Em qual tamanho do Bíceps Braquial você acredita?

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     Tenho aproveitado um pouco o meu tempo para analisar as informações que rolam na internet sobre exercício físico… sinceramente, são de desapontar, para não falar algo mais forte. Informações vazias do mais puro “achismo”. Conteúdo fraco mas que se propaga gerando um batalhão de pessoas acreditando em “crendices do treinamento” sem conhecer o real aspecto do treinamento físico e suas metodologias.

         Vídeos do youtube com 50.000 visualizações, ou bem mais que isso, simplesmente com imagem de execução dos exercícios (por muitas vezes erroneamente realizados) sem nenhum aspecto informativo ou didático-pedagógico. Páginas do facebook com pessoas e mais pessoas falando sobre suplementação e dieta desconhecendo totalmente os preceitos fisiológicos e bioquímicos que orientam tanto dietas quanto o uso de suplementos. Todos de “caras bonitas” é verdade, mas… com pouco conteúdo específico a divulgar. O mais grave é que muitas pessoas compartilham e seguem dietas, uso de suplementos, treinamentos como formas de receitas absolutas desconhecendo totalmente o princípio da individualidade biológica.

       A lógica é: “se o cara é grande e ele toma isso eu também vou tomar e vou ficar gigante”. “se o cara faz esse exercício e é um mutante… eu também vou fazer pois quero ficar mamute”. Desprezam completamente a avaliação pré-programa de exercícios físicos e copiam exercícios de agachamento com toneladas de pesos nas costas sem saber se são portadores de um desvio postural grave, se apresentam hérnia de disco, se têm espondilolistese ou qualquer outra patologia grave de coluna vertebral que, certamente, limitaria a execução de muitos exercícios, não por estes serem errados ou ruins, mas sim por serem inadequados a uma pessoa com severas limitações, por exemplo, de coluna vertebral.

Fiquei refletindo… no que isso vai dar?

     Quem é o culpado disso? A internet? Ou melhor vou reformular meu questionamento: existe um culpado por informações equivocadas sobre exercício físico serem constantemente divulgadas na rede mundial de computadores?

         Evidentemente, que não existem culpados ou “bodes expiatórios”. A internet é uma expressão do conceito de liberdade… cada um tem livre arbítrio de ler o que deseja ler e acreditar no que deseja acreditar, por isso existem as religiões (católicos, espiritas, evangélicos, luteranos, etc.). Porém, junto a essa efervescência de informações de “achometrô” e de “faça porque eu fiz e dá certo” poucos são os profissionais que buscam realizar um trabalho de informação séria e qualifica referente a questões do exercício físico, treinamento e nutrição. Mas estes ainda por vezes são taxados como sem credibilidade pois “meu… olha o tamanho do braço dele… é um frango… vai ensinar o que?”

        Fico pensando sobre o nosso corpo intelectual da Educação Física. Onde estão os nossos doutores? Onde está o poder de persuasão dos profissionais com estudo direcionado ao tema? Os dois anos de mestrado mais os quatro anos de doutorado não valem nada quando… o perímetro do braço é o que importa.

       O que nós profissionais de Educação Física e Nutrição podemos fazer? Onde estão meus colegas doutores? Sim, é muito mais cômodo sentar em um laboratório e ser doutrinado pela cartilha da Capes ou da CNPq produzir 20 ou 30 artigos por ano e ter uma produção exemplar. Porém digo e afirmo, as informações científicas não estão chegando a quem deveriam chegar… a sociedade. Ciência, no meu entendimento, de nada vale se ela não é feita para transformar, para causar evolução, ou seja, para chegar à sociedade e ter um poder transformador. Para mim, um currículo com enorme produção demonstra um conhecimento individual mas não um comprometimento social.

