Como estamos ajustando nossas postagens de vídeos para retomarmos nesta próxima segunda-feira dia 20 de maio, repassarei hoje um e-mail de um dos nosso seguidores qualificados do TreinoemFOCO (Maurício Regazzo) o qual esterna o seu descontentamento com o trabalho do profissionais de Educação Física realizada em academias de ginástica, o que ele chama de “marketing pobre”.
Confiram o texto e cada um que faça suas reflexões.

A “estratégia pobre de marketing” que falei é uma coisa simples, e é a regra, e é o seguinte:

 

Como meio de otimizar seus lucros pessoais, o “professor” na academia desempenha um “trabaho” medíocre, sob 2 premissas:

 

1 – “Se me pagam uma mixaria, pq vou fazer um trabalho bom?” 

 

2 – “Se eu fizer um trabalho qualificado, então não vou ter nada a oferecer como personal.”

 

O 1o item é questão de ética. A pessoa está no lugar pq quer, ng a obriga, e sobretudo é paga para fazer um trabalho.

Mas é um trabalho que nunca é feito, justamente pela 2a premissa.

Na cabeça desse “professor”, o coitado do aluno é obrigado a pagar 2x pelo mesmo serviço que deveria ser obrigatoriamente prestado por ele na academia, já que ele recebe salário para isso, e esse “professor”, em sua “esperteza”, receberia, consequentemente, dois salários em esquema de “caixa 2”.

O curioso é que o indivíduo quer que o aluno contrate personal, sem, no entanto, mostrar o seu serviço. “Se vc quer um serviço qualificado, pague o personal”.

E o que percebi em todas as academias é que o personal contratado pelos alunos vem basicamente da empatia de juventude com o professor, e não pelo caráter técnico, já que este é desconhecido, e aí, nessas, qdo a juventude vai embora, acabou o personal.

Tudo isso é uma visão pobre e imediatista, tanto é que o pessoal é escorraçado do mercado de trabalho mal entra nos 30.

A visão do profissional de visão de marketing de longo prazo é justamente a que vc tem, João.

Primeiro demonstra seu trabalho, para depois colher os frutos dele.

O “professor” padrão de academia fica “só observando” e “caçando personal”, enquanto o verdadeiro profissional desempenha seu trabalho com qualificação, usando seu conhecimento como cartão de visita, e, acima de tudo, acompanhando o aluno na realização de seu objetivo, mesmo que sejam 500 alunos.

O profissional master, por sua vez, não somente acompanhará o aluno na realização do objetivo, mas proporá o personal principalmente como meio de otimização dos resultados esperados pelo aluno, orientando sobre as práticas que podem ser feitas e os resultados que podem ser obtidos, o que evidenciará a existência de um trabalho efetivamente personalizado, em vez de ter um trabalho genérico, puro e simples, que é o que deveria ser prestado pelo mesmíssimo indivíduo na academia.

No mais, a estratégia de “marketing pobre” é um círculo vicioso igualmente pobre, pois consome a ética do próprio indivíduo, a boa-fé dos alunos, e, além do mais, atrai justamente ao seu redor pessoas que na realidade estão totalmente desinteressadas em seu trabalho, que farão uso do personal a curtíssimo prazo justamente por desconhecerem o trabalho diário do personal, e afastará definitivamente quem valoriza o verdadeiro perfil do profissional de educação física, que é logo quem o manterá sob uma visão de longo prazo qdo a idade começar a pesar em sua profissão.

Enfim, o “marketing pobre” é justamente um marketing de auto-suicídio profissional, que todo mundo faz, mas todo mundo afirma veementemente que não faz, mas os fatos estão aí.

O pior de tudo é que é tudo tão absurdamente elementar e óbvio, que precisar dizer isso pra alguém no mundo já mostra como que a coisa está de mal a pior rsrsrsrs

Bom, essa é a visão que tenho da coisa; se achar que vale a pena discutir a respeito, use o que quiser e como quiser, e siga em frente! 🙂

Vlw, João, um abraço pra vc, vlw! Maurício