Realizar a mesma sessão da musa inspiradora não é uma estratégia adequada, pois não respeita-se a individualidade biológica.

Por que algumas alunas/clientes buscam realizar o mesmo treino da sua musa inspiradora?

É comum visualizar nas academias de ginastica, principalmente, alunas/clientes que elegem uma musa inspiradora e assim buscam seguir os mesmos passos para chegar a um corpo semelhante. Diante desse objetivo, elas alunas/clientes na maioria das vezes em um primeiro momento buscam copiar todos os exercícios, ou seja, a rotina de treinamento da sua musa inspiradora.

Entretanto, passado o tempo, essas alunas/clientes buscam se aproximar ainda mais da musa. Assim, é comum que em um determinado momento façam a proposta de treinar com sua musa inspiradora. Ou seja, essas alunas/clientes começam a realizar a sessão junto com a musa. No entanto, não contente com o revezamento dos exercícios, elas (alunas/clientes) querem também executar o exercício com a mesma quilagem (peso) que a sua musa inspiradora executa. É neste momento que os problemas começam a ficar mais intensos.

Na maioria das vezes a aluna/cliente que é a musa inspiradora da outra aluna/cliente tem uma maior experiência no treinamento resistido com pesos. Isto é, a musa inspiradora já tem vários anos de pratica e a aluna/cliente muita vezes somente tem meses de treinamento. Diante desse maior tempo de experiência é normal que a musa inspiradora tenha maior coordenação motora, maiores níveis de força muscular e capacidade para sustentar uma carga de treino maior. Por outro, lado as alunas/clientes que tem menor tempo de experiência não apresentam ainda níveis adequados de força e também coordenação motora. Dessa forma, ao executar os exercícios de maiores complexidades e com maiores quilagens que a musa inspiradora já executa, aumenta-se a chance dessas alunas/clientes sofrem algum tipo de lesão.

Ainda, outro ponto a ser salientado é que a musa inspiradora já possui um maior capacidade fisiológica para sustentar carga de esforço maior e com isso também um melhor recuperação entre as sessões de treino. Portanto, é muito comum que quando as alunas/clientes venham a realizar o treino da musa inspiradora passem vários dias, muitas vezes entre quatro a cinco, senão uma semana com dor muscular tardia. Isso dá-se entender que a carga de esforço aplicado foi muito intensa para condição física das alunas/clientes.

Qual a conduta que o profissional de Educação Física deverá ter diante de alunas/clientes que querem realizar o mesmo treino da sua musa inspiradora?

O Treino em Foco entende que em um primeiro momento o profissional de Educação Física deverá dirigir-se as alunas/clientes que estão realizando essa pratica e venha frisar alguns pontos. Ou seja, deverá explicar as alunas/clientes que a musa inspiradora já apresenta um grau de treinabilidade maior do que as da mesma. Além disso, deverá deixar bem claro que as quilagens de treino e os exercícios selecionados vão de encontro com a atual condição física da musa inspiradora, e que muitas vezes não é a mesma das alunas/clientes que querem realizar a mesma sessão de treino.

Fornecido essas primeiras informações, passa a ser interessante que o profissional de Educação Física venham a deixar claro que ao tentar realizar a sessão treino com a mesma carga de esforço a chance dessas alunas/clientes que querem realizar o treino da musa inspiradora aumenta sofrerem alguma lesão, atém mesmo de grau sério aumenta. Por fim, passa a ser interessante que o profissional deixa claro que cada aluna/cliente deverá ter seu próprio treinamento, pois assim estar-se respeitando a individualidade biológica. Sendo que esse é um princípio fundamental do treinamento para que seja aplicado uma sessão de exercícios mais assertiva.

Seguidores, não percam a vídeo aula de hoje e analisem a opinião do Treino em Foco sobre a realização de treinos de uma musa inspiradora.