          Quantos de nós doutores da Educação Física estudamos em universidades públicas e, portanto, fomos sustentados por dinheiro do povo. Se o investimento (dinheiro) é do povo este deve ter o retorno do mesmo. Pelo que vi e vejo na internet, não estamos dando este retorno de forma eficiente… tamanhos de bíceps e abdomens “trincados” estão valendo muito mais que informações sérias e científicas. Mas posso esperar o que, se vamos ensinar as pessoas a realizarem um exercício abdominal e nós (educadores físicos) estamos “barrigudos”, vamos inspirar e orientar as pessoas a caminharem ou a correrem controlando o esforço pela frequência cardíaca mas nós mesmos não caminhamos e nem corremos pois não temos tempo para isso, ou seja, estamos no grupo de sedentários. Gordura corporal eleva gera colesterol, pode produzir diabetes, aumenta o estresse articular mas nós profissionais estamos com percentual de gordura de 27% (homens). Será que só palavras irão convencer a sociedade de nossa seriedade?

         “informações na internet? Eu produzi 100 artigos científicos sobre exercícios abdominais e estão disponíveis a todos na internet… é só entrar baixar o arquivo e ler”. Essa respostas poderia vir de um doutor em Educação Física, pois todos produzem e com alta qualidade científica. Não questiono a produção científica, certamente ela deve ocorrer e deve sim ser fomentada, mas vamos analisar. Amostra, critérios de exclusão, coeficiente de correlação, teste t de Student, ANOVA one way, quadrado latino, variáveis, etc. Quem vai traduzir estas informações a sociedade? Ou vamos esperar que as pessoas do senso comum leiam artigos científicos?

       A responsabilidade é do educador físico que esta no “front”, aquele que está na sala de musculação ou que atua como personal training. É responsabilidade desses profissionais de “traduzirem” as informações para os praticantes e “consumidores” de exercícios físicos. Será esse o caminho?

       Será que nossos alunos universitários (futuros profissionais) serão os responsabilizados? Ou os profissionais já atuantes no mercado de trabalho? Será que nossos acadêmicos estão comprometidos com as questões que coloquei anteriormente ao longo deste texto? Como pensar em comprometimento se a avaliação na maioria das universidades tem média 6,0? Como pensar em comprometimento quando alunos reprovados buscam “trabalhinhos” para melhorar a nota e passar na disciplina, independentemente de sentirem-se preparados ou não?

         A “culpa” agora é dos acadêmicos? Mas o que dizer de nós professores? Com que qualidade ministramos as aulas? Aliás, nós ministramos aulas elaboradas didaticamente com versatilidade de estratégias pedagógicas ou apenas palestramos em aula?

           Não sei se serei bem entendido neste texto, fato é que informações equivocadas e perigosas estão se perpetuando pelas redes sociais e sinto que muitas coisas podem piorar. Apontar culpados não é o caso… de pouco ajudará, o que devemos fazer é cada um de nós envolvidos com o exercício físico (acadêmicos e profissionais) trabalharmos muito e trabalharmos bem em prol de darmos a nossa contribuição para a sociedade.

           Polemizei?

 

Texto produzido pelo Prof. Dr. João Moura (CREF 07870-G/SC)

 

32 comments on “Em qual tamanho do Bíceps Braquial você acredita?

  1. Muitissimo bem observados os pontos abordados em seu texto… Eu treino a alguns anos e fico abismado também com o despreparo de alguns “profissionais” que deveriam no minimo ter a obrigação de ensinar corretamente dentro das academias… Se hoje eu treino de uma maneira correta ou o mais proximo possivel disso…é graças a videos e aulas sérias como as do teu canal e outros que acompanho…
    Parabéns !

