse comportamento são a atividades ao qual esse aluno/cliente realiza, mais principalmente a influência do fator genético.

Diante disso, qual a opinião do Treino em FOCO levar em consideração somente um ponto de medida ou analisar o seguimento como um todo com ultrassom?

A resposta já parece até obvia, sim o Treino em FOCO entende que o avaliador deverá levar em consideração os valores de todas o pontos de espessura muscular, para conseguir realizar uma análise mais pormenorizada do seguimento corporal. Porém, o grande ponto que se deve ter em mente é, como realizar essa análise?

A proposta que o Treino em FOCO traz foi aplicada em um artigo cientifico recente (Manarino et al., 2019) onde os pesquisadores buscaram realizar a comparação dos ganhos de espessura muscular dos flexores do cotovelo ao aplicar um exercício mono vs multiarticular. Analisando a metodologia, os pesquisadores levaram em consideração três valores e calcularam uma média para obter uma visão geral do seguimento. Ou seja, registraram o valor a 25%, 50% e 75% da região proximal (ombro) para a distal (cotovelo). Assim, ao realizar a somatória destes três valores e dividir por três obtiveram um valor médio que representou a espessura muscular dos flexores do cotovelo. Portanto, o Treino em FOCO entende que essa é uma forma de análise que o avaliador poderá utilizar.

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Já outra forma, seria realizar a análise de cada valor gerado da espessura muscular ao longo do seguimento. Isto é, o avaliador levará em consideração desde o valor de espessura muscular mais proximal (ombro) até o mais distal (cotovelo) para verificar o comportamento desta variável do aluno/cliente.

Mas por que é mais interessante realizar uma análise mais detalhada da espessura muscular?

Simplesmente, por proporcionar ao avaliador conseguir observar qual a resposta de cada aluno/cliente em um determinado seguimento corporal. Pois, como já citado acima no texto, certamente um aluno/cliente mesmo executando os mesmos exercícios que outro, terá uma resposta de espessura muscular diferente. Ou seja, um aluno/cliente poderá obter uma crescimento de espessura muscular mais na região proximal, outro na região distal e outro ainda na região medial. No entanto, é necessário ter em mente que o fator mais forte que irá definir esse comportamento é a influência genética e não talvez o exercício a ser executado.

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Alunos, analisem a vídeo aula!!!