Controlar a velocidade de execução no treinamento resistido com pesos ou musculação, auxilia no desenvolvimento de hipertrofia muscular e força.

O ano de 2016 está começando e o Treino em Foco, retomando a série Treino em Foco Análise de Artigos, e hoje analisaremos um artigo que tem por tema a análise, de algumas variáveis que compõem o treinamento resistido com pesos ou musculação.

O artigo tem como autores Alexandre Correia rocha, e Dilmar Pinto Guedes Júnior, e foi apresentado na revista Brasileira de Fisiologia do Exercício em 2011. O estudo vai analisar a influência da velocidade de execução dos exercícios na musculação, e lembrando que esse artigo já está postado no grupo Ciência do Treino em foco no Facebook.

Qual o objetivo do artigo cientifico analisado?

O artigo analisado teve como objetivo avaliar a eficiência do controle intencional da velocidade de execução no treinamento resistido com pesos ou musculação, em cada repetição de uma série. Também objetivou verificar a porcentagem de carga máxima deslocada pelo voluntários, e o número de repetições para a prescrição do treinamento de força, ou treinamento resistido com pesos.

Então os autores verificaram, como o controle da velocidade de execução, ou o não controle da velocidade de execução , interferiria na capacidade dos voluntários em realizar o número máximo de repetições em três exercícios.

agachamento_velocidade_execução

Qual foi a metodologia que os autores utilizaram nesse artigo, que avaliou a interferência na velocidade de execução, no número de repetições máximas?

Para o desenvolvimento do estudo foi utilizado vinte voluntários, com idade média de 21 anos. Eles realizaram o teste de carga máxima dinâmica, ou seja, o teste de 1 RM, nos exercícios: Supino, Agachamento e Rosca direta com a barra w, com o objetivo de obter a sua força máxima em cada um desses exercícios. O teste de 1 RM, foi realizado em todos os exercícios no mesmo dia, porém com intervalo de dez minutos entre os exercícios.

Após intervalo de 24 e 48 horas, os voluntários realizaram o máximo de repetições com uma quilagem de 80% da carga máxima dinâmica, ou seja, da carga máxima obtida no teste de 1 RM. Executaram o número máximo de repetições com 80% de 1 RM, controlando a velocidade de execução, e 48 horas depois, os exercícios foram realizados sem o controle da velocidade de execução. Para o controle da velocidade de execução ou  foi utilizado um metrônomo, respeitando 1 segundo para fase concêntrica, e 2 segundos para fase excêntrica dos exercícios.

Quais foram os resultados encontrados no estudo?

Nos exercícios multiarticulares como o Supino e o Agachamento, que envolvem maior massa muscular, e consequentemente um maior números de grupos musculares envolvidos para a realização do exercício, os voluntários foram capazes de produzir mais força: 87,55 Kg para o exercício Supino, e 112, kg para o Agachamento, em comparação ao exercícios de Rosca direta com a barra w, que teve média de 68kg. Portanto para os voluntários estudados a força muscular é dependente do número de articulação, número de músculos e massa muscular envolvidas nos exercícios.

rosca_direta_w_velocidade_execução

Analisando o número de repetições realizadas com o controle da velocidade de execução , foi observado uma redução no número de repetições máximas  quando os exercícios foram realizados com velocidade de execução controlada, ou seja, 1 segundo para fase concêntrica, e 2 segundos para fase excêntrica.

Obteve-se no Agachamento executado com velocidade de execução controlada 3 repetições máximas, já sem o controle da velocidade de execução 11 repetições máximas. No Supino Reto com o controle da velocidade de execução obteve-se 3 repetições máximas, já sem o controle 11 repetições máximas. E por fim, no exercício de Rosca direta com barra w, controlando a velocidade de execução obteve-se novamente 3 repetições máximas, e sem controle da velocidade de execução 9 repetições máximas.

De acordo com os autores o controle da velocidade de execução pelo voluntários, acarreta redução da força muscular em cada repetição. Portanto no presente estudo o controle da velocidade de execução nos exercícios, não permitiu a realização do número de repetições sugerido pela literatura para buscar a maximização da hipertrofia muscular, ou seja, quando se utiliza a quilagem prescrita na literatura para maximiza a hipertrofia muscular, juntamente com  a velocidade de execução proposta na literatura para maximizar os ganhos hipertróficos, os voluntários não foram capazes de realizar o número de repetições previstos, então não foi possível encaixar as variáveis para otimizar o treinamento visando hipertrofia muscular.

supino_velocidade_execução_treino_em_foco

O que podemos tirar de conclusão desse artigo?

Que para a amostra estudada a carga máxima dinâmica foi diferente entre os exercícios. Para uma determinada porcentagem da carga máxima o número de repetições se mostrou diferente entre os exercícios, principalmente entre a rosca direta com barra w , e o Agachamento.

E com o controle da velocidade de execução o numero de repetições nos três exercício analisados foi significativamente menor para a mesma porcentagem da carga máxima, comparada com as execuções sem controle de velocidade de execução.

Então seguidor não perca, a vídeo aula de hoje, e tire suas dúvidas se a velocidade de execução nos exercícios de musculação influencia o treinamento visando hipertrofia muscular e força.