    • Muito obrigado Hércules, nosso principal objetivo, é ajudar nossos seguidores da melhor forma possível, continue acompanhando nossos vídeos educacionais.
      Grande abraço

  2. Gostaria de parabenizar o professor João Moura e toda a equipe. Seria muito bom se tivéssemos mais profissionais deste nível em escolas e academias do país, profissionais que não apenas pensem em se marombar, mas que procurem passar orientacões e treinos de forma didática e clara. Achei excelente a colocacão sobre o melhor treino para cada indivíduo, pois sabemos que cada ser humano tem sua constituicão física própria, não podemos apenas classificá-los em franguinhos ou marombados. Parabenizo também pela preocupacão em evitar traumas ou acentuá-los na execucão dos diversos exercícios, conforme podemos constatar nos diversos vídeos. Assim, está se levando a sério a saúde da populacão, porque profissionais que só fazem o curso de ed. física porque gostam de esporte e não gostam de estudar não acrescentam muito. Espero que os conteúdos deste canal sejam vistos cada dia por mais pessoas. Sucesso!

    • Obrigado por suas colocações Jonathan!

  3. Como sempre, excelente texto, parabens a toda equipe, TREINO EM FOCO.
    Vi alguns comentarios, que concordei, e outros que descordei, mais um comentario em si, me chamou atencao, que foi o do RONY.
    Claro que respeitando a opiniao dele e de todos aqui, eu nao concordo com ele, pois qualificacao de um profissional da educacao fisica, nao se limita a pessoa magra ou gorda, pois conheco profissionais da area, que sao magros e alguns acima do peso (gordinhos), e que sao grandes profissionais. E claro que, um aluno ao chegar na academia, ao ver um professor com um shape bacana, ira se espelhar em tal, e provavelmente querer orientacoes, porem muitas vezes nao quer dizer que ele tenha qualificacao suficiente na area nao so de musculacao mais como, Nutricional, patologica, fisiologica e etc.
    Sim, eu sou academico, na area da educacao fisica, ultimo ano, ja fiz curso na FEPAM, ha algum tempo, por isso dei minha opiniao, questinando a do RONY, (com todo respeito).
    Um exemplo que dou, e o EXCELENTE PROF JOAO MOURA E JEFFERSON, que tem o biotipo magro, e poderiam facilmente atende=lo.

  4. Gradei bastante do texto.
    Vários profissionais e acadêmicos no universo da Educação Física entram na ideia que é uma área fácil, não requer muito esforço, alguns possuem uma mínima noção de músculos trabalhos em determinado exercício, da quantidade de série com repetições adequadas visando o trabalho a ser executado.

    • Muitos possuem essa visão João Victor.

  5. Pela minha experiência de vida o aluno que não estuda sempre culpa o professor. E é INCONTESTÁVEL o fato de que média 6,0 não forma bons profissionais.

  6. Parabéns Professor João! Seu ponto de vista foi muito bem apontado, pois vemos diversos profissionais e futuros profissionais que em vez de estudar e aprender, acabam por apenas decorarem para a prova e no dia seguinte já esqueceram de tudo. Creio que é do papel do professor orientar aos alunos sobre os problemas que a utilização empírica da internet pode acarretar a pessoas desinformadas.

    Parabéns pelo site!

  7. Os próprios professores hoje, exigem muita teoria, exigem muito estudo teórico e realmente falta a pratica, se baseiam em estudos mal elaborados com um grupo de controle pequeno a ponto de ser ridiculo, se julgam os donos da verdade e baseiam seus conhecimentos em livros, quando do outro lado existem “Profissionais e Atletas” que dedicaram 30,40 anos de suas vidas 100% Na pratica. Como os caras do fisiculturismo.
    Mesmo como aluno, acredito muito mais na VERDADE de um cara que aprendeu na PRATICA, do que de um barrigudo com Doutorado que se acha o dono da verdade.

    Vejo testes de BCAA por exemplo, onde pegam como grupo de controle pessoas de 120kgs de massa muscular, ou utilização de Creatina, quem garante que realmente são 5gramas por dia o maximo a ser absorvido? Levaram em conta o quanto o cidadão ja adquiriu com a alimentação normal, ou o peso dele?? CLARO QUE NAO !

