Antropometria e bioimpedância são duas forma interessante de avaliar a composição corporal.

Quais os métodos mais utilizados para a avaliação da composição corporal?

Hoje em dia nas academias ou até mesmo nos consultórios de nutricionais as formas mais utilizadas para avaliação da composição corporal é antropometria e a bioimpedância. Ambas as formas são duplamente indiretas.

Na antropometria o profissional de educação física ou o avaliador (que pode em alguns casos ser um nutricionista) inicialmente irá coletar os valores da espessura de dobras cutâneas, perímetros corporais e diâmetros ósseos. Uma vez realizado esse procedimento, em seguida irá selecionar uma equação preditiva adequada, ou seja que seja compatível com o sexo, idade e nível de atividade física do aluno/cliente e assim obterá o valor estimado de percentual de gordura e massa corporal magra e ainda em alguns casos a massa muscular.

Já a bioimpedância é realizada, como mencionado acima, também tem o objetivo de estimar a composição corporal. Este é realizado através da aplicação de uma corrente elétrica pelo corpo (obviamente que é pequena). Como a água é o único elemento em nosso corpo que conduz eletricidade assim quando a corrente passa pelo corpo, poderá ser medido a impedância da água. Desta forma, o resultado da impedância possibilitará o cálculo do volume de água no organismo, o que proporcionará estiver a massa corporal magra e gorda. Um ponto importante a salientar é que quanto maior for a massa gorda do indivíduo, maior dificultada a corrente elétrica terá para passar.

Portanto, ao realizar a bioimpedância poderá ser obtidos a massa corporal, IMC, massa muscular esquelética, massa gordura corporal, massa livre de gordura, percentual de gordura corporal, agua corporal total, taxa de metabolismo basal, relação cintura-quadril entre outros.

Porém, alguns passos deverão ser seguidos para obter um resultado seguro. 1) interromper a prática de exercícios físicos e consumo de álcool, café entre 24 a 48 horas antes da avaliação; 2) não frequentar saunas durante as 12 horas que antecedem; 3) jejum durante as quatro horas anteriores; 4) urinar 30 minutos antes; 5) retirar objetivos metálicos do corpo; 6) manter-se em repouso por cinco a 10 minutos.

Mas e ai qual a melhor forma de avaliação da composição corporal?

Em uma resposta rápida, o Treino em Foco entende que não tem um melhor ou pior. No entanto alguns pontos importantes serão descritos abaixo. Analisando o tempo para realizar a avaliação a bioimpedância leva vantagem em relação a antropometria. Pois ao realizar avalição antropométrica, o tempo será maior em virtude da necessidade e obter os valores de espessura de dobra cutânea, perímetros e diâmetros ósseos. Ainda se tiver avaliando um aluno/cliente obeso provavelmente a obtenção dos valores de espessura de dobra cutânea será ainda mais demorado.

Já no quesito dependência do avaliado o avaliação antropométrica leva vantagem. Ou seja, para realizar a avaliação antropométrica o avaliado não terá necessidade de realizar procedimento específicos como é o caso da bioimpedância (descrito acima no texto). Assim, a fidedignidade dos resultados obtidos na antropométrica dependerá somente da capacidade do avaliador em realizar a avaliação. Assim, neste ponto a antropométrica leva vantagem.

Um último ponto a analisar é em relação como trabalhar dos dados obtidos na avaliação. Com a bioimpedância pode-se obter várias analises como descria anteriormente no texto. No entanto, ao realizar a antropométrica o avaliador poderá na visão do Treino em Foco extrapolar mais as análises através dos resultados. Ou seja, através da antropométrica poderá estimar o percentual de área magra e gorda de membros superiores e inferiores através de cálculos de razão. Além disso, o avaliador poderá realizar o somatório de dobra cutânea e ainda comparar o valor destes em destreinados pontos corporais, e assim conseguir identificar em qual ponto do corpo esse aluno/cliente apresentar maior e menor teor de gordura. Ainda, poderá realizar a somatotipia, que é um dado super importante para entender a morfologia do aluno/cliente. Por fim, pode-se realizar o comparativo de simetria muscular através do perímetros.

Assim, em resumo o Treino em Foco entende que não há uma forma melhor ou pior. No entanto, a avaliação antropométrica proporciona ao avaliador vários caminhos para interpretar a condição morfológica do aluno/cliente.

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