Em algumas pessoas o desenvolvimento do desvio postural de retroversão pélvica, poderá desencadear o surgimento de outro desvio postural denominado de hipolordose lombar.

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Um bom equilíbrio muscular dos músculos que atuam sobre a pelve é essencial para manter o equilíbrio pélvico e consequentemente um bom alinhamento da coluna vertebral. Entretanto, vários indivíduos em virtude de alguns fatores como: treinamento e trabalho poderão desenvolver um desequilíbrio de forças dos músculos que atuam sobre a pelve. No caso do desvio postural de retroversão pélvica, provavelmente o desenvolvimento do mesmo pode estar atrelado a um encurtamento excessivo ou hipertonia dos músculos que tendem a gerar a retroversão pélvica (isquiotibiais, glúteo máximo, reto abdominal e oblíquos interno e externo) quando comparado aos músculos que tendem a gerar a anteversão pélvica (flexores do quadril, quadrado lombar, eretores da espinha). Com esse encurtamento excessivo e hipertonia dos retroversores pélvicos, a pelve como um todo será deslocada para cima e para trás, produzindo assim o desvio postural de retroversão pélvica.

Atrelado ao desenvolvimento da retroversão pélvica, o indivíduo poderá desenvolver outro desvio postural chamado de hipolordose lombar. Esse desvio postural (hipolordose lombar) poderá ocorrer em virtude de uma alteração do posicionamento ideal do osso sacro e consequentemente do posicionamento ideal dos corpos vertebrais das vértebras lombares. Produzindo assim uma retificação da curvatura de lordose lombar.

O que é e, quais fatores podem causar o desenvolvimento dos desvios posturais de retroversão pélvica e hipolordose lombar?

O desvio postural de retroversão pélvica é caracterizado por uma rotação da pelve posterior. Ou seja, a pelve “rodará “para cima e para trás. Muitas vezes a retroversão pélvica está associada a um desequilíbrio muscular dos músculos que circundam a pelve e tendem a gerar os movimentos retroversão e anteversão pélvica. Diante disso, caso um indivíduo apresente o desvio postural de retroversão pélvica, potencialmente os músculos que tendem a produzir o movimento de retroversão pélvica estarão apresentando um encurtamento excessivo ou hipertônica, quando comparado aos músculos que produzem o movimento contrário, ou seja, de anteversão pélvica.

Dessa forma, podemos entender que um encurtamento excessivo ou hipertonia dos músculos reto abdominal, oblíquos (interno e externo), glúteo máximo e isquiotibiais, quando comparado aos músculos que produzem a anteversão pélvica (quadrado lombar, grupo dos eretores da espinha, flexores do quadril) poderá levar a um desenvolvimento do desvio postural de retroversão pélvica.

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Normalmente a coluna vertebral das pessoas quando observado no plano sagital (observado lateralmente), podemos notar curvaturas anatômicas e fisiológicas. Ou seja, normalmente as pessoas apresentam uma curvatura de lordose cervical, cifose torácica e lordose lombar. Analisando particularmente a lordose lombar notamos que essa curvatura apresenta uma convexidade posterior e uma concavidade anterior. Essas características que dão forma a essa curvatura que pode ser visualizada na região lombar da coluna vertebral. Entretanto, algumas pessoas apresentam uma redução dessa curvatura de lordose lombar. Com isso, ocorrerá uma retificação, ou seja, redução da convexidade posterior e da concavidade anterior da região lombar da coluna vertebral. Em decorrência dessa retificação desenvolve-se o desvio postural de hipolordose lombar.

Na maioria das vezes, o desenvolvimento do desvio postural de hipolordose lombar ocorrerá em virtude de um desequilíbrio pélvico. Ou seja, muitas vezes o fator responsável pelo surgimento da hipolordose lombar é o desenvolvimento do desvio postural de retroversão pélvica.

Na sequência será descrito qual a relação entre os desvios posturais de retroversão pélvica e hipolordose lombar.

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Qual a relação entre os desvios posturais de retroversão pélvica e hipolordose lombar?