    Chego em sala de aula e a primeira coisa que o professor diz é: Vocês vão estudar aos sabados, caso contrário certamente vão pegar DP.
    OK, estudar teoria, todos vão ficar gordos, flacidos e fracos, não terão tempo de por na pratica se realmente a teoria aprendida se faz verdadeira ou não. Vejo muito mimimi, muita teoria, mas se hoje eu for treinar um FLY e pedir ajuda de alguem pra me dar um halter de 42kg, 90% da SALA NAO TIRA O HALTER NEM DO CHÃO !!

    A CULPA DE NÃO SE LEVAR A SÉRIO OS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FISICA, É HOJE DOS PROFESSORES QUE ESTÃO FORMANDO MAL SEUS ALUNOS.

    • Muito obrigado por tua participação e opinião qualificada Rodrigo eu, particularmente, defendo, defendi e acredito que sempre defenderei a associação de teoria com prática, no meu entendimento uma sem a outra torna o conhecimento limitado. Por isso, peço sempre aos meus alunos que pratiquem a modalidade e façam treinamentos para poder, além de dominar o conhecimento teórico, também conhecer aquele processo de treino na prática.
      Quando falamos por exemplo de lactato, entendo que além de conhecer que essa substância é subproduto metabólico da degradação anaeróbia da glicose quando usada como fonte de energia para o exercício, por exemplo, também tenha sentido no corpo a dor de ardência e a perda de performance que essa substância produz, ou seja, união de teoria com prática. E para não ficar só no discurso teórico, eu faço isso praticamente todo o dia.

      Obrigado pela participação.

      • Eu concordo que a teoria tem que estar junto da prática, principalmente por existirem diversos biotipos, mas vou ser sincero, eu malho a mais de 10 anos, se eu chegar numa academia e ver um instrutor magro demais ou gordo demais, não darei credibilidade ao oque ele fala.

        • Roney. Esse tipo de questão gera muitas discussões. Principalmente dentro do Curso de Educação Física. Eu (Ricardo) que agora faço parte do Treino em FOCO também não sou nenhum “marombado”. Sou magro tanto com o Profº João e o Profº Jefferson. Meu ponto de vista é que devemos respeitar a decisão das pessoas, citando nós mesmo como exemplo. O Profº João já explicou os motivos de porque ele não é “marombeiro”. O Profº Jefferson possui características morfológicas que não favorecem um grande “crescimento” por assim dizer. Eu também me enquadro no mesmo perfil que o Profº Jefferson.

          Eu (pelo menos, minha opnião) é que o profissional que atua na área do treinamento físico, no treinamento resistido (musculção), bem como em outros setores de atuação nesse segmento devem ao menos manter uma boa estética corporal e saúde. Esse profissional não precisa ser nenhum “gigante” mas deve ao menos manter uma boa condição física.

          As pessoas precisam deixar o preconceito de lado, o preconceito de quem só é grande “entende do assunto”.

  8. Concordo plenamente com seu texto prof. João. Sou formado em fisioterapia e recentemente terminei meu mestrado vinculado a um departamento de educação física, e inúmeras vezes meus colegas e eu conversamos sobre a disponibilidade e visibilidade do conhecimento produzido na universidade para a sociedade. Seja pelas exigências feitas pela CAPES e outros órgãos de fomento, a verdade é que muito pouco do que se produz realmente chega aos maiores interessados. Concordo que não é hora de apontar culpados, pois isso é fruto de todo um sistema mal elaborado de avaliação e exigências de docentes e pesquisadores. Mas levantar a bola e trazer para a discussão é totalmente válido, pois da mesma forma que informações errôneas são perpetuadas na rede, a mesma tem o poder de disseminar informações verdadeiras e despertar a curiosidade e senso crítico! Parabéns pelo texto.

