Texto desenvolvido pela

DOUTORA CLAUDIA LUNARDI

 

B O L A

Sempre gostei de praticar esportes!

Sempre me diverti ao praticar esportes com bola!

Mas nunca entendi o motivo pelo qual as pessoas dispensam tanto amor e dedicação a um objeto redondo.

O efeito da bola sobre as pessoas é algo incrível. Entre homens chega a ser engraçado (aproveitando o momento pós Copa das Confederações): 22 homens correndo atrás de uma bola (se pararmos para pensar é engraçado). Entre as mulheres talvez o fascínio seja um pouco menor, mas quando ocorre é em proporções similares à paixão dos homens.

O mesmo fervor se mantém ao compararmos entre idades. Os idosos talvez não consigam aproveitar os benefícios da brincadeira com a bola como os jovens, mas mesmo assim, não abrem mão de admira-la pela televisão, gramados da vizinhança ou nos pés e mãos dos netos. Os adultos e jovens são os maiores beneficiários do prazer que a bola oferece: correm, saltam, cabeceiam, rebatem, agarram, enfim, amam a bola.

É maravilhoso observar um bebe sorrir ao ver o tal objeto redondo rolar, rolar, rolar, rolar, puft, bater na parede e rolar, rolar, rolar, rolar. Não sei qual o mecanismo fisiológico em um bebe de cerca de 6 meses, só sei que ela causa grande euforia e entusiasmo nesta criaturinha tão pequena. A vossa majestade BOLA acalma qualquer choro, birra ou dor.

A historia da bola

A origem da bola se confunde com a historia de uma das modalidades esportivas mais antigas de que se tem notícia: kemari. A modalidade foi criada na China e se popularizou no Japão, no século X a.C. O jogo era usado como treinamento militar pelos chineses: os participantes se dispunham em um círculo e chutavam uma bolinha, com proporções de um punho fechado, até acertarem um alvo no centro da circunferência. Esta é a hipótese mais aceita, já que ninguém sabe ao certo como surgiram as primeiras bolas. Há relatos de desenhos que retratam homens segurando objetos esféricos feitos com pedras realizados em cavernas há mais de 30.000 anos. Desta forma, acredita-se também que as primeiras bolas tenham sido ferramentas de caça do homem pré-histórico.

Outra curiosidade em relação a bola é que ela representa uma peça importante em eleições na Gâmbia. As bolas de gude são usadas nas eleições, no lugar das cédulas de votação. Cada eleitor deposita uma bolinha no tambor (urnas) com a foto de seu candidato e as cores do partido. Os fiscais têm enormes tabuleiros com espaço para centenas de bolinhas. O sistema foi criado em 1965, dado o grande índice de analfabetismo no país.

Vossa majestade: BOLA

Como disse anteriormente: nunca entendi o motivo pelo qual as pessoas dispensam tanto amor e dedicação a um objeto redondo. Nunca entendi, mas aprendi a respeita-la! Sabe quando?

Quando vi pela primeira vez um menino de 6 anos com dificuldade de controle muscular em pernas, braços e cabeça (ele possuía, basicamente, controle do movimento dos olhos e boca) sorrir, ou melhor, gargalhar ao ver uma bola “percorrer” o ar após ser jogada por outra criança. Eu parei! Pasmei! Queixo caiu! Tentei entender! Mas acho que não há o que entender, apenas posso respeitar esse objeto redondo colorido! Uma criança que nunca manipulou uma bola, nunca a jogou ou a fez quicar, possivelmente, apenas sentiu sua textura e ouviu o som que ela produz ao tocar o chão ou parede. Uma criança que só dorme se sua bola estiver ao seu lado na cama.

Bola de papel, bola de pedra, bola de espuma, bola de pano, bola de sabão, bola de vidro, bola de plástico, bola de couro. Não interessa. BOLA: você é o (a) cara!!!

 

Fonte:

http://super.abril.com.br/esporte/historia-esportes-olha-bola-440937.shtml