Como citado acima no texto muitas vezes o desenvolvimento do desvio postural de hipolordose lombar está intimamente associada ao surgimento de uma retroversão pélvica. Quando um indivíduo é portador do desvio postural de retroversão pélvica como já citado no texto a pelve será “deslocada” para cima e para trás. Com isso, esse movimento pélvico produzirá uma alteração do posicionamento ideal do osso sacro. Importante lembrar que o osso sacro está conectado a pelve e, tem como uma de suas funções servir como base de sustentação para acomodar o corpo vertebral da quinta vértebra lombar (L5) e consequentemente de todas os corpos vertebrais da coluna vertebral.

Diante disso, com o surgimento do desvio postural de retroversão pélvica a base de sustentação do sacro para L5 sofrerá uma alteração, ou seja, a base sofrerá uma horizontalização fugindo assim do seu posicionamento ideal para acomodar L5. Já o osso sacro como um todo adotará um posicionamento mais verticalizado. Com essa horizontalização da base de sustentação do osso sacro, o corpo vertebral de L5 sofrerá uma alteração. Posicionando-se de forma mais horizontalizado em relação ao seu posicionamento ideal. Dessa forma, o posicionamento dos corpos vertebrais da vértebras adjacentes (L4, L3, L2 e L1) tornara-se mais horizontalizado em relação ao posicionamento ideal. Diante dessa nova reorganização do osso sacro e dos corpos vertebrais citados acima, ocorrerá uma redução ou retificação da curvatura lordótica natural e fisiológica da região lombar da coluna vertebral e, assim desenvolvendo o desvio postural de hipolordose lombar.

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Como identificar e quantificar através da biofotogrametria os desvios posturais de retroversão pélvica e hipolordose lombar?

Para identificar e quantificar através da biofotogrametria se o indivíduo é portador ou não do desvio postural de retroversão pélvica, primeiramente o avaliador deverá através da técnica de anatomia palpatória identificar os processos ósseos de Espinha Ilíaca Antero Superior (EIAS) e Espinha Ilíaca Póstero Superior(EIPS). Realizado esse primeiro passo em seguida o avaliador deverá posicionar esferas demarcatórias exatamente sobre os dois processo ósseos identificados (citados acima no texto). Na sequência, deverá solicitar ao avaliado que posicione-se lateralmente em relação a máquina fotográfica e, realizar três registos fotográficos em sequência.

Após esses procedimentos metodológicos apresentados, o avaliador deverá carregar as fotos em um software específico para avaliação postural e selecionar a melhor foto das três, ou seja, a foto aonde ficou mais claro os demarcadores esféricos.  Depois de carregar e selecionar a melhor foto, o avaliador deverá formar um seguimento de reta unindo os processos ósseos demarcados, ou seja, traçar um seguimento de reta unindo a EIAS e EIPS. Ao traçar esse seguimento de reta o software gerará um valor angular. Essa valor gerado deverá ser interpretado pelo avaliador para identificar se o indivíduo apresenta ou não o desvio postural de retroversão pélvica.

Já avaliar através da biofotogrametria se o indivíduo é portador ou não do desvio postural de hipolordose lombar, o avaliador não necessitará plotar nenhuma esfera demarcatória no indivíduo e nem realizar novos registos fotográficos. No software o avaliador poderá utilizar o mesmo registro fotográfico que utilizou para identificar a presença ou não do desvio postural de retroversão pélvica. Dessa forma, para avaliar a presença de hipolordose lombar ou não o avaliar deverá no software selecionar a opção de ângulos livres. Em seguida, posicionar o alvo do marcado exatamente na inversão da curvatura de cifose torácica, outro alvo do marcador exatamente na inversão da curvatura de lordose lombar e o terceiro ponto deverá ser posicionado tangenciando a linha glútea do indivíduo.

Após realizar esse posicionamento citado acima um valor angular será formado, como citado posteriormente esse ângulo gerado deverá ser interpretado para identificar se o indivíduo é portador ou não do desvio postural de hipolordose lombar.

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Seguidores, não percam a vídeo aula de hoje e conheçam a relação entre os desvios posturais de retroversão pélvica e hipolordose lombar.