    • Obrigado Antônio, precisamos urgentemente trazer informações científicas traduzidas para a população em geral. Estamos todos juntos nessa empreitada. Grande abraço.

  9. Infelizmente, a questão da saúde, que na minha opinião é a primeira grande prioridade do exercício físico, foi ultrapassada pela “necessidade” da estética e do sexo fácil. Sou recém formado no curso de bacharelado de educação física, trabalho há dois anos no ramo das academias, e infelizmente não é difícil encontrar “profissionais” na nossa área que se apegam as fórmulas mágicas que são oferecidas pela mídia. Estes repassam para os alunos de maneira equivocada. Me assusta ao ver que pessoas muitas vezes apenas simpáticas e populares, com padrões estéticos conseguem persuadir com ou sem nenhum argumento os alunos. Na minha opinião, sim, os profissionais são culpados, o curso de educação física ainda é visto como “os caras que só vão jogar bola na faculdade”. Já presenciei por exemplo professores dizendo a seus alunos “tem dinheiro para comprar suplementos, porque só vai crescer com o suplemento!” ou então “Faça até sentir muita dor, porque isso é o que faz funcionar!” Sinceramente isso me assusta. Tentar convencer os alunos que cada um possui um limite fisiológico e que isso precisa ser respeitado fica complicado. Pois enquanto vai existir dois ou três, que pelo menos leram alguma coisa a respeito, vão existir quarenta ou cinquenta que vão pelo lado mais fácil, sem muitas explicações (leia-se estudos). Sim, os profissionais são culpados, pois se a população leiga tem um percepção errada do exercício, alguém a orientou assim, e esse alguém é quem esta na sala de musculação ou em outro ambiente qualquer.

  10. João Moura, parabéns! Estou adorando o site!

    Sei que não é isso, mas sempre me perguntei: o CREF avalia os professores licenciados pelo conselho periódicamente ou basta pagar? Nunca se preocuparam com a qualidade dos serviços prestados por seus “profissionais”, por quê então esses “profissionais” se preocupariam em prestar serviços adequados, alertar seus clientes e a população em geral dos riscos da internet e outros? Por esses e outros motivos vemos nossa classe trabalhadora sendo motivo de piadas de comediantes.
    Creio que dessa forma nunca seremos levados a sério. Desculpem falar, mas, para mim, o CREF foi criado apenas para leigos, principalmente técnicos de futebol(ex atletas) continuarem atuando em seus bem remunerados empregos.

    • ok Fábio, todos os nossos colegas, concordando ou não com a tua opinião, deve refletir sobre o assunto e analisar teus argumentos. Precisamos urgentemente é melhorar e qualificar nossa área.

      abraço e obrigado pela manifestação.

  11. Excelente texto. Falou o que muito queria falar. Precisamos de pessoas competentes e que não pensam em si próprio e os mesmo não têm medo de conhecimento. O que vejo são profissionais com o velho “achismo” ultrapassado e nada de se atualizar. O conhecimento é constante e diário.

  12. Estou no ultimo semestre da graduação em Educação Física Bacharelado e ainda tenho um longo caminho a percorrer em busca de conhecimento. Desde que descobri esse site, os textos publicados tem sido uma fonte inesgotável de sabedoria para mim. Acredito que o melhor caminho é a busca incessante do saber, seja do ponto de vista teórico ou do ponto de vista pratico, afinal a nossa área precisa de atualização constante e não existe “receita de Bolo” que funcione para todas as situações.
    Abraços.

  13. Parabéns pelo trabalho. Acompanho as postagens e todas preparadas com muita qualidade.
    Excelente as colocações no texto. Penso, que se todos fossem críticos assim, a profissão teria um olhar mais sério e respeitoso. Os profissionais não saem preparados e muitas vezes não se atualizam. A saúde não é uma ciência exata, por isso é que devemos buscar atualização e relevar muita coisa.
    Grande abraço!

  14. PARABÉNS, TEXTO EXTRAORDINÁRIO E QUE NOS QUESTIONA DE FATO. QUE ESTAS QUESTÕES FIQUEM MARTELANDO TODO DIA EM NOSSAS CABEÇAS, PARA SEMPRE NOS MANTER VIGILANTES.
    FTE ABRAÇO

    • Obrigado “Tico”, acredito que devemos estar sempre repensando nosso trabalho e buscando formas cada vez mais eficientes de promovermos saúde, qualidade de vida e estética (por que não?) aos nossos clientes.
      Obrigado pela participação e grande abraço.

  15. Concordo com o professor João na maioria das suas colocações. Sou um defensor do pragmatismo onde as idéias somente são instrumentos de ação se produzirem efeitos práticos. O doutor ou PHD que nunca frequentou com assiduidade uma academia acaba ficando desprestigiado em decorrência disso.

    • Também concordo com o professor Rodrigo, porém, nem sempre o problema vem do professor, que com conhecimento teórico e prático, acaba oprimido na sua área de trabalho por diversas questões como, demanda excessiva de clientes, falsas promessas e orientações lançadas pelas próprias academias de baixo nível, que desejam apenas o lucro imediato (lançar os alunos em várias aulas de ginásticas fazendo-os acreditar que alcançará o resultado de forma rápida), ofertas de suplementos com promessas de resultados milagrosas opondo-se a diversas questões, como a individualidade biológica. Acredito que existe uma série de fatores intervenientes que prejudicam o trabalho do profissional de educação física. Mas também acredito que há muitas pessoas que apenas levam nossa profissão a falência, pessoas que não são capazes de atuar dentro de uma ginásio de musculação, também acredito que somente a prática e a teoria levam a perfeição.

      • tiago, falaste algo importante… a associação entre teoria e prática. Só a fusão entre os dois conhecimentos é que permitem excelência no trabalho. Assim, nem muito doutor e nem muito marombeiro. Ou muito doutor e muito marombeiro mas com união de conhecimentos.
        Abraço e obrigado por participar.

  16. Concordo com o professor João na maioria das suas colocações. Sou um defensor do pragmatismo onde as idéias somente são instrumentos de ação se produzirem efeitos práticos. O doutor ou PHD que nunca frequentou com assiduidade uma academia acaba ficando desprestigiado em decorrência disso.

  17. Professor, creio que seria muito útil se fosse dito então quais são estes erros e como corrigí-los. Apenas dizer que há muita bobagem sendo espalhada pela internet como vírus não vai ajudar muito.

    É só uma sugestão.

    Grato.

    • Olá Max, a intenção não é dizer quem está certo e quem está errado. A intenção é levantar este debate para que as partes (Profissionais, Acadêmicos e Praticantes) possam refletir sobre o que está acontecendo e levantar suas próprias conclusões ou ajudar no diálogo deste tema. O problema maior é que culturalmente a população é levada a acreditar muito mais na imagem do que no conteúdo. Acredita-se muito no que alguém grande e forte diz, pois o pensamento é que pra ele ficar daquele tamanho ele sabe tudo que fez, e sabe de tudo que está falando. Mas muitas vezes, faltam conhecimentos de base pra poder orientar a prática de outra pessoa. A maioria passa o que deu certo PRA ELA, sem levar em consideração a individualidade biológica, e como não é obrigação da população saber que isto tem que ser levado em conta, abre-se a possibilidade do erro estar ocorrendo nos profissionais de Educação Física que estão no mercado e não tem embasamento para se firmar como profissional e continua no famoso 3 de 15 pro idoso que quer diminuir os riscos de lesão, pra mulher que quer perder gordura e pro adolescente que quer hipertrofiar.

      A ideia é levantar a discussão, até mesmo porque o que na minha concepção é o erro, pode não ser pra você ou pra outra pessoa. O que não se pode é deixar considerar este possível problema.

      Forte Abraço

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