A obesidade é o acúmulo, em forma de células de gordura, da energia que não é utilizada para atividades diárias. Este acúmulo é resultado de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. A pré-disposição genética faz com que as pessoas herdem de seus genitores a capacidade metabólica e de acúmulo de gordura. O ambiente ou o meio onde vivemos é um fator que tem papel importante no estado nutricional das pessoas, pois atualmente, com a revolução tecnológica e da informação o dia a dia é regado de confortos, prevalecendo a lei do menor esforço. Hábitos comportamentais diários, por exemplo, a compensação psicológica de momentos frustrados ou de tristeza pela ingestão de alimentos hipercalóricos, a forma de preparo de alimentos, má alimentação (insuficiência de nutrientes), o sedentarismo acompanhado do estresse, falta de tempo para o lazer dentre outros desencadeiam o excesso de gordura corporal ocasionando a obesidade e suas moléstias associadas.
O excesso de gordura corporal em níveis superiores aos normais está presente em todas as faixas etárias. Estudos evidenciam que crianças com excesso de gordura (ou seja, com níveis superiores aos considerados normais para aquela faixa etária) tendem a se tornarem obesas quando adultas.
          Quando percebemos que não estamos na melhor forma física ou com níveis elevados de gordura corporal bate o desespero e nesta hora que começa a corrida em busca de métodos ou técnicas para minimizar o problema. Neste momento a primeira informação parece ser a solução. É neste ponto que a mídia interfere nas nossas decisões. A mídia apresenta diversas maneiras “milagrosas” de redução de peso e da gordura corporal (dietas, aparelhos, métodos), isso sem falar dos produtos industriais (drogas emagrecedoras) muitas vezes rejeitados pelos órgãos controladores de saúde.
A maneira eficaz de reduzir o excesso de gordura corporal só é possível pelo equilíbrio energético negativo, ou seja, o consumo (quantidade de energia necessária para manter o organismo vivo e realizar as tarefas do dia-a-dia) deve ser maior que a ingesta (quantidade de energia provinda dos alimentos). Em resumo, a quantidade de energia que é ingerida deve ser inferior a quantidade que gastamos diariamente. Vale lembrar que parar de ingerir alimentos radicalmente apenas aumenta os problemas. Uma solução para se obter um balanço calórico negativo é continuar com a mesma quantidade de ingesta e aumentar o consumo com o aumento do gasto energético diário pelos exercícios físicos.
Salvo alguns casos patológicos, não há milagres no processo para emagrecer. A alternativa segura e comprovada pela ciência é a mescla entre atividade física e alimentação na medida certa, principalmente quando for acompanhada por força de vontade, disciplina e paciência.
Sugiro aqui uma fórmula infalível que determina o sucesso para emagrecer:

Emagrecimento = Trabalho (gasto de energia) + Lazer (descanso e sono) + Boca Fechada

        O trabalho representa a quantidade de energia gasta pelo metabolismo basal mais as atividades diárias mais o gasto energético com os exercícios físicos planejados. O lazer é entendido como o período destinado ao descanso (período fora do horário de trabalho) e a quantidade e qualidade do período de sono. E a “Boca Fechada” reproduz o controle, a reeducação e a qualidade da alimentação ingerida, conseguida pela mudança de hábitos alimentares “viciados” para hábitos alimentares saudáveis.
A eficácia da fórmula é plena quando vier acompanhada por disciplina e consultoria de um profissional.

Colunista em foco:
Jeovani Peripolli
Prof. de Ed. Física CREF 008821-G/RS
jeovanip@yahoo.com.br