Como já comentado em textos anteriores o processo de hiperplasia celular é bem documentando em células adiposas (adipócitos). O processo de divisão celular onde um único adipócito origina duas células. Isto é muito comum quando há um aumento significativo da gordura corporal.      Inicialmente a célula de gordura hipertrofia com o acúmulo de ácidos graxos. Isto ocorrerá até um determinado limite e, a partir deste ponto do processo, não haverá mais hipertrofia mas sim a hiperplasia do adipócito. Assim, durante o ganho de peso de gordura corporal inicialmente há uma hipertrofia para posteriormente a hiperplasia das células de gordura.

     Portanto, indivíduos que apresentam um ganho significativo de peso gordo apresentarão também uma maior quantidade de células gordurosas.

     O mesmo processo não está totalmente esclarecido na fibra muscular. Alguns estudos apresentam grau de sustentação teórica a esta hipótese quando ao avaliar a quantidade de fibras musculares em fisiculturistas encontraram uma quantidade maior do que em pessoas não atletas. Também alguns estudos identificaram o processo hiperplásico em animais.

     Todavia, outra corrente de pesquisadores questiona esse processo ao indagar que: “Se realmente ocorre hiperplasia no tecido muscular humano como estes seriam inervados?”. Este questionamento parte do conhecimento de que células nervosas (neurônios) não se reproduzem e, portanto, não seriam capazes de inervarem novas fibras musculares. O fato é de que hiperplasia em fibra muscular humana ainda carece de mais estudos até que estes sejam conclusivos.

Texto produzido pelo Prof. Dr. João Moura
CREF 07870-G/SC
Professor de graduação da Furb e Univali e Pós-Graduação do IPGEX